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A MINHA LÁGRIMA É PRETA


CELESTE BASTOS - POETISA


Preta pelo preto inocente

Olhares incoerentes

Que julgam o preto pela cor

Pela discriminação racial


Capitalismo que fizeram das favelas

A porta das senzalas

Direito e Liberdade de escolher

A sociedade deve ser justa

Uma bandeira preta e branca significando a igualdade


Mas a outra metade que está em luto

Pelos pretos assassinados

Nos becos das favelas


Hoje lutamos pela beleza de nossos cabelos

Pela cor de nossa pele

Pelas poesias dos pretos


Castro Alves, poeta dos escravos

Levou a nossa liberdade

Para Academia de Letras


E nas trilhas do destino

A literatura negra e a resistência

Somos hoje pretos

Usamos a coroa da resistência

Liberdade e justiça para o negro

Bandeira preta de paz





 
 
 

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