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RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE


         (Pesquisa)            


          Num certo livro de matemática, um quociente apaixonou-se por uma incógnita.


          Ele, o quociente, produto de notável família de importantíssimos polinómios.


          Ela, uma simples incógnita, de mesquinha equação literal. Oh! Que tremenda desigualdade. Mas como todos sabem, o amor não tem limites e vai do mais infinito ao menos infinito.


           Apaixonado, o quociente olhou-a do vértice à base, sob todos os ângulos, agudos e obtuso. Era linda, uma figura ímpar e punha-se em evidência: olhar romboide, boca trapezoide, seios esféricos num corpo cilíndrico de linhas senoidais.


          ― Quem és tu? Perguntou o quociente com olhar radical.


          ― Eu sou a raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos, mas pode chamar-me de Hipotenusa. Respondeu ela com expressão algébrica de quem ama.   


          Ele fez de sua vida uma paralela à dela, até que se encontraram no infinito. E amaram-se ao quadrado da velocidade da luz, traçando ao sabor do momento e a paixão, retas e curvas nos jardins da quarta dimensão. Ele amava-a e o recíproco era verdadeiro. Adoravam-se nas mesmas razões e proporções no intervalo aberto da vida. 


          Três quadrantes depois, resolveram casar-se. Traçaram planos para o futuro e todos desejaram felicidade integral. Os padrinhos foram o vector e a bissectriz.


          Tudo estava nos eixos. O amor crescia em progressão geométrica. Quando ela estava em suas coordenadas positivas, tiveram um par: ao menino, em honra ao padrinho, chamaram de Versor, à menina, uma linda Abcissa.


          Eram felizes até que, um dia, tudo se tornou uma constante. Foi aí que surgiu um outro. Sim, um outro. O máximo divisor comum, um frequentador de círculos viciosos. O mínimo que o máximo ofereceu foi uma grandeza absoluta.


          Ela sentiu-se imprópria, mas passou a amar o máximo. Sabedor desta regra de três, o quociente chamou-a de fração ordinária. Sentiu-se um denominador comum e resolveu aplicar a solução trivial: um ponto de descontinuidade na vida deles.


          Quando os dois amantes estavam em colóquio amoroso, ele em termos menores e ela de combinação linear, chegou o quociente e num giro determinante, disparou o seu 45.


          Ela foi transformada numa simples dízima periódica e foi para o espaço imaginário e ele, o feminicida, foi parar num intervalo fechado, onde a luz solar se via através de pequenas malhas quadráticas.


(A matemática é uma ciência exata, não admite injustiça ‒ erro)



 

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


Meus semelhantes e contemporâneos que vivem atribulados e em estado de desespero; entendam de uma vez por todas que, não existe buraco tão sujo e tão profundo no qual você pense estar que o Eterno Deus não esteja olhando para você e por você.

 

Por mais absurdamente miserável e aflita que possa parecer sua condição - não importa se no passado, no presente ou num futuro incerto, renda teu coração e desafie a Deus.

 

Sim, desafie a Deus!

 

Vou lhes revelar um mistério: Deus se agrada por ser desafiado pelo homem! e, no instante em que você desafiar a Deus, com espírito constrito, todavia confiante, o milagre acontecerá!

 

Jacó desafiou a Deus quando lutou com o anjo do Senhor. Moisés desafiou Deus quando estava às margens do Mar Vermelho - com o povo recém liberto do Egito e as tropas do Faraó AMENHOTEP II em seu encalço e o mar se abriu. O profeta Ezequiel desafiou a Deus quando o filho da viúva que o alimentara morreu e quando Ezequiel orou, a alma do menino entrou novamente em seu corpo e ele reviveu (1 Reis, Cap. 17).

 

Como disse, Deus se agrada quando é desafiado pela criação, eis que é no exato instante do desafio que seu imensurável e inesgotável poder se manifesta.

 

É que o poder de Deus existe por si mesmo e se manifesta quando invocado.

 

E se você está agora em situação tal que mais se lhe assemelha a um buraco sujo, profundo, escuro e fedorento, renda-se ao amor do Pai e desafie-o!

 

Invoque a Deus e o desafie!

 

Meu Deus, sou obra da tua criação!

Fui formado à tua imagem e semelhança!

Sou o fecho e desfecho da tua criação!

Minha alma e meu espírito são superiores à natureza dos anjos, dos arcanjos, dos querubins e dos serafins porque eles foram criados apenas para servir-te e não podem ser alcançados pela salvação em Jesus Cristo!

Mas eu posso!

Teu filho se fez carne e morreu por mim e não pelos seres espirituais das cortes celestiais!

Foi por mim!

Foi por mim que Jesus morreu!

Por isso, salva-me! Senhor meu Deus, venho a ti...

Salva-me oh Deus, eis que além de ti não há outro!

Salva-me Senhor!

 

E para você que leu essa oração, existe maior desafio que pedir a alguém para ser salvo?

 

Você já salvou ou foi salvo por alguém?

 

Oh, esteja certo de que esse é o maior dos desafios.

 

E agora você sabe; Deus se agrada em ser desafiado.

 

E se você meu irmão, minha irmã, está em tal e tamanha situação de desespero, essa é a mais poderosa oração que posso lhe entregar.

 

Esteja certo de que o milagre irá acontecer em sua vida.

 

Aconteceu na minha. Fui curado de um câncer!

 

Como chuva passageira e vento gelado que se desfaz com os raios do Sol, fui curado de um câncer!

 

E foi assim. Exatamente assim...

 

Eu desafiei Deus!

 

O milagre também irá acontecer na sua vida.

 

Que o Eterno o abençoe, sempre!



 
  • 16 de jul.

“Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições do Cristo.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO, capítulo 4, versículo 13.)

 

É inegável que em vosso aprendizado terrestre atravessareis dias de inverno ríspido, em que será indispensável recorrer às provisões armazenadas no íntimo, nas colheitas dos dias de equilíbrio e abundância.

 

Contemplareis o mundo, na desilusão de amigos muito amados, como templo em ruínas, sob os embates de tormenta cruel.

 

As esperanças feneceram distantes, os sonhos permanecem pisados pelos ingratos. Os afeiçoados desapareceram, uns pela indiferença, outros porque preferiram a integração no quadro dos interesses fugitivos do plano material.

 

Quando surgir um dia assim em vossos horizontes, compelindo-vos à inquietação e à amargura, certo não vos será proibido chorar. Entretanto, é necessário não esquecerdes a divina companhia do Senhor Jesus.

 

Supondes, acaso, que o Mestre dos Mestres habita uma esfera inacessível ao pensamento dos homens? julgais, porventura, não receba o Salvador ingratidões e apodos, por parte das criaturas humanas, diariamente? Antes de conhecermos o alheio mal que nos aflige, Ele conhecia o nosso e sofria pelos nossos erros.

 

Não olvidemos, portanto, que, nas aflições, é imprescindível tomar-lhe a sublime companhia e prosseguir avante com a sua serenidade e seu bom ânimo.


Do livro: Caminho, verdade e vida

Chico Xavier / Emmanuel



 
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