TODA À SOMA DO TEMPO QUE HABITA EM NÓS
- jjuncal10
- 17 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO
Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental
Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo
É pena que não tenhamos uma "máquina do tempo", não é?
Uma máquina do tempo acoplada à um freezer e que nos permitisse retornar ao passado, congelar momentos e sentimentos.
Seria tão bom, não é mesmo?
Poder voltar ao passado e vivenciar momentos e experiências com aqueles que fisicamente e conosco não mais comungam do tempo presente e do mesmo espaço.

Voltar um pouco antes, ou um pouco depois do exato instante no qual pensávamos ter encontrado a tal chave da felicidade.
Ah, que bom seria!
Porém, não temos tal máquina e muito provavelmente, jamais à teremos.
Afinal de contas, o tempo é Senhor e o algoz de todas as coisas e sendo assim, creio que o melhor que temos a fazer é prosseguir na triste senda de nossas vidas. Preferindo acreditar que tudo irá dar certo depois de cruzarmos a próxima esquina.
Que tudo será novo, de novo e de que o futuro nos irá trazer algo melhor que essa encruzilhada da vida que é o presente.
Sim, o presente é tal qual uma encruzilhada ou uma ponte sobre à qual decidimos para onde ir.
Se vamos em frente ou se insistimos em ficar parados e à espera da tal "máquina do tempo" que nunca será nossa, eis que além de existir em nossas mentes, de verdade... nossa nunca será!
Desse jeito somos todos nós e quem sabe, se esse mundo continuar existindo do jeito que o conhecemos, continuará a sê-lo para todos aqueles que vierem após.
Moldamos nosso mundo a partir da nossa compreensão acerca de tudo aquilo que advém da experiência sensorial. Somos o que sentimos!
E isso é ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição.
Dádiva de poder viajar no tempo, avançando passo a passo rumo à nossa última viagem.
Maldição por sermos exatamente aquilo que o tempo faz da gente: as escolhas que fazemos dentro da fração de tempo que chamamos de existência e não existimos porque somos.
É exatamente o oposto.
Somos porque existimos e se existimos, é porque ocupamos (ou preenchemos) uma parcela do tempo e que revela o início, meio e o desfecho do nosso ciclo vital.
Somos a medida do nosso próprio tempo. Presente, passado ou futuro; qualquer deles em que optemos viver.
Máquina do tempo; não à temos.
A tal máquina do tempo está em todos nós!
Os viajantes do tempo.










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