
ALESSANDRA CAMARA - Bachelor of Science in Psychology - Graduated: May 2016 Missouri State University – Springfield, MO
Associates of Arts - Associates of Independent Studies Graduated: May 2014
Ozark Technical Community College - Springfield, MO
Professional Coach Certification - Professional Executive Coach Certification - Professional Master Coach Certification
Vocês estão aqui para a continuação de uma leitores simples, curta e repleta de momentos incríveis. Minha humilde sugestão é que leiam devagar. Assim, seu coração ficará em paz para aprender algo que talvez seja novo e impactante para muitos ou, quem sabe, apenas um complemento do que já o vivem.
O livro que estou compartilhando com vocês chama-se Um Novo Mundo: O Despertar de uma Nova Consciência, escrito por Eckhart Tolle. Acredito que cada capítulo deste livro tem um propósito único para as vidas aqui presentes, neste momento.
Sintam-se leves como se estivessem nas nuvens e vamos juntos continuar nos alimentandos com o que entendemos hoje ser o maior poder da nossa existência: a consciência.
Livro: Um Novo Mundo de Eckhart Tolle
Páginas 222 e 223
“NOSSO PROPÓSITO INTERIOR”
Tão logo superamos a preocupação com a mera sobrevivência, a questão do sentido e do propósito se torna de capital a importância para nós. Muitas pessoas se sentem aprisionadas nas rotinas do cotidiano, que parecem privar a sua vida de significado. Algumas acreditam que a vida está passando ou já passou por elas. Outras se veem profundamente limitadas pela necessidade de trabalhar e cuidar da família ou por sua condição financeira ou de vida. Há indivíduos que são devastados por um estressa agudo, enquanto outros se consomem num intenso tédio. Há quem esteja envolvido numa atividade frenética e quem se veja perdido na estagnação. Muita gente anseia pela liberdade e pelo crescimento que a prosperidade promete. Mas há pessoas que já se desfrutam da relativa liberdade que acompanha a prosperidade e, mesmo assim, constatam que isso não é o bastante para dar um sentido completo a sua vida. Nada substitui a descoberta do verdadeiro propósito. No entanto, o significado genuíno, ou primário, da vida pode ser encontrado no nível exterior. Ele não diz respeito ao que fazemos, e sim ao que somos - isso é, ao nosso estado de consciência.
Portanto, a coisa mais importante a entender é: nossa vida tem um propósito interior e um propósito exterior. O primeiro deles diz respeito a Ser e é primário. O segundo se refere a fazer e é secundário. Embora este livro trate principalmente do propósito interior, este capítulo e o seguinte indicam também como aliar esses dois propósitos. O interior e o exterior, contudo, estão a tal ponto interligados que é quase impossível falar de um sem mencionar o outro.
Nosso propósito do interior é despertar. É simples assim. Nós o compartilhamos com todas as pessoas do planeta porque esse é o propósito da humanidade. O propósito interior de cada indivíduo é uma parte essencial do propósito do todo - do universo e da sua inteligência emergente. Por outro lado, o propósito exterior pode mudar ao longo do tempo. Ele varia significativamente de pessoa para pessoa. Encontrar o propósito interior e viver alinhado com ele é o alicerce para a satisfação do propósito exterior. É a base para o verdadeiro sucesso. Sem esse alinhamento, até conseguimos alcançar determinadas metas por meio do esforço, da luta, da determinação e do puro trabalho intenso ou da esperteza e da habilidade. Mas não existe alegria nesses empreendimentos, e eles costumam acabar em alguma forma de sofrimento.” Vocês estão aqui para a continuação de uma leitores simples, curta e repleta de momentos incríveis. Minha humilde sugestão é que leiam devagar. Assim, seu coração ficará em paz para aprender algo que talvez seja novo e impactante para muitos ou, quem sabe, apenas um complemento do que já o vivem.
O livro que estou compartilhando com vocês chama-se Um Novo Mundo: O Despertar de uma Nova Consciência, escrito por Eckhart Tolle. Acredito que cada capítulo deste livro tem um propósito único para as vidas aqui presentes, neste momento.
Sintam-se leves como se estivessem nas nuvens e vamos juntos continuar nos alimentandos com o que entendemos hoje ser o maior poder da nossa existência: a consciência.
Livro: Um Novo Mundo de Eckhart Tolle
Páginas 222 e 223
“NOSSO PROPÓSITO INTERIOR”
Tão logo superamos a preocupação com a mera sobrevivência, a questão do sentido e do propósito se torna de capital a importância para nós. Muitas pessoas se sentem aprisionadas nas rotinas do cotidiano, que parecem privar a sua vida de significado. Algumas acreditam que a vida está passando ou já passou por elas. Outras se veem profundamente limitadas pela necessidade de trabalhar e cuidar da família ou por sua condição financeira ou de vida. Há indivíduos que são devastados por um estressa agudo, enquanto outros se consomem num intenso tédio. Há quem esteja envolvido numa atividade frenética e quem se veja perdido na estagnação. Muita gente anseia pela liberdade e pelo crescimento que a prosperidade promete. Mas há pessoas que já se desfrutam da relativa liberdade que acompanha a prosperidade e, mesmo assim, constatam que isso não é o bastante para dar um sentido completo a sua vida. Nada substitui a descoberta do verdadeiro propósito. No entanto, o significado genuíno, ou primário, da vida pode ser encontrado no nível exterior. Ele não diz respeito ao que fazemos, e sim ao que somos - isso é, ao nosso estado de consciência.
Portanto, a coisa mais importante a entender é: nossa vida tem um propósito interior e um propósito exterior. O primeiro deles diz respeito a Ser e é primário. O segundo se refere a fazer e é secundário. Embora este livro trate principalmente do propósito interior, este capítulo e o seguinte indicam também como aliar esses dois propósitos. O interior e o exterior, contudo, estão a tal ponto interligados que é quase impossível falar de um sem mencionar o outro.
Nosso propósito do interior é despertar. É simples assim. Nós o compartilhamos com todas as pessoas do planeta porque esse é o propósito da humanidade. O propósito interior de cada indivíduo é uma parte essencial do propósito do todo - do universo e da sua inteligência emergente. Por outro lado, o propósito exterior pode mudar ao longo do tempo. Ele varia significativamente de pessoa para pessoa. Encontrar o propósito interior e viver alinhado com ele é o alicerce para a satisfação do propósito exterior. É a base para o verdadeiro sucesso. Sem esse alinhamento, até conseguimos alcançar determinadas metas por meio do esforço, da luta, da determinação e do puro trabalho intenso ou da esperteza e da habilidade. Mas não existe alegria nesses empreendimentos, e eles costumam acabar em alguma forma de sofrimento.”







- há 7 dias

RIBAMAR VIEGAS
ESCRITOR LUDOVICENSE
Trabalho nunca foi a praia de Péricles Xixó. O malandro até que tentou como Auxiliar de Topógrafo, mas desistiu na primeira medição. Na verdade, Xixó gostava mesmo era dos botecos da cidade. Por lá, cotidianamente, ele bebia todas e mais algumas. A figura era de classe baixa, mas andava razoavelmente vestido. Nas sextas-feiras, costumava esnobar nas serestas metido num blazer preto, com uma camisa bege de gola rolet, cabeça raspada e barba cheia. Bom de papo, ele não tinha dificuldade em fiar suas doses. Quando estava em “grande” débito com o bar, ele bebia recostado no balcão, na expectativa de um descuido do proprietário do estabelecimento para pegar o caderno de fiado e colocar um (pg) na página com o seu nome ou retirar e rasgar a maldita. Nas festas no Clube Social, Xixó dava seu jeito de entrar e participar da festa com um equipo de soro camuflado por dentro da manga do blazer, esticado da palma da mão até boca, o malandro esperava os casais levantarem para dançar, encostava-se disfarçadamente nas mesas, colocava a ponta do equipo dentro dos copos e sugava as doses de whisky. Dessa forma, ele só bebia whisky bom. Apesar de alcoólatra de carteirinha, o astuto Xixó gostava de ler. Andava sempre com jornais debaixo do braço. Fazia suas leituras em voz alta nas mesas de bar, sentado de pernas cruzadas, bebendo e fumando como se estivesse em sua casa. Sempre que me encontrava, comentava com ênfase os enredos dos meus contos publicados no semanário Tribuna do Sertão. Como todo boêmio, Xixó, além de festivo, era chegado num rabo de saia. Quando a cabrocha extrapolava na quantidade de bebida, tira-gosto e cigarro, Xixó dava um jeito de sair de fininho, deixando só os dois na mesa: a mulher e a conta pra pagar. Não foram poucas as peripécias do vivíssimo Xixó. Mas teve uma que extrapolou todos os limites do mau-caratismo: certa feita, trajando o blazer preto e a camisa bege de gola rolet, Péricles Xixó chegou a uma hospitaleira cidade da Bahia, 100 Km da que ele morava, para curtir uma festa de largo. Lá, apresentou-se a uma balzaquiana − filha única de uma família respeitável − como sendo o doutor Péricles, engenheiro agrimensor. A provinciana viu naquele homem sério e bem-vestido grandes possibilidades de uma felicidade plena. Valeu a pena esperar, não se entregando a qualquer um. E hospedou Xixó por dois meses na casa da família. Namoraram, noivaram e ela engravidou. O malandro já usava as roupas do sogro e cumprimentava a sogra com tapinhas nas “costas”, quando sentiu a barra pesar para o lado dele. A noiva lhe avisara que já havia distribuído os convites do casamento deles. O Doutor Péricles sentiu que era hora de bater em retirada. Alegou que as férias haviam terminado e que ele precisava retornar imediatamente ao trabalho. Prometendo voltar o mais rápido possível com as alianças, o batistério e grana para bancar as despesas do casório, Xixó regressou de carona para a cidade dele, feliz da vida por ter vivido mais uma grande aventura amorosa e poder contá-la aos seus parceiros de copo. Enquanto isso, na cidade da noiva, a aflição só aumentava com a falta de notícia do Doutor Péricles. A família teve o desprazer de informar aos convidados do casamento da filha o adiamento da cerimônia para uma data a combinar de acordo com a disponibilidade do trabalho do noivo.
Nos botecos da vida, o descompromissado Xixó nem se lembrava mais da noiva, mas a barriga desta não se esquecia dele, só crescia. Com seis meses sem notícia, os pais da noiva resolveram levar a filha à cidade do Doutor Péricles Xixó com o propósito de conhecer a família deste e realizar um casamento emergencial para amenizar a reputação da família, já bastante abalada na sociedade da sua cidade.
O nome da rua a noiva lembrava: Dois de Julho.
Era fim de tarde quando a Kombi transportando a família da noiva do Doutor Péricles parou nas proximidades de uma ruela enfeitada de bandeirolas. Era véspera de São João. Desceu o pai, a mãe e a noiva. O motorista da Kombi, antes de partir com o veículo, informou:
─ É só descer esse beco, a primeira travessa é a Rua Dois de Julho!... Feliz São João!!
A família achou esquisito um doutor morar num local tão humilde. Só podia estar errado! Deve ser outra Rua Dois de julho. Pararam em frente a uma casa modesta e perguntaram a um velho que estava sentado na calçada afinando a primeira corda de um cavaquinho para tocar na festa:
─ Como se chama esta rua? – perguntou a mãe da noiva.
─ Dois de Julho – respondeu o velho, girando a tarraxa da segunda corda.
─ O senhor, por acaso, conhece o Doutor Péricles?
─ Se for quem eu estou pensando, sim! Tenho um sobrinho com esse nome. Mora nos botecos e dorme aqui.
─ Não deve ser o mesmo! O Péricles a quem nos referimos é engenheiro e noivo desta moça. Somos de outra cidade e estamos aqui para encontrá-lo e agilizarmos o casamento. Como o senhor pode ver, não dá mais para esperar – esclareceu o pai da noiva.
─ Um instante – solicitou o velho entrando na casa, voltando com a foto de um bêbado, trajando blazer e camisa de gola rolete, escornado na mesa de um bar, entrego-a aos visitantes e perguntou:
─ É esse?
─ É esse mesmo! – reconheceu a noiva sem maiores entusiasmos.
─Esse Péricles nunca cursou engenharia, só estudou o primário – esclareceu o velho, afinando a terceira corda do cavaquinho. Calmo, como a maioria dos músicos, o velho puxou uma longa tragada do cigarro de palha, afinou a quarta corda do instrumento, executou um acorde e falou pausadamente aos pais da noiva:
─ Uma coisa eu posso lhes afirmar. Se ela casar com ele... joias, sapatos caros, roupas de grife, carros, perfumes franceses... ela não vai ter, mesmo! Agora fome... ela vai ter, muita! Porque ele não trabalha ‒ se quer ‒ para comprar um pão! ‒ garantiu o velho, solando no cavaquinho a música de Moraes Moreira que abriria os festejos do São João daquele ano, Festa do interior.
Retoque do destino: o filho de Péricles Péricles Xixó constituiu-se num cidadão respeitado, arrimo de família, bom filho e bom neto. Trabalhou comigo numa mineradora e formou-se em engenheiro agrimensor (profissão fictícia do pai). Xixó foi consumido pela cachaça... morreu!







- 4 de dez.

“E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lhe puseram na cabeça.” — (MARCOS, capítulo 15, versículo 17.)
Quase incrível o grau de invigilância da maioria dos discípulos do Evangelho, na atualidade, ansiosos pela coroa dos triunfos mundanos. Desde longo tempo, as Igrejas do Cristianismo deturpado se comprazem nos grandes espetáculos, através de enormes demonstrações de força política. E forçoso é reconhecer que grande número das agremiações espiritistas cristãs, ainda tão recentes no mundo, tendem às mesmas inclinações.
Individualmente, os prosélitos pretendem o bem-estar, o caminho sem obstáculos, as considerações honrosas do mundo, o respeito de todos, o fiel reconhecimento dos elevados princípios que esposaram na vida, por parte dos estranhos. Quando essa bagagem de facilidades não os bafeja no serviço edificante, sentem-se perseguidos, contrariados, desditosos.
Mas... e o Cristo? não bastaria o quadro da coroa de espinhos para atenuar-nos a inquietação?
Naturalmente que o Mestre trazia consigo a Coroa da Vida; entretanto, não quis perder a oportunidade de revelar que a coroa da Terra ainda é de espinhos, de sofrimento e trabalho incessante para os que desejem escalar a montanha da Ressurreição Divina. Ao tempo em que o Senhor inaugurou a Boa Nova entre os homens, os romanos coroavam-se de rosas; mas, legando-nos a sublime lição, Jesus dava-nos a entender que seus discípulos fiéis deveriam contar com distintivos de outra natureza.
Do livro: Caminho, verdade e vida
Emmanuel/ Chico Xavier


























