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“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4.) Ocorre, porém, que domar as más inclinações, como proposto por Kardec, implica submeter-nos a um processo autoeducativo, no qual a chamada educação dos sentimentos terá sempre primazia. Joanna de Ângelis, mentora da obra mediúnica de Divaldo Franco, referiu-se ao tema em mais de uma oportunidade, destacando sempre, como medida inicial da transformação moral, o processo do autoconhecimento, a partir do qual, ciente de suas necessidades reais, possa o indivíduo enfrentar o fundo escuro de sua alma e desse modo, com todo o empenho, domar suas tendências e inclinações infelizes.


Em um conhecido texto intitulado “Terapia do autoconhecimento” propõe-nos Joanna de Ângelis: “Aprofunda a autoanálise e tens a coragem de te desnudares perante a própria consciência. Enumera as tuas mais graves emoções perturbadoras e raciocina sobre a sua vigência no teu comportamento.


Enfrenta-as, uma a uma, não as justificando, nem as escamoteando sob o desculpismo habitual. Resolve-te por sanar a situação aflitiva dos teus dias, optando pela aquisição da saúde. Consciente de que és o que fizeste de ti, e poderás ser o que venhas a fazer de ti próprio, não postergues a decisão do auto encontro.


Enquanto a anestesia da mentira te obnubile o raciocínio, transitarás de um para outro problema, sem que consigas a paz real. [...] O homem que se conhece possui um tesouro no coração. O discernimento que o caracteriza é a sua luz acesa no imo, apontando-lhe rumo. Conhecendo a fragilidade da veste carnal, valoriza cada hora e aplica-a bem, vivendo-a intensamente, em cujo comportamento recolherás os melhores frutos.


Cada vez que te resolvas por te autodescobrires, conduze uma proposta de libertação. Começa pelos vícios sociais da mentira, da maledicência, da calúnia, do pessimismo, da suspeita, passando aos dramas do comportamento, na inveja, no ciúme, no ressentimento, no rancor, no ódio... Posteriormente, elabora as medidas educativas às dependências, aos alcoólicos, ao tabagismo, às drogas alucinógenas, à luxúria, aos distúrbios da conduta e às investidas das alucinações psicológicas… Cada passo ser-te-á uma conquista nova.


Toda vitória, por pequena que se te apresente, significará um avanço. Como os condicionamentos são a segunda natureza, em a natureza humana, gerarás hábitos salutares, que te plenificarão em forma de equilíbrio e paz.” (Momentos de Iluminação, obra psicografada pelo médium Divaldo P. Franco)


A tarefa é difícil? Sem dúvida, em muitos casos pode ser, sim, bastante difícil e demorada. Mas seus resultados são duradouros e definitivos, além de fazer parte da caminhada rumo à perfeição, meta que o Criador assinalou para todas as suas criaturas e que podemos atingir mais ou menos rapidamente, conforme nossos próprios esforços.  


Livros: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec. Momentos de Iluminação - Joanna de Ângelis e Divaldo Franco.

Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus 


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POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


Logo de início, fixo minha análise e proposições a partir da pessoal opção pela base republicana (e sobretudo legalista), e assim, fixo meu posicionamento jurídico a partir da exegese da fonte primária do Direito; a Lei.

 

A lei - fruto do trabalho do legislador, constituinte originário, reformador, ou mesmo do legislador ordinário, mas sempre delegado pelo povo por meio da livre escolha na qual se fulcra o sufrágio universal.

 

O trabalho do legislador é o indireto exercício do poder pelo povo, o que se perfaz por meio dos seus representantes democraticamente eleitos.

 

Acontece que atualmente (infelizmente) vivemos um momento de instabilidade das instituições exatamente por permitirmos um acentuado desequilíbrio no sistema de freios e contrapesos, e, no bojo dessa disfunção orgânica das instituições democráticas, permitindo ao STF - seja pelo atípico exercício da função legislativa por iniciativa de alguns dos seus integrantes, seja pela descarada omissão e até condescendência do Senado, o qual e pela omissão do seu atual presidente, nada fez ou faz para corrigir tal disfunção e todos os abusos que dela decorrem. 

 

Reitero que, o STF não é órgão legislativo e, exceptuando-se os casos de interposição do mandado de injunção - para casos isoladamente específicos e limitados à exigência de garantia no exercício de uma faculdade ou na fruição de um direito individual ainda não disposto por meio de lei, não cabe ao STF se fazer substituir quanto à função legislativa.

 

A jurisprudência dos tribunais - tão em voga nos tempos atuais é fonte secundária do Direito e tem mais: ainda vem precedida pela Doutrina; algo que se perfaz na seguinte e histórica ordem cronológica das jurígenas fontes: Lei; Doutrina; Jurisprudência; Costumes e por derradeiro, Princípios Gerais do Direito.

 

E essa estrutura hierarquizada precisa ser urgentemente restabelecida sob pena da República naufragar um pouco e mais a cada momento.



 

Por: ROBÉRICO SILVA DE OLIVEIRA – Radialista RPR/BA 3204, Jornalista MTE/RJ 45005, Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico, Pós-graduado em Psicologia Clinico, Bacharel em Administração, Pós-graduado em Ciências Políticas.


ESTRATÉGIAS EMOCIONAIS E COGNITIVAS PARA MELHORAR O DESEMPENHO ACADÊMICO


RESUMO


A ansiedade é uma das principais causas de prejuízo no desempenho acadêmico e profissional, especialmente em situações que envolvem avaliações, provas, vestibulares, concursos e entrevistas. Este artigo aborda os principais sintomas da ansiedade, seus impactos no processo de aprendizagem e apresenta estratégias práticas para o controle emocional e cognitivo antes e durante provas. Também são discutidos aspectos psicanalíticos relacionados ao funcionamento da mente humana, segundo a teoria freudiana.


Palavras-chave: Ansiedade; Aprendizagem; Provas; Controle emocional; Psicanálise; Saúde mental.


1. INTRODUÇÃO


A ansiedade é uma reação natural do organismo diante de situações de pressão, expectativa ou medo. Em níveis moderados, ela pode funcionar como mecanismo de alerta e preparação. Entretanto, quando se manifesta de forma intensa e descontrolada, pode comprometer significativamente a capacidade de concentração, raciocínio lógico, memória e desempenho intelectual.


Em ambientes acadêmicos e profissionais, a ansiedade costuma surgir principalmente em situações como provas, vestibulares, concursos públicos, entrevistas de emprego, apresentações orais e exposições em público. Nesses contextos, o indivíduo passa a experimentar sintomas físicos e emocionais que podem interferir diretamente em seus resultados.


Dessa forma, compreender os mecanismos da ansiedade e desenvolver estratégias eficazes de controle emocional torna-se fundamental para o sucesso pessoal, acadêmico e profissional.


2. SINTOMAS DA ANSIEDADE


Os sintomas da ansiedade podem variar de pessoa para pessoa, manifestando-se tanto no campo emocional quanto físico. Entre os sinais mais frequentes, destacam-se:


Agitação;

Passar as mãos constantemente na cabeça;

Puxar os cabelos;

Roer unhas;

Morder os lábios;

Arritmia cardíaca;

Dificuldade respiratória;

Sudorese excessiva;

Pensamentos intrusivos;

Tremores;

Inquietação;

Sensação de medo constante.


As causas geralmente estão associadas ao medo do fracasso, ao temor do desconhecido, à insegurança quanto à própria capacidade e à pressão psicológica diante de avaliações e desafios.


3. FATORES QUE INTENSIFICAM A ANSIEDADE


A tensão emocional, o medo excessivo e a preocupação constante podem agravar os sintomas da ansiedade e desencadear crises emocionais. Em muitos casos, o indivíduo passa a apresentar sintomas físicos importantes, tais como:


Dores de cabeça;

Alterações do sono;

Aumento da pressão arterial;

Desconforto abdominal;

Tremores nas mãos;

Falta de apetite;

Cansaço mental;

Queda do rendimento intelectual.


Quando não controlada, a ansiedade pode comprometer significativamente a aprendizagem, a autoestima e a autoconfiança.


4. ESTRATÉGIAS PARA CONTROLAR A ANSIEDADE NA APRENDIZAGEM E EM PROVAS


4.1 PREPARAÇÃO ADEQUADA E AUTOCONFIANÇA


Uma preparação eficiente reduz consideravelmente os níveis de insegurança. O estudante que se dedica aos estudos com antecedência tende a desenvolver maior confiança em sua capacidade intelectual.


O medo do desconhecido costuma ser um dos principais gatilhos da ansiedade. Por isso, recomenda-se:


Realizar simulados;

Resolver provas anteriores;

Utilizar diagramas e mapas mentais;

Fazer anotações organizadas;

Desenvolver uma metodologia própria de estudo.


A preparação adequada fortalece a autoconfiança e reduz o impacto emocional durante a realização da prova.


4.2 A IMPORTÂNCIA DA TERAPIA DO SONO


O sono possui papel fundamental no equilíbrio emocional e cognitivo. Dormir bem favorece a consolidação da memória, melhora a concentração e reduz os níveis de cortisol e adrenalina, hormônios relacionados ao estresse.


Para melhorar a qualidade do sono, recomenda-se:


Dormir em ambiente escuro e silencioso;

Evitar excesso de iluminação;

Manter o local limpo e arejado;

Evitar estímulos excessivos antes de dormir;

Consumir chás calmantes moderadamente;

Evitar passar a madrugada estudando.


O excesso de estudos sem descanso pode gerar esgotamento mental e comprometer o desempenho no dia da avaliação.


4.3 EXPERIÊNCIAS NEGATIVAS E FUNCIONAMENTO DA MENTE


Experiências frustrantes em provas anteriores podem gerar bloqueios emocionais, reduzindo a autoestima e a confiança do indivíduo.


Nesse contexto, o pensamento positivo e construtivo exerce importante influência no equilíbrio emocional. A forma como a pessoa interpreta suas experiências pode determinar sua reação diante de novos desafios.


Segundo Sigmund Freud, a mente humana pode ser compreendida em três estruturas:

ID – relacionado aos impulsos inconscientes;


EGO – responsável pela consciência e equilíbrio racional;

SUPEREGO – estrutura moral que atua como juiz interno, cobrando, monitorando e avaliando comportamentos.


O excesso de cobrança interna pode intensificar sentimento de culpa, medo e incapacidade, aumentando os níveis de ansiedade.


4.4 ALIMENTAÇAO EQUILIBRADA E DESEMPENHO COGNITIVO


A alimentação exerce influência direta sobre o funcionamento cerebral. Uma dieta inadequada pode provocar lentidão cognitiva, dificuldade de concentração e redução da memória.


Por isso, recomenda-se:


Alimentação leve e saudável;

Ingestão adequada de água;

Consumo moderado de frutas, sucos naturais e chás;

Evitar excesso de alimentos industrializados e estimulantes.


O equilíbrio nutricional contribui para melhor desempenho intelectual e emocional.


4.5 ORGANIZAÇÃO ANTECIPADA


Planejar-se previamente reduz significativamente o estresse emocional.


É importante:


Conhecer antecipadamente o local da prova;

Separar toda a documentação necessária;

Fazer checklist dos materiais exigidos;

Organizar horários e transporte.


Chegar ao local com antecedência proporciona maior tranquilidade e segurança emocional.


4.6 LEITURA CUIDADOSA DAS INTRODUÇÕES


Muitos candidatos cometem erros por falta de atenção às orientações da prova.


Recomenda-se:


Fazer uma leitura inicial rápida;

Posteriormente reler as instruções com calma;

Ler todas as alternativas antes de responder;

Ter atenção às chamadas “pegadinhas”.


A leitura cuidadosa evita erros desnecessários e aumenta a confiança.


4.7 ESTRATÉGIA DURANTE A PROVA


Iniciar pelas questões mais fáceis ajuda a reduzir a tensão emocional e melhora o gerenciamento do tempo.


O ideal é:


Resolver primeiro as questões simples;

Em seguida, avançar para as médias;

Por fim, dedicar-se às questões mais complexas.


Essa metodologia contribui para maior controle emocional e aproveitamento do tempo.


4.8 EVITAR DISTRAÇÕES


Manter o foco é essencial durante a realização da prova.


O candidato não deve se preocupar com o desempenho dos demais participantes, mas concentrar-se exclusivamente em sua estratégia e no tempo disponível.


A ansiedade frequentemente aumenta quando o indivíduo passa a comparar seu desempenho com o dos outros.


4.9 ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO


Controlar o tempo da prova é fundamental para evitar desespero e bloqueios emocionais.


Caso perceba que o tempo está reduzido, o candidato deve priorizar as questões com maior possibilidade de acerto e manter a calma.


O equilíbrio emocional é decisivo para preservar o raciocínio lógico em situações de pressão.


4.10 TÉCNICA DA RESPIRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA


A respiração profunda auxilia no controle da frequência cardíaca, melhora a oxigenação cerebral e reduz os sintomas físicos da ansiedade.


Técnica recomendada:


Sente-se em posição ereta;

Inspire lentamente pelo nariz durante aproximadamente 10 segundos;

Expanda o abdômen durante a inspiração;

Expire lentamente pela boca, mantendo os lábios semicerrados;

Solte o ar gradualmente por cerca de 10 segundos;

Faça uma pausa breve;

Repita o exercício pelo menos cinco vezes.


Essa técnica pode ser utilizada antes e até mesmo durante a prova, sempre que necessário.


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS


A ansiedade é um fenômeno natural da condição humana, porém, quando não administrada adequadamente, pode comprometer a aprendizagem, o desempenho intelectual e a qualidade de vida.


O desenvolvimento de hábitos saudáveis, organização emocional, preparo antecipado e técnicas de respiração contribuem significativamente para o controle da ansiedade em situações de avaliação.


Além disso, o fortalecimento da autoestima, da autoconfiança e do equilíbrio emocional torna-se indispensável para que o indivíduo enfrente desafios acadêmicos e profissionais com maior segurança.


Portanto, aprender a controlar a ansiedade não significa eliminar completamente o medo, mas desenvolver maturidade emocional para lidar de forma saudável com as pressões e desafios da vida. 


REFERÊNCIAS


CURY, Augusto. Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA).

CURY, Augusto. Como Enfrentar o Mal do Século e a Ansiedade.

GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional.

TELES, Leandro. O Cérebro Ansioso.

OLIVEIRA, Robérico de. Imersão Mental e Gestão Emocional: 7 Pilares.



 
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