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SE O AMOR FOSSE UM Partido Trapalhão

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JUNCAL


Seria uma historinha 

De alguém fazendo papel de Painho 

Tendo um mentiroso como narrador 

Oferecendo abobora para comer 

Para amada arrotar picanha 

 

Uma vertente obscura 

Que confunde para conquistar 

Uma toma lá, dá cá;  

Semeando migalhas e patranhas 

Como se todos fossem jumentos 

 

Uma injustiça, que a justiça não cura 

Por parceria e conivência  

Com um painho que joga suas cartas 

Entre um gole e uma falácia 

Barganhando com quem bem entende  

 

Traquinagens de painho  

Que convence alguns, por razões diversas 

Uns por parcerias, outros por insanidade, 

Companheirismo, comodismo, necessidade ... 

Pois para ele é o sonho que decreta 

 

O amor é um fruto perigoso 

Dependendo das mãos que se encontram 

Falam e desfalam, sem nenhuma cerimônia 

Pois o ouvinte não entende ou não quer 

A maioria por grandes necessidades e outros não 

 

Assim vamos caminhando, pisando em ovo 

Pois nunca se viu um ovo tão perigoso 

Pode rachar de rir, ou até mesmo por ódio 

Como demonstra os autos,  

De um amor abstrato, platônico ... 

 

Faça de conta que tudo está certo! 

É mais cômodo e menos perigoso 

Pois o amigo do amigo, seguido por uma bruxa 

Um fã de holofotes e mais uma corja que segue 

Já que estão bem adestrados  

 

Não aceitam que não haja amor 

Por quem faz promessas em vão 

Mesmo que a mordomia corra solta 

Pois o coração tem razões 

Que a própria razão desconhece 

 

Razões favoráveis a seu bel prazer 

Induzindo a amada e a enganando 

Tendo ajuda de vizinhos 

Que acreditam serem Deuses  

E aí, sai tudo nos conformes! 


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