top of page
Buscar

O PAPEL DA COMPULSÃO ALIMENTAR NO EMAGRECIMENTO TRAVADO

Walkiria Gross Coelho Portes

Nutricionista com foco em emagrecimento e doenças crônicas - CRN9-6539

Pós – Graduada em Fitoterapia pela Unyleya.Pós - Graduada em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS, Porto Alegre, RS.Pós - Graduada em Qualidade Alimentar pela Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.


 E COMO VOCÊ PODE RETOMAR O CONTROLE, SEM CULPA E COM CONSCIÊNCIA  


Você já se pegou dizendo:  

"Eu até consigo seguir a dieta, mas de repente… é como se eu perdesse o controle."  

Se isso acontece com frequência, é provável que a compulsão alimentar esteja travando seus resultados — mais do que você imagina.  

E antes de qualquer julgamento, é importante entender: isso não é falta de força de vontade. Comer de forma impulsiva, emocional ou compulsiva está muito mais ligado a desequilíbrios internos do que a disciplina.  

 

MAS AFINAL, O QUE É COMPULSÃO ALIMENTAR?   

 

Não estamos falando de uma “beliscadinha” fora de hora. A compulsão é quando você come grandes quantidades de comida, mesmo sem fome, em um curto espaço de tempo — e depois sente culpa, arrependimento ou vergonha.  

Ela não acontece porque você está com falta de foco. Acontece porque o seu corpo e sua mente estão tentando resolver algo mais profundo com a comida.  


COMER EMOCIONAL: QUANDO A COMIDA VIRA ANESTESIA  

 

Você já usou comida para aliviar ansiedade?  

Ou buscou o chocolate como “recompensa” depois de um dia difícil?  

Isso é o comer emocional.  

E quando esse comportamento vira rotina, ele interfere diretamente no emagrecimento — porque o corpo começa a comer por impulso e não por necessidade.  

E o pior: mesmo com restrições alimentares severas, a pessoa acaba ficando presa no ciclo “restringe → desconta → culpa → recomeça”.  

Resultado?  

Metabolismo travado, autoestima baixa e sensação de fracasso. 

Por que isso acontece?  

A compulsão pode ter várias causas:  


  • Dietas muito restritivas, que aumentam o desejo por “comida proibida”  

  • Consumo insuficiente de calorias e nutrientes (o corpo entra em modo sobrevivência)  

  • Desregulação hormonal (como insulina e cortisol)  

  • Alterações no intestino (que afetam a produção de serotonina, o “hormônio do bem-estar”)  

 • Fome emocional não reconhecida: ansiedade, estresse, carência, exaustão  

 

COMO RETOMAR O CONTROLE COM CONSCIÊNCIA  

 

A chave para quebrar esse ciclo não é cortar mais alimentos ou fazer dietas ainda mais rígidas. É o oposto:  

É aprender a escutar o corpo, entender os gatilhos e agir com estratégia.  

Alguns passos que você pode começar a observar:  


 • Inclua mais proteínas nas refeições — elas ajudam a estabilizar a saciedade e controlar a compulsão.  

 • Não passe longos períodos em jejum, especialmente se você tem episódios frequentes de “ataques” à comida.  

  • Aprenda a nomear o que sente: fome física ou fome emocional?  

  • Evite extremos: o pensamento “já que comi errado, vou chutar o balde” só alimenta o ciclo.  

 • Tenha um plano alimentar flexível, que inclua prazer e estratégia.  


É exatamente isso que eu faço no acompanhamento nutricional com meus pacientes. Com uma abordagem individualizada, que leva em conta muito mais do que calorias.  

A ideia é reprogramar o comportamento alimentar com leveza, estratégia e, principalmente, consciência.  

Emagrecer não é só comer certo. É saber por que você come errado — e como mudar isso de forma sustentável. 


 
 
 

Comentários


bottom of page