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EDUCAÇÃO E DEMOCRACIA... EM BRUMADO - BA

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RIBAMAR VIEGAS

ESCRITOR LUDOVICENSE


  Educação é o processo amplo e contínuo de desenvolvimento sociocultural humano. 

  

            “Democracia é o governo do povo, para o povo e pelo povo” – Abraham Lincoln, em 1863. 

  

            Desde a Proclamação da República no Brasil, em 1889, que a tônica do discurso político no nosso país incorpora referências de natureza democrática e expressões de preocupação com a educação em todas as esferas sociais. Isso ocorre, principalmente, em períodos de eleições para formação do Congresso Nacional. 

  

            Mas a discrepância entre os discursos políticos e as ações para amenizar as diferenças socioculturais entre as classes de pessoas no Brasil continua muito grande. E os excluídos do sociocultural refugiam-se nas periferias, nas favelas e nos Sertões. Uma parte destes excluído, para sobreviver, termina adotando a violência, resultando em facções criminosas que atualmente sitiam grandes cidades brasileiras, principalmente as metrópoles.   

  

                   “No Brasil ainda vivemos a Democracia da gravata lavada”; essa constatação foi do político mineiro Teófilo Otoni, em 1860, prevalecendo até hoje. A classe letrada e asseada é a única merecedora do gozo dos direitos políticos da cidadania. Constatação negada pelos demagogos daquela época e admitida explicitamente pelos demagogos de hoje através da subtração absurda das verbas da educação (FUNDEB) para mensalões, orçamentos secretos, auxílios parlamentares...  resultando em 1 analfabeto em cada 20 brasileiros. 

  

                  O educador Florestain Fernandes, afirma que: “O que assistimos, de fato, foi à formação de um sistema escolar que se funda, formalmente, em valores democráticos, mas, na prática, funciona segundo interesses e acomodações variavelmente pré ou antidemocráticos”. Em outras palavras: prevalecem as articulações dos políticos corruptos que preferem um povo ignorante para continuar reelegendo-se.      

  

                  Quando o professor Anísio Teixeira   escreveu, em 1947, que educação é a base, o fundamento e a condição para a democracia plena, muitos acharam que o mestre havia exagerado na sua retórica.  O magistral professor já enxergava a importância do sociocultural para todos.   

  

               O professor Paulo Freire alertava aos educadores que, mais que educar, eles deveriam estar atentos à concepção da situação social brasileira. Assim poderiam ensinar o BA A BA, inserindo o aluno a realidade do seu habitat, da sua cidade e do histórico do seu país para formar cidadãos conscientes e não somente meros formados.  O Chile e a Argentina levaram a sério essa filosofia de Paulo Freire e formam cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres. Deu certo! Para os habitantes desses dois países, nós, brasileiros, não passamos de meros cordiais – aqueles que concordam com tudo, inclusive com a negativa dos nossos direitos de cidadãos −. Os chilenos e os argentinos têm consciências dos seus direitos, também, à educação, tanto que o índice de analfabetismo nesses dois países é zero e, consequentemente, é zero também o índice de facções criminosas, Cracolândia... Portanto, a coisa só frutificará quando nossas crianças, independentemente da condição social, cor da pele e gênero, crescerem dentro do sociocultural, desenvolvendo os seus direitos e deveres.    

  

               Palmas para Brumado, município com 75 mil habitantes, Sudoeste da Bahia, que dá um passo largo para a democracia plena através da educação, com cerca de 100% das escolas de ensino médio municipais e 50% das escolas de ensino médio estaduais funcionando em Tempo Integral. E os 50% restantes das escolas do curso médio estadual, funcionando com ensino profissionalizante, tudo sem distinção social... exercitando o sociocultural.   

  

(Sou professor Normal Superior... sem sala de aula) 

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