REMINISCÊNCIAS
- jjuncal10
- 26 de fev. de 2021
- 1 min de leitura

JOSÉ WALTER PIRES
SOCIÓLOGO, ADVOGADO, POETA,
CORDELISTA E ESCRITOR
Um dia, ao entardecer,
sentados, meu dileto amigo
e eu, conversávamos
na praça Armindo Azevedo,
em Brumado.
Mais que isso, meditávamos,
sobre o progresso
da cidade, quando chegasse!
Imaginávamos semáforos
e, assustados,
dizíamos: não vai prestar!
A cidade era triste, monótona
e feia,
em reduzidos limites
e sonhos...
Para quê mesmo?
Perguntávamos, acostumados
à rotina
dos botecos
e dos cabarés
daquela cidade,
triste, monótona e feia.
Além disso,
estudantes passeavam,
para lá e para cá,
e as moças conversavam,
frívolas e acanhadas,
sobre nada
e sonhos.
Quando os semáfaros
chegarem,
iremos embora
e ficaremos em paz
- dizíamos!
Êta, conversa besta, meu Deus!
Mas era assim que
pensávamos,
até que tudo mudou
na cidade,
triste, monótona e feia,
que os meus sonhos
embalou!










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