- 7 de jul.

Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
Prepare seu espírito e seu corpo para receber o Axé (força e energia vital) dessas folhas sagradas.
VOCÊ VAI PRECISAR

● 3 litros de água mineral ou filtrada;
● 3 folhas de louro (vitória e abertura de caminhos);
● 1 punhado de manjericão fresco (fartura, alegria e prosperidade);
● 1 punhado de alecrim fresco (força vital, proteção e coragem);
● 5 folhas de laranjeira (doçura, sorte e prosperidade).
Passo a passo do ritual
1. Aqueça a água Coloque os três litros de água em uma panela de ágata e leve ao fogo. Enquanto a água aquece, concentre-se na sua intenção. Visualize seus desejos de prosperidade já realizados, sentindo a emoção da vitória e da abundância.
2. Infusão sagrada Assim que a água começar a levantar fervura, desligue o fogo imediatamente. Acrescente as folhas: o louro para abrir caminhos, o manjericão para atrair fartura, o alecrim para fortalecer sua energia vital e a laranjeira para trazer sorte e doçura.
3. Consagração Misture as ervas com uma colher de pau ou com a própria mão, sempre no sentido horário, mentalizando prosperidade, crescimento e abundância. Cubra parcialmente o recipiente e deixe descansar por, no mínimo, 15 minutos, permitindo que o Axé das folhas seja liberado na água.
4. Banho de higiene Tome seu banho normalmente, limpando o corpo físico e preparando sua aura para receber o banho ritualístico.
5. Irradiação da prosperidade Com o corpo limpo e a água em temperatura agradável, despeje a infusão da cabeça aos pés, lentamente. Louro, manjericão, alecrim e laranjeira são ervas de energia elevada e podem tocar o Ori, fortalecendo seus pensamentos, abrindo caminhos e atraindo prosperidade.
6. Absorção Não utilize toalha. Permita que o corpo seque naturalmente para que o Axé das ervas seja plenamente absorvido pelo seu campo energético.
7. Dispensa Recolha os resíduos das folhas e devolva-os à natureza, em um jardim, vaso ou gramado, ou descarte-os no lixo orgânico. Agradeça às ervas e às forças espirituais pelas bênçãos, oportunidades e prosperidade que se manifestarão.
DICA DE PODER
Para potencializar esse ritual, realize o banho em uma quinta-feira. Esse é o dia regido por Júpiter, planeta associado à expansão, prosperidade, crescimento e sabedoria. Sua influência fortalece a energia das ervas e favorece a abertura de caminhos.
Que o Axé dessas folhas fortaleça seu Ori, abra seus caminhos e atraia prosperidade, fartura e grandes realizações para sua jornada







Por SIMONE SALLES
JORNALISTA, MESTRE EM COMUNICAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICA
A IDEIA É ATENDER BEM IDOSOS QUE BUSCAM COMPANHIA, AUTONOMIA E SEGURANÇA
O Brasil está envelhecendo rapidamente. Dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o país possui 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,6% da população brasileira. Já os brasileiros com 65 anos ou mais somam 22,2 milhões, representando 10,9% da população, um crescimento de 57,4% em apenas 12 anos em relação ao censo de 2010. As projeções oficiais indicam que o envelhecimento continuará acelerado nas próximas décadas, o que impulsiona uma série de serviços voltados ao conforto dos idosos.
Esse novo perfil da população também cria novas necessidades. Muitos são independentes, dirigem, praticam atividades físicas, frequentam igrejas, fazem compras, viajam e utilizam serviços de saúde regularmente. O que eles procuram nem sempre é um cuidador em tempo integral, mas alguém de confiança para acompanhá-los em tarefas específicas do dia a dia.
É nesse contexto que cresce o serviço conhecido como "filhos ou netos de aluguel", uma modalidade de acompanhamento personalizada voltada principalmente para idosos ativos que valorizam sua autonomia, mas reconhecem que algumas situações exigem apoio. Nem todos de idade avançada podem contar com a família sempre que precisam. Ter alternativas significa ter menos limites ao que desejam realizar no momento.
Ao contrário do que muitos imaginam, um motorista de aplicativo ou um táxi resolve apenas parte da necessidade. Em diversas ocasiões, o idoso precisa de alguém que o acompanhe durante toda a atividade, por se sentir inseguro ao descer do carro, especialmente em cidades grandes e movimentadas.
Um exemplo comum é uma consulta médica ou odontológica. Não basta apenas levá-lo e deixá-lo na porta do prédio do consultório. Muitas vezes é importante que alguém espere durante o atendimento, ajude com documentos, acompanhe orientações médicas e garanta um retorno tranquilo para casa.
O mesmo acontece em compromissos cotidianos, como ir ao cabeleireiro, fazer pequenas compras em supermercados ou farmácias, passear em um shopping ou participar de atividades religiosas. O diferencial do acompanhante é oferecer presença, auxílio quando necessário e garantir que o idoso chegue em seu lar com segurança ao final do passeio.
Outro serviço cada vez mais solicitado envolve a consultoria de tecnologia. O número de idosos conectados cresce ano após ano, mas muitos ainda enfrentam dificuldades para utilizar todas as funções do celular. Aprender a fazer uma chamada de vídeo, mandar mensagens, utilizar aplicativos de bancos com segurança, acessar serviços públicos digitais, pedir um transporte por aplicativo, organizar fotos, usar redes sociais ou identificar possíveis golpes virtuais são demandas frequentes. Em muitos casos, o que o idoso precisa não é de um técnico em informática, mas de alguém paciente, que o ensine passo a passo e respeite seu ritmo de aprendizagem.
Especialistas em envelhecimento apontam que manter a autonomia é um dos fatores mais importantes para a qualidade de vida na terceira idade. Por isso, muitos idosos rejeitam a ideia de ter um cuidador dentro de casa durante todo o dia quando ainda conseguem realizar suas atividades sozinhos. Além da questão financeira, existe um aspecto emocional importante: preservar sua privacidade. Muitos desejam apenas apoio pontual, sem abrir mão da independência e da rotina construída ao longo da vida.
Cresce a oferta de manicure, pedicure, podologia e cabeleireiro em domicílio, além de entrega de refeições prontas e balanceadas, fisioterapia, personal trainer para a terceira idade, pequenos reparos residenciais, lavanderia, limpeza, passeadores de pets. Esse movimento faz parte da chamada economia da longevidade, segmento que já movimenta cerca de R$1,6 trilhão por ano no Brasil, segundo levantamento do Sebrae. A entidade destaca que o aumento da população com mais de 60 anos vem estimulando a criação de novos negócios voltados à qualidade de vida, praticidade e bem-estar desse público, que busca soluções personalizadas para manter a independência e continuar ativo por mais tempo.
Dona Maria, 86 anos, moradora do Rio de Janeiro, explica que já teve cuidadoras, mas que enquanto estiver lúcida prefere recorrer a essas pessoas voltadas para serviços específicos da terceira idade. “Antes eu ficava o dia todo com a cuidadora, tinha até uma campainha que eu tocava se precisasse de algo e nem saía da cama. Parecia cômodo, agora vejo que estava me deixando mais deprimida e desanimada para fazer as coisas que antes eu gostava, como preparar meu cafezinho”.
As reclamações mais comuns de idosos que contam com cuidadores em tempo integral aparecem com frequência em pesquisas sobre envelhecimento, em relatos de profissionais da área de geriatria e em estudos sobre cuidado domiciliar. Nem todos compartilham essas percepções, mas algumas queixas recorrentes são:
- Falta de privacidade: muitos sentem desconforto por ter uma pessoa dentro de casa durante todo o dia;
- Perda de autonomia: reclamam que o cuidador faz tarefas que eles ainda conseguem realizar sozinhos, gerando sensação de dependência desnecessária;
- Sensação de vigilância constante: alguns idosos dizem sentir que estão sendo observados o tempo todo, o que pode limitar sua liberdade e criatividade;
- Mudança na rotina da casa: a presença permanente de um profissional altera hábitos, horários e até a dinâmica familiar;
- Falta de afinidade pessoal: mesmo quando o cuidador é competente, pode não haver sintonia de personalidade, interesses ou forma de comunicação;
- Pouca flexibilidade: cuidadores contratados para funções específicas nem sempre realizam certas atividades além das previstas no contrato;
- Rotatividade de profissionais: trocas frequentes dificultam a criação de vínculo e confiança;
- Custo elevado: o atendimento 24 horas geralmente exige mais de um profissional em escalas, tornando-se uma modalidade de alto custo para muitas famílias;
- Falta de companhia além do cuidado: alguns idosos relatam que por terem cuidador deixam de procurar outros idosos para conversas, lazer e atividades de convivência.
Casos de abuso de confiança envolvendo cuidadores também aparecem ocasionalmente no noticiário policial, e alertam sobre a importância de verificar referências, antecedentes e a idoneidade de qualquer profissional contratado para atuar junto a pessoas idosas. Em 2024, a Polícia Civil de São Paulo desarticulou um esquema em que um falso cuidador dopava idosos para roubar suas residências. Esses episódios são exceções e não devem ser usados para generalizar sobre a profissão, que é exercida de forma ética pela grande maioria dos profissionais.
O serviço de "filhos ou netos de aluguel" surge como uma alternativa intermediária entre a total independência e o cuidado permanente. O acompanhante pode ser acionado apenas quando necessário, quando o parente ou amigo mais próximo não estiver disponível, seja para consultas médicas, idas à academia, igreja, compras ou simplesmente para oferecer companhia em um momento específico.
O desafio é oferecer atendimento humanizado, respeitando a autonomia de quem envelhece e proporcionar segurança, acolhimento e qualidade de vida sem substituir a independência que tantos desejam preservar.







- 6 de jul.

"Na vossa paciência, possuí as nossas almas". - Jesus (Lucas, 21:19)
Afinal de contas, ter paciência não será sorrir para as maldades humanas, nem coonestar suas atividades indignas sobre a face do mundo.
Concordar alguém com todos os males da senda terrestre, a pretexto de revelar essa virtude, seria um contrassenso absurdo.
Ter paciência, então, será resistir aos impulsos inferiores que nos cerquem na estrada evolutiva, conduzindo todo o bem que nos seja possível aos seres e coisas que se achem diante de nós, como a representação desses mesmos Impulsos.
Jesus foi o modelo da paciência suprema e resistiu a nossa inferioridade, amando-nos. Não se nivelou com as nossas fraquezas, mas valeu-se de todas as ocasiões para nos melhorar e conduzir ao bem. Sua misericórdia tomou os nossos pecados e transformou cada um em profunda lição para a reforma de nós mesmos. Não aplaudiu as nossas misérias, nem sorriu para os nossos erros, mas compreendeu-nos as deficiências e amparou-nos.
Embora tudo isso, resistiu-nos sempre, dentro de seu amor, até a cruz do martírio. A paciência do Cristo é um livro aberto para todos os corações inclinados ao bem e à verdade.
Somente pela sincera resistência ao mal, com a disposição fiel de transformá-lo no bem, conseguireis possuir as vossas almas.
Ao contrário disso, ainda que vos sintais autônomos e fortes, vós mesmos e que sereis possuídos por tendências indignas ou sentimentos inferiores.
Portanto, justo é que busqueis saber, hoje mesmo, se já possuis os vossos corações ou se estais ocupados pelas forças estranhas ao vosso título de filho de Deus.
REFLETINDO A MENSAGEM:
Emmanuel nos convida a compreender que a verdadeira paciência não é passividade diante do mal, mas força moral para resistir a ele sem perder o amor.
Jesus não aprovou o erro, tampouco se deixou contaminar pela violência, pela ingratidão ou pela incompreensão humana. Em vez disso, respondeu a cada desafio com misericórdia, ensinando que o bem é sempre a melhor resposta ao mal. Sua paciência foi ativa: corrigiu sem humilhar, amou sem conivência e perseverou até a cruz, oferecendo-nos o exemplo máximo de fidelidade ao Pai.
"Possuir a própria alma" significa governar pensamentos, emoções e atitudes à luz do Evangelho. Esse domínio não se conquista pela força, mas pela renovação diária, pela oração, pela vigilância e pelo esforço constante de transformar o mal em oportunidade de crescimento.
Ao final, fica uma pergunta para nossa consciência: quem governa o meu coração? O Cristo, com Seu amor e Sua paz, ou as paixões e impulsos que ainda precisam ser educados?
A resposta sincera a essa pergunta indica o caminho que ainda temos a percorrer como verdadeiros filhos de Deus.
Livro: Segue-me
Autor Espiritual: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Capítulo: Filhos de Deus
💭 Comunidade no WhatsApp
Para quem desejar convidar um coração querido(a) para caminhar conosco nesta jornada de fé e reflexão:
Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus
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