- há 6 dias

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO
Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental
Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo
LEIAM O POST DE UM BRASILEIRO QUE MORA HÁ DEZ ANOS NO CANADÁ
Ele reflete a realidade de um país americano que está sob forte influência da China no sentido de desarmar os canadenses.
Moro no Canada a 10 anos.
Moro em Vancouver, British Columbia, uma das províncias mais de esquerda que vocês possam imaginar.
Mesmo com uma inclinação natural à esquerda, a cultura de armas de fogo e caça ainda são muito fortes aqui.

Tirei minha licença de armas de fogo ano passado. O processo eh burocrático, mas bastante objetivo: se vc cumprir os requisitos eh quase impossível ter sua licença negada.
Quando cheguei aqui as coisas eram bem mais livres.
Era possível ter pistolas e rifles de vários calibres com ação semiautomática.
Em 2020 o fdp do Trudeau baniu armas curtas (pistolas e revolveres) depois de um massacre na província de Nova Scotia.
O atirador não tinha licença para armas de fogo, e as armas usadas nunca foram legais, foram contrabandeadas ilegalmente dos USA. Mas quem liga pra detalhes, ne?
A comunidade se fortaleceu bastante e a resistência começou a aumentar muito quando as pessoas perceberam que o governo estava banindo armas só por capital político em vez de se basearem em ciência de segurança pública.
A desobediência civil eh aberta e direta.
Mais de 90% das associações de policiais se negam a participar e se posicionam veementemente contra o programa.
Agora a grande polêmica eh o possível banimento do fuzil SKS.
Esse rifle eh extremamente popular entre as comicidades indígenas para caça.
Eh um rifle barato, com munição barata e nunca falha nas temperaturas superbaixas do Norte do país.
O governo canadense está sob influência direta da China, e obviamente querem desarmar todo mundo.
Eu duvido que consigam, mas estão tentando fortemente.
Só a mudança de governo pode mudar isso.
Infelizmente por causa do Trump nos USA, o Canada se moveu ainda mais à esquerda pra mostrar que são contrárias as políticas americanas… então não temos esperança de sair desse inferno Liberal até 2029.
Deus nos dê força 🙏






- 10 de abr.

RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE
Durante a festinha de comemoração da justa aposentadoria do metalúrgico Florisvaldo Pinheiro, Seu Flor, como era conhecido, a conversa era uma só: se ele, dispondo de tão pouco tempo (trabalhava em sistema de turno) para Dona Santinha, a esposa, eles viviam às mil maravilhas, doravante, então, que ele teria todo tempo disponível só para ela, a vida dos dois seria aquele mar de rosas!
Só que a coisa não foi bem assim.
Os primeiros dias de “coçação” até que o recém-aposentado tirou de letra, dedicando-se aos afazeres da casa. Pintou, retocou, limpou, tirou goteiras e ainda dava uma mãozinha na cozinha. Dona Santinha era só satisfação:
─ Flor, você pode compor a mesa para o almoço?
─ Claro, Santinha, claro!
─ Flor, eu lavo os pratos e você enxuga, certo?
─ Certo!
Passados quatro meses de aposentado, o tédio da ociosidade deu um empurrãozinho e Seu Flor passou a sair de casa após o café da manhã e só voltar na hora do almoço. Dona Santinha deu os primeiros sinais de preocupação com o marido.
─ Flor, pode me dizer onde você está indo todas as manhãs até esta hora?
─ Na venda do Mundico, rolar um dominozinho para matar o tempo, mulher, só isso.
Já se fazia notar, até pelo bafo, que, entre um passe e uma batida no dominó, o novo aposentado estava bochechando umas e outras, daí a preocupação da esposa.
Com seis meses de aposentado, Seu Flor já era figura imprescindível nos meios “birísticos” do bairro onde morava. Era boa paga. Portanto, tinha cadeira cativa nas mesas de dominó em todos os botecos do lugar.
Dona Santinha já não era mais a mesma:
− Flor, será que já não é hora de você dar um basta nesse dominó? Ontem você não almoçou e nem jantou por causa desse maldito jogo!
− Quem? Eu? Foi? Pois vou comprar um peixe para fazer uma moqueca e tirar a forra no almoço de hoje!
Com esse propósito, o aposentado Flor saiu de casa pela manhã e só se lembrou do peixe às seis da tarde, quando ouviu a voz de um menino ecoar no boteco de Mundico:
− Olha o peixe! Olha o peixe! Só tem esse! Quem vai querer essa beleza?
─ Quanto custa? – perguntou Seu Flor, após rolar uma bucha de quadra e jogar mais uma cachaça goela abaixo.
─ Cinquenta reais – respondeu o garoto, exibindo o belo peixe.
─ Tome o dinheiro, embrulhe o peixe e pode deixar aí no balcão.
Já passava das oito da noite quando Seu Flor, de cara cheia, chegou à casa, com o peixe debaixo do braço, embrulhado num jornal.
Dona Santinha já não fazia jus ao nome:
─ Bonito! Muito bonito! Depois de velho, irresponsável e mentiroso!
─ Alto lá! Mentiroso, não! Saí para comprar peixe e tá aqui o peixe – retrucou o ex-metalúrgico, entregando o embrulho à mulher.
Ele não andou três passos em direção ao banheiro e viu o peixe espatifar-se contra a parede à sua frente.
─ Esse peixe, seu cachaceiro, só quem come é você e seus parceiros de dominó! ─ berrou a pobre mulher, desapontada.
Só aí Seu Flor se tocou que trouxera para casa um peixe de gesso. Desses que só servem para enfeitar parede.
Com pouco mais de um ano de aposentado, o jogo de dominó regado a pinga no boteco de Mundico tornara-se uma obsessão no cotidiano de Seu Flor. E as brigas do casal também viraram rotina.
Até que, ao completar dois anos da aposentadoria de Seu Flor, aquele que fora bom marido, bom pai e bom avô saiu de casa pela manhã, dessa feita para pagar as contas de água e luz e, como de costume, caiu no dominó. Passava da meia noite quando ele cedeu aos insistentes convites dos parceiros de jogo e, pela primeira vez, foi parar num puteiro. Lá conheceu Zumira a quem, intuitivamente, apelidara de ás de branco, correlacionando uma vista perdida da prostituta com a pedra do dominó. Gostou tanto da cabrocha que só voltou para casa à tarde do dia seguinte, sem dinheiro, sem pagar as contas de água e luz e numa ressaca memorável.
Dona Santinha, que já era o próprio capeta em figura de gente, colocou a mala de Seu Flor fora da casa e apelou para tudo ou nada:
─ Seu cachaceiro, cretino, sem vergonha! Pra mim chega! Agora você decide! Ou eu ou esse maldito dominó!?
─ Para o desapontamento maior da pobre mulher, Seu Flor pegou a mala e respondeu sem titubear:
− O dominó!!






- 10 de abr.

Na véspera da partida do Senhor, no rumo de Sídon, o culto do Evangelho, na residência de Pedro, revestiu-se de justificável melancolia. As atividades do estudo edificante prosseguiriam, mas o trabalho da revelação, de algum modo, experimentaria interrupção natural.
A leitura de comoventes páginas de Isaías foi levada a efeito por Mateus, com visível emotividade; entretanto, nessa noite de despedidas ninguém formulou qualquer indagação.
Intraduzível expectativa pairava no semblante de todos.
O Mestre, por si, absteve-se de qualquer comentário, mas, ao término da reunião, levantou os olhos lúcidos para o Céu e suplicou fervorosamente:
— Pai, acende a Tua Divina Luz em torno de todos aqueles que Te olvidaram a bênção, nas sombras da caminhada terrestre.
Ampara os que se esqueceram de repartir o pão que lhes sobra na mesa farta.
Ajuda aos que não se envergonham de ostentar felicidade, ao lado da miséria e do infortúnio.
Socorre os que se não lembram de agradecer aos benfeitores.
Compadece-te daqueles que dormiram nos pesadelos do vício, transmitindo herança dolorosa aos que iniciam a jornada humana.
Levanta os que olvidaram a obrigação de serviço ao próximo.
Apiada-te do sábio que ocultou a inteligência entre as quatro paredes do paraíso doméstico.
Desperta os que sonham com o domínio do mundo, desconhecendo que a existência na carne é simples minuto entre o berço e o túmulo, à frente da Eternidade.
Ergue os que caíram vencidos pelo excesso de conforto material.
Corrige os que espalharam a tristeza e o pessimismo entre os semelhantes.
Perdoa aos que recusaram a oportunidade de pacificação e marcham disseminando a revolta e a indisciplina.
Intervém a favor de todos os que se acreditam detentores de fantasioso poder e supõem loucamente absorver-te o juízo, condenando os próprios irmãos.
Acorda as almas distraídas que envenenam o caminho dos outros com a agressão espiritual dos gestos intempestivos.
Estende paternas mãos a todos os que olvidaram a sentença de morte renovadora da vida que a tua lei lhes gravou no corpo precário.
Esclarece os que se perderam nas trevas do ódio e da vingança, da ambição transviada e da impiedade fria, que se acreditam poderosos e livres, quando não passam de escravos, dignos de compaixão, diante de teus sublimes desígnios.
Eles todos, Pai, são delinqüentes que escapam aos tribunais da Terra, mas estão assinalados por Tua Justiça Soberana e Perfeita, por delitos de esquecimento, perante o Infinito Bem...
A essa altura, interrompeu-se a rogativa singular.
Quase todos os presentes, inclusive o próprio Mestre, mostravam lágrimas nos olhos e, no alto, a Lua radiosa, em plenilúnio divino, fazendo incidir seus raios sobre a modesta vivenda de Simão, parecia clamar sem palavras que muitos homens poderiam viver esquecidos do Supremo Senhor; entretanto, o Pai de Infinita Bondade e de Perfeita Justiça, amoroso e reto, continuaria velando...
Do livro: JESUS NO LAR
CHICO XAVIER/NEIO LÚCIO

























