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REMINISCÊNCIAS






JOSÉ WALTER PIRES

SOCIÓLOGO, ADVOGADO, POETA,

CORDELISTA E ESCRITOR







Um dia, ao entardecer,

sentados, meu dileto amigo

e eu, conversávamos

na praça Armindo Azevedo,

em Brumado.

Mais que isso, meditávamos,

sobre o progresso

da cidade, quando chegasse!

Imaginávamos semáforos

e, assustados,

dizíamos: não vai prestar!

A cidade era triste, monótona

e feia,

em reduzidos limites

e sonhos...

Para quê mesmo?

Perguntávamos, acostumados

à rotina

dos botecos

e dos cabarés

daquela cidade,

triste, monótona e feia.

Além disso,

estudantes passeavam,

para lá e para cá,

e as moças conversavam,

frívolas e acanhadas,

sobre nada

e sonhos.

Quando os semáfaros

chegarem,

iremos embora

e ficaremos em paz

- dizíamos!

Êta, conversa besta, meu Deus!

Mas era assim que

pensávamos,

até que tudo mudou

na cidade,

triste, monótona e feia,

que os meus sonhos

embalou!


















 
 
 

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