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TATUAGEM VAI ALÉM DA ESTÉTICA E ENVOLVE ASPECTOS PSICOLÓGICOS, CULTURAIS E RELIGIOSOS, APONTA ESTUDO


Por: Robérico Silva de Oliveira – Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico, Pós-graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração, Pós-graduado em Ciências Políticas.


Pesquisa analisa a tatuagem como fenômeno biopsicossocial e propõe reflexão sobre identidade, simbolismo e fé


A tatuagem, hoje amplamente associada à estética e à expressão individual, é muito mais do que uma marca na pele. Um estudo interdisciplinar do pesquisador Robérico Silva de Oliveira aponta que a prática envolve dimensões históricas, psicológicas, culturais, sanitárias e até teológicas, sendo compreendida como um fenômeno biopsicossocial complexo.


Segundo o levantamento, a tatuagem acompanha a humanidade desde civilizações antigas, com registros no Egito, Polinésia e entre povos tradicionais, onde era usada em rituais, identidade social e espiritualidade.


Do ponto de vista psicológico, o estudo destaca que tatuagens podem representar memória, pertencimento, elaboração de traumas e construção de identidade. Em algumas abordagens psicanalíticas, a marca no corpo é entendida como uma linguagem simbólica do inconsciente.


Na dimensão da saúde, o artigo chama atenção para questões de biossegurança, como esterilização, pigmentos e riscos dermatológicos, ressaltando a importância de procedimentos seguros e regulamentados.


Debate religioso e simbólico


A pesquisa também aborda o debate cristão sobre tatuagens, frequentemente relacionado a textos bíblicos como levítico e 1 Coríntios. O estudo observa que não há consenso absoluto entre correntes religiosas: enquanto alguns veem restrições teológicas, outros entendem a decisão como questão de consciência e discernimento pessoal.


Outro ponto destacado é o simbolismo das imagens tatuadas. Muitos desenhos e signos carregam significados culturais, espirituais e sociais que nem sempre são conhecidos por quem escolhe tatuar.


Fenômeno social multifacetado


O autor lembra que antigas leituras criminológicas que associavam tatuagens à marginalidade são hoje consideradas superadas e devem ser contextualizadas historicamente.


A conclusão do estudo é que a tatuagem não deve ser vista apenas como escolha estética, mas como prática carregada de sentidos subjetivos e sociais. Para o pesquisador, a decisão de tatuar-se — especialmente em contextos de fé — deve envolver informação, reflexão e consciência.


“Mais do que discutir se é permitido ou proibido, a questão central é compreender o significado da escolha”, sintetiza o estudo.



 
 
 

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