
MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO
Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental
Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo
Ele foi um dos pais da Democracia norte-americana e continua sendo reverenciado como exemplo à toda nação como um dos maiores líderes que os EUA tiverem na presidência do país.
Mas...
Aos cinco anos, sua mãe o despediu na rua, em uma estação da Virgínia.
Ela não queria, não sabia ou não podia cuidar dele. Ele lembra-se da intensidade desse último instante, lembra-se perfeito das roupas da mãe e vê-a; hoje à distância, pintando os lábios antes da despedida.
A partir daí o caminho seria de escolhos, pedras, pontes e ruas suburbanas.
Na rua ele cresceu e da rua aprendeu; o bom, o doloroso e o inesquecível Thomas diz que, em algum livro dos muitos que devora, um autor disse: "que as feridas saram com o tempo", mas ele diz que não, que há feridas que não suturam nunca mais e que vão abertas e batendo até a sepultura.

A Pibada de oito a nove anos que o acompanhava invejou a sua vida e os seus tempos.
Thomas não tinha horários, nem pais que obrigassem, nem mãe que encomendassem.
O resto dos Pibos tinha e tinha, com isto, que voltar a uma hora para casa, comer em um horário e deitar cedo.
É por isso que eu invejava Thomas e, por isso, Thomas também os invejou em silêncio; especialmente quando os amigos se iam embora. Ele ficava contando estrelas ou encostando o nariz na janela de um restaurante, invejava saudável a sorte dos outros, os desafios que ele não tinha e as obrigações que lhe faltavam.
Um juiz de paz, quando ele andava com seus seis ou sete anos, disse-lhe que não sabia o que fazer com ele, porque ainda não estava na idade de ir para o instituto infantil ou para nenhum lar....
Então Thomas, o anão Thomas da época, pediu uma coisa ao juiz: ir para a escola.
O juiz perguntou-lhe onde ia morar e Thomas disse-lhe para não se preocupar, que o resto ele tratava.
Por isso começou a escola, ia com a roupa que tinha e com a pobreza que carregava, ia escutava, fazia os trabalhos de casa e depois antes de ir devolvia o lápis emprestado para a professora. À tarde, estudava na Biblioteca Nacional;
E foi assim que Thomas Jefferson tornou-se Presidente dos Estados Unidos 1801 - 1809 nasceu em 13 de abrir de 1743 e morreu em 4 de julho de 1826.
Admirar aquele jovem de antes, que foi abandonado criança, e não encolheu continuou lutando.
E os caras de hoje (os marmanjos e marmanjas de hoje), quantos são que se tornam drogados, fracassados e jogam a culpa em cima dos pais e de toda a Sociedade?
É que a "culpa" é sempre dos outros.
Né?
A "culpa" é e sempre deverá ser dos outros.
E... não lutam para mudar de vida.
Mas...
Thomas Jefferson não era "negro", não era um "favelado" e não recebia "Bolsa Família".
Ah, é mesmo! Não havia "Bolsa Família" ou sistema de quotas naquela época!
Decerto que haviam doenças (muitas), mas Thomas Jefferson nunca usou a desculpa do "Fique em casa!"
Afinal, nem casa ele tinha.
Ele só tinha o campo de batalha - o da luta pela sobrevivência, e muita disposição para lutar.
Thomas Jefferson não usou as MULETAS MORAIS que muita gente insiste em usar para justificar a própria estória que também (insistem) em contar.
Ele só buscou uma oportunidade.
E recebeu!
E soube usar.
As pessoas precisam buscar reais oportunidades e quem às pode dar, têm de possuir a necessária sensibilidade, solidariedade e honestidade para tanto.
"Pedi e vos será dado!" Essa foi uma das maiores lições que o Mestre nos ensinou.
Que Deus tenha piedade de toda essa gente que usa muletas morais para tentar se manter de pé e justificar sua própria existência ante a tudo e contra todos.
Eu não tenho.








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