COMO ERAM PUNIDOS OS JUÍZES CORRUPTOS NA ANTIGUIDADE
- jjuncal10
- 13 de set. de 2025
- 2 min de leitura

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO
Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental
Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo
Na Roma clássica (período republicano), os magistrados corruptos eram executados de modo terrivelmente exemplar.
O condenado era colocado dentro de um saco junto com um gato, uma cobra, um cachorro e um galo e vamos explicar toda a simbologia contida.

Os romanos não lá eram muito afetos a gatos. Para os antigos romanos o gato era um símbolo de astúcia e de desconfiança.
A própria superstição do gato preto atravessando a estrada tem sua origem nas antigas províncias romanas, como Portugal.
A cobra - adorada em muitas culturas - como na egípcia e na hindu, era também para os antigos romanos um símbolo de perfídia e traição.
O cão servia para lembrar ao desgraçado de que ele havia traído seus melhores amigos (os seus patrícios).
E por fim, o galo era para advertir ao condenado de que ele não tornaria a ouvir o cantar do galo no romper da aurora.
Feito isso, fechavam o tal saco nas águas do Rio Tibre (que banha os arredores de Roma) e, desse modo, simbolicamente, o magistrado executado estava apartado dos quatro elementos: Terra, Água, do Fogo (do calor do Sol) e do Ar.
Muito provavelmente, o saco no qual o condenado era confinado poderia ser de couro de tecido não permeável, eis que o plástico e os tecidos sintético que conhecemos hoje ainda não existam. Mas, o fato de encerrar o magistrado executado dentro do saco fazia com que o condenado (simbolicamente) fosse apartado dos quatro elementos essenciais.
Esse era o duplo aspecto simbólico contido na forma e nos modos que os antigos romanos puniam os juízes corruptos.
Essa era a terrível e merecida punição aplicada aos magistrados (juízes e altos funcionários) romanos, eis que para esse antigo povo a pior forma de corrupção não era apenas a venal, mas sim a corrupção dos costumes.
Dos bons costumes do povo, digam-se.
Agora, se essa moda pega - se fosse trazida de volta e aqui em nosso país, ai, ai, ai... coitados dos animais.










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