SE O AMOR FOSSE UM Partido Trapalhão
- jjuncal10
- 8 de nov.
- 1 min de leitura

JUNCAL
Seria uma historinha
De alguém fazendo papel de Painho
Tendo um mentiroso como narrador
Oferecendo abobora para comer
Para amada arrotar picanha
Uma vertente obscura
Que confunde para conquistar
Uma toma lá, dá cá;
Semeando migalhas e patranhas
Como se todos fossem jumentos
Uma injustiça, que a justiça não cura
Por parceria e conivência
Com um painho que joga suas cartas
Entre um gole e uma falácia
Barganhando com quem bem entende
Traquinagens de painho
Que convence alguns, por razões diversas
Uns por parcerias, outros por insanidade,
Companheirismo, comodismo, necessidade ...
Pois para ele é o sonho que decreta
O amor é um fruto perigoso
Dependendo das mãos que se encontram
Falam e desfalam, sem nenhuma cerimônia
Pois o ouvinte não entende ou não quer
A maioria por grandes necessidades e outros não
Assim vamos caminhando, pisando em ovo
Pois nunca se viu um ovo tão perigoso
Pode rachar de rir, ou até mesmo por ódio
Como demonstra os autos,
De um amor abstrato, platônico ...
Faça de conta que tudo está certo!
É mais cômodo e menos perigoso
Pois o amigo do amigo, seguido por uma bruxa
Um fã de holofotes e mais uma corja que segue
Já que estão bem adestrados
Não aceitam que não haja amor
Por quem faz promessas em vão
Mesmo que a mordomia corra solta
Pois o coração tem razões
Que a própria razão desconhece
Razões favoráveis a seu bel prazer
Induzindo a amada e a enganando
Tendo ajuda de vizinhos
Que acreditam serem Deuses
E aí, sai tudo nos conformes!











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