O PAPEL DA COMPULSÃO ALIMENTAR NO EMAGRECIMENTO TRAVADO
- jjuncal10
- 16 de ago. de 2025
- 3 min de leitura

Walkiria Gross Coelho Portes
Nutricionista com foco em emagrecimento e doenças crônicas - CRN9-6539
Pós – Graduada em Fitoterapia pela Unyleya.Pós - Graduada em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS, Porto Alegre, RS.Pós - Graduada em Qualidade Alimentar pela Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.
E COMO VOCÊ PODE RETOMAR O CONTROLE, SEM CULPA E COM CONSCIÊNCIA
Você já se pegou dizendo:
"Eu até consigo seguir a dieta, mas de repente… é como se eu perdesse o controle."
Se isso acontece com frequência, é provável que a compulsão alimentar esteja travando seus resultados — mais do que você imagina.
E antes de qualquer julgamento, é importante entender: isso não é falta de força de vontade. Comer de forma impulsiva, emocional ou compulsiva está muito mais ligado a desequilíbrios internos do que a disciplina.
MAS AFINAL, O QUE É COMPULSÃO ALIMENTAR?
Não estamos falando de uma “beliscadinha” fora de hora. A compulsão é quando você come grandes quantidades de comida, mesmo sem fome, em um curto espaço de tempo — e depois sente culpa, arrependimento ou vergonha.
Ela não acontece porque você está com falta de foco. Acontece porque o seu corpo e sua mente estão tentando resolver algo mais profundo com a comida.
COMER EMOCIONAL: QUANDO A COMIDA VIRA ANESTESIA
Você já usou comida para aliviar ansiedade?
Ou buscou o chocolate como “recompensa” depois de um dia difícil?
Isso é o comer emocional.
E quando esse comportamento vira rotina, ele interfere diretamente no emagrecimento — porque o corpo começa a comer por impulso e não por necessidade.
E o pior: mesmo com restrições alimentares severas, a pessoa acaba ficando presa no ciclo “restringe → desconta → culpa → recomeça”.
Resultado?
Metabolismo travado, autoestima baixa e sensação de fracasso.
Por que isso acontece?
A compulsão pode ter várias causas:
• Dietas muito restritivas, que aumentam o desejo por “comida proibida”
• Consumo insuficiente de calorias e nutrientes (o corpo entra em modo sobrevivência)
• Desregulação hormonal (como insulina e cortisol)
• Alterações no intestino (que afetam a produção de serotonina, o “hormônio do bem-estar”)
• Fome emocional não reconhecida: ansiedade, estresse, carência, exaustão
COMO RETOMAR O CONTROLE COM CONSCIÊNCIA
A chave para quebrar esse ciclo não é cortar mais alimentos ou fazer dietas ainda mais rígidas. É o oposto:
É aprender a escutar o corpo, entender os gatilhos e agir com estratégia.
Alguns passos que você pode começar a observar:
• Inclua mais proteínas nas refeições — elas ajudam a estabilizar a saciedade e controlar a compulsão.
• Não passe longos períodos em jejum, especialmente se você tem episódios frequentes de “ataques” à comida.
• Aprenda a nomear o que sente: fome física ou fome emocional?
• Evite extremos: o pensamento “já que comi errado, vou chutar o balde” só alimenta o ciclo.
• Tenha um plano alimentar flexível, que inclua prazer e estratégia.
É exatamente isso que eu faço no acompanhamento nutricional com meus pacientes. Com uma abordagem individualizada, que leva em conta muito mais do que calorias.
A ideia é reprogramar o comportamento alimentar com leveza, estratégia e, principalmente, consciência.
Emagrecer não é só comer certo. É saber por que você come errado — e como mudar isso de forma sustentável.










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