- 1 de jul.

Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Enquanto você estiver
Achando sentido
No uso do "chicote",
Ao invés de se solidarizar
Com a dor de quem
Está apanhando,
Você nunca conseguirá
Enxergar as atrocidades
De quem está batendo.
Assim é como nossos impostos;
Enquanto você estiver achando
Sentido no abuso deles,
Continuará insensível
Com as dores da maioria
E cego diante daqueles
Que estão nos prejudicando.







- 29 de jun.

Reunião pública de 20/01/1961.
1ª Parte • Cap. V • Item 6.
Voltando à Pátria Espiritual, depois da morte, estamos frequentemente na condição daquele filho pródigo da parábola, de retorno à casa paterna para a bênção do amor.
Emoção do reencontro.
Alegria redescoberta.
Entretanto, em plena festa de luz, quase sempre desempenhamos o papel do conviva de cérebro deslumbrado, trazendo espinhos no coração.
Por fora, é o carinho que nos reúne.
Por dentro, é o remorso que nos fustiga.
Vanguarda que fulgura. Retaguarda que obscurece.
Êxtase e dor.
Esperança e arrependimento.
Reconhecidos às mãos luminosas que nos afagam, muitos de nós sentimos vergonha das mãos sombrias que oferecemos.
E porque a Lei nos infunde respeito à justiça, aspiramos a debitar a nós próprios o necessário burilamento e a suspirada felicidade.
Rogamos, dessa forma, a reencarnação, à guisa de recomeço, buscando a tarefa que interrompemos e a afeição que traímos, o dever esquecido e o compromisso menosprezado, famintos de reajuste.
Agradece, assim, o lugar de prova em que te situas.
Corpo doente, companheiro difícil, parente complexo, chefe amargo e dificuldade constante são oportunidades que se renovam.
Todo título exterior é instrumentação de serviço. A existência terrestre é o bom combate.
Defeito e imperfeição, débito e culpa são inimigos que nos defrontam.
Aperfeiçoamento individual é a única vitória que não se altera.
E, em toda a parte, o verdadeiro campo de luta somos nós mesmos.
REFLETINDO A MENSAGEM:
A mensagem de Emmanuel nos convida a olhar a reencarnação não como um castigo, mas como uma sublime oportunidade de amor e de recomeço.
Se, ao retornarmos à Pátria Espiritual, reconhecemos as oportunidades perdidas e as dores que causamos, é porque a consciência desperta para a necessidade do reajuste.
Por isso, pedimos uma nova existência, desejando reparar, aprender e amar melhor.
Sob a ótica da reforma íntima, os desafios que hoje enfrentamos deixam de ser simples sofrimentos e passam a ser instrumentos de crescimento.
A enfermidade pode ensinar paciência; o familiar difícil, o perdão; o chefe exigente, a humildade; as lutas diárias, a perseverança.
Nada é por acaso quando compreendemos a sabedoria das Leis Divinas.
O maior campo de batalha não está no mundo, mas dentro de nós.
Vencer o orgulho, o egoísmo, a impaciência e a vaidade é a verdadeira conquista do Espírito.
Cada pequena transformação moral representa um passo em direção à paz que buscamos.
Agradeçamos, portanto, a existência que Deus nos concedeu.
Hoje é a oportunidade que um dia pedimos em oração no mundo espiritual.
Se aceitarmos nossas provas com coragem e trabalharmos sinceramente pela renovação interior, estaremos construindo, desde agora, a felicidade que desejamos encontrar quando voltarmos à verdadeira Pátria.
Livro: Justiça Divina
Autor Espiritual: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Capítulo 1: Bom Combate
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Por CARLOS AROUCK
FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
Durante 38 dias os Estados Unidos e Israel controlaram o céu sobre o Irã quase sem resistência. Milhares de alvos foram atingidos, radares foram desligados e drones caíram aos montes. No papel, parecia uma vitória clara. Só que essa vitória mostrou uma coisa que ninguém gosta de admitir: dominar o ar não resolve tudo. O que decide de verdade é quem consegue repor munição mais rápido.
Nos primeiros quatro dias a coalizão já tinha gastado mais de cinco mil mísseis, segundo estimativa do Foreign Policy Research Institute. Duas semanas depois o número passava de onze mil e a conta já batia na casa das dezenas de bilhões de dólares. O problema é que boa parte desse material não volta rápido. Relatórios do CSIS (Center for Strategic and International Studies) mostram que mísseis como o Tomahawk e interceptores Patriot demoram anos para serem repostos no ritmo atual de produção. Israel sentiu isso no próprio estoque de mísseis Arrow. Os americanos estão sentindo também os Tomahawks que foram disparados aos montes enquanto a produção anual mal chegava a algumas dezenas.
A conta não fecha nem pelo lado do dinheiro. Um Patriot sai por uns quatro milhões de dólares. Um drone Shahed custa entre vinte e cinquenta mil. A diferença é absurda. E piora quando você olha para trás: muitos dos materiais que entram nesses sistemas vêm da China.
Ter fábrica não adianta se o que entra nela depende de quem está do outro lado.
A Ucrânia já vive isso todo dia. Em vez de tentar abater cada drone russo com um míssil caro, eles montaram uma defesa misturada: sistemas antigos adaptados, canhões e metralhadoras baratas para ameaças baratas, e drones interceptadores feitos para custar mais ou menos o mesmo que o alvo. A regra que eles aprenderam é simples: guardar o que é caro para o que só ele consegue parar e resolver o resto com volume.
Israel e os Estados Unidos estão investindo em coisas novas. O Iron Beam, o laser israelense, já está em uso e derruba drones por centavos por tiro. O Leonidas americano usa micro-ondas e consegue fritar vários drones de uma vez. São tecnologias que atacam exatamente o problema do custo. Só que ainda não estão prontas para carregar sozinhas a defesa. Dependem de clima bom, têm alcance curto ou ainda estão saindo do laboratório.
Ninguém está dizendo que os Estados Unidos e Israel perderam essa rodada. Os objetivos foram cumpridos. O que ficou claro é que manter esse tipo de operação por muito tempo sai caro demais se a indústria não acompanhar. Qualquer conflito maior, contra alguém que consegue produzir munição barata em escala, pode virar um problema de estoque antes mesmo de virar problema de estratégia.
No fim, a guerra de hoje não acaba quando o último míssil cai. Ela continua na velocidade com que as fábricas conseguem repor o que foi gasto. Quem estiver mais rápido nessa parte já tem vantagem antes mesmo de o próximo tiro ser dado.


























