- 1 de mar.

Por: Robérico Silva de Oliveira – Radialista Profissional RPR/BA 3204; Jornalista Profissional MTE/RJ 45005; Teólogo; Gestor em Teologia; Psicanalista Clínico; Pós-graduado em Psicologia Clínica; Bacharel em Administração; Pós-graduado em Ciências Políticas.
O QUE FAZ UM DEPUTADO FEDERAL?
O sistema político do Brasil define como representantes do povo nos Poderes Legislativos nacional e estaduais:
os vereadores, que representam os munícipes das 5.568 cidades do país (excluindo Brasília/DF e o arquipélago de Fernando de Noronha); os deputados estaduais, que atuam nas Assembleias Legislativas dos 26 estados; e os deputados federais, que integram a Câmara dos Deputados.
Atualmente, são 513 deputados federais, com vagas distribuídas entre os estados e o Distrito Federal, conforme definido por lei complementar. A representação varia de 8 a 70 deputados por unidade federativa, de acordo com o tamanho da população.
Como representante do povo, o deputado federal tem duas atribuições principais, estabelecidas na Constituição Federal: legislar e fiscalizar. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)
PRINCIPAIS FUNÇÕES DO DEPUTADO FEDERAL
Os deputados federais, como representantes — ou empregados — dos eleitores contribuintes, devem: Propor e votar leis que beneficiem o povo, os municípios, os estados e a federação em geral; Propor alterações na Constituição Federal (Propostas de Emenda à Constituição – PECs); Apresentar proposições que visem à melhoria da qualidade de vida da população;
Fiscalizar o Poder Executivo Federal, cobrando resultados e acompanhando a aplicação dos recursos públicos; Abrir investigações por meio de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) ou Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs); Em casos extremos, conduzir processos de impeachment.
MANDATO E LOCAL DE TRABALHO
Os deputados federais são eleitos para mandato de quatro anos. A quantidade de deputados por estado é proporcional à população: quanto maior a população, maior será o número de representantes.
Os parlamentares podem se reeleger quantas vezes desejarem, desde que obtenham o apoio da vontade popular.
Após eleitos, o local de trabalho do deputado federal é a Câmara dos Deputados, situada em Brasília, Distrito Federal.
CRITÉRIOS NECESSÁRIOS PARA SE ELEGER DEPUTADO FEDERAL
Antes de se candidatar ao cargo, o cidadão precisa cumprir os seguintes pré-requisitos legais: Possuir nacionalidade brasileira; Estar em pleno exercício dos direitos políticos, ou seja: ter atingido a maioridade; ser eleitor; estar em dia com as obrigações militares (no caso dos homens); em caso de condenação criminal transitada em julgado, ter cumprido integralmente a pena; Ter domicílio eleitoral no estado em que pretende concorrer; Estar filiado a um partido político e ter sido escolhido em convenção partidária; Estar alistado junto à Justiça Eleitoral; Ter idade mínima de 21 anos, a serem completados até a data oficial da posse.
REFLLEXÃO AO ELEITOR
Nas eleições deste ano, cujo primeiro turno será em 04 de outubro e o segundo turno em 25 de outubro, caso seja necessário, procure se lembrar em qual deputado federal você votou nas eleições passadas, assim como seu grupo político e partido.
Faça um levantamento sobre a atuação desse parlamentar na Câmara dos Deputados para ter a certeza de que ele realmente o representou bem.
Isso faz parte do sagrado compromisso da cidadania: reconduzir ao cargo quem cumpriu bem sua missão ou anular o contrato político daquele que não foi um servidor público confiável.
Afinal, é assim que age qualquer empregador. Se o funcionário é produtivo, entrega resultados e contribui para o crescimento da empresa, ele permanece. Mas, se não atende sequer às expectativas mínimas, fatalmente ouvirá a frase: “Você está demitido.”
Pense nisso e diga ao seu deputado federal que não foi produtivo nem coerente:
“VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!”






- 28 de fev.

RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE
No Brasil, nos dias de hoje, apesar dos nossos antepassados indígenas, africanos, europeus e asiáticos, constituindo-se na maior miscigenação do mundo, ainda é notória a hipocrisia do preconceito racial... Imaginem há 89 anos!...
Francisco de Meneses Pimentel, um dos políticos mais conceituados, inteligentes e respeitados do Ceará no início do século XX, foi deputado estadual e federal, senador da república, vice-governador, governador, professor, advogado e acadêmico... Contudo, Meneses Pimentel era baixinho, atarracado e não era branco.
O ditador Getúlio Vargas, em 1937, não teve dúvida em nomear o competentíssimo Menezes Pimentel para o cargo de Interventor Federal do Ceará. Indiscutivelmente, tratava-se da melhor nomeação de Getúlio na época. Mas, os tradicionalistas cearenses não viam a coisa do mesmo jeito. Enxergavam um gravíssimo defeito em Menezes Pimentel: não era branco!... Por conta disso, não faltaram rumores no Palácio dos Catetes, residência do Presidente da República, no Rio de Janeiro, de um complô para matar o Interventor do Ceará. Preocupado, Getúlio Vargas determinou a Menezes Pimentel que andasse sempre com segurança pessoal. Mesmo assim, os rumores de um provável atentado à vida do interventor cearense continuaram pelos corredores do Palácio.
Ao montar sua equipe de trabalho − talvez para agradar aos brancos remanescentes do regime Imperial, tidos como “sangue azul” − Menezes Pimentel nomeou, para Chefe da Casa Civil, um luso brasileiro radicado no Ceará, de muita desenvoltura no desempenho das funções burocráticas, cujo raciocínio era predominantemente lusitano. O homem não pronunciava copo d´água (para ele copo podia ser de qualquer coisa, menos d´água) Ele solicitava copo com água, ou seja, tudo rigorosamente ao pé da letra. Gíria nem pensar!
A notícia que todos temiam chegou ao Rio de Janeiro como uma bomba. O Interventor do Ceará havia levado vários tiros de armas de grossos calibres. No Palácio dos Catetes foi aquele corre-corre. A comoção logo tomou conta de todos, principalmente do Presidente Getúlio Vargas, que se reuniu imediatamente com o mais alto escalão do seu governo para tomarem as imediatas providências. Primeiro precisavam da oficialidade da cruel notícia − na época, as comunicações telefônicas interestaduais no Brasil praticamente não existiam − e, de imediato, o Chefe da Casa Civil da Presidência da República enviou um cabograma via Western Telegraph para Fortaleza com os seguintes dizeres:
─ “INFORME URGENTE SE INTERVENTOR MENEZES PIMENTEL FOI ALVEJADO!”
O português, Chefe da Casa Civil do Ceará, desconhecendo a polissemia da palavra alvejar e, com uma pontinha de preconceito racial, não pensou duas vezes e respondeu nestes termos:
─ “INTERVENTOR MENEZES PIMENTEL NÃO FOI ALVEJADO!... CONTINUA PRETO!”
FDP!!!
(Menezes Pimentel ficou Interventor Federal do Ceará de 1937 até 1945)







POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO
Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental
Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo
Intrigantes são os tempos nos quais vivemos.
Tempos que impõem aos mais incautos uma terrível necessidade de exposição e de que as pessoas tenham de, inexoravelmente, parecerem melhores aos olhos das outras pessoas.
As redes sociais, disso, fazem prova.
Se no passado a imagem do bom filho, do bom pai, do bom marido e da boa mulher significava retidão de caráter, comprimento com a família, com o trabalho e com a comunidade - sem perda da própria identidade, o que vemos hoje é uma patológica compulsão em a todos mostrar caras e bocas, carros e casas, bolsas, viagens e roupas fitness nos espaços das academias nas quais o culto à imagem se tornou exclusiva prioridade de quem há tempos abdicou do próprio conteúdo.
Conteúdo esse no qual a saúde mental é item primevo, e, por isso mesmo, essencial.

Mas... tudo é superficial.
A imagem é superficial.
Pessoas que podem estar frustradas com algo - ou com tudo, pessoas desgastadas física e espiritualmente, arrasadas emocionalmente, doentes do corpo e d'alma e até falidas financeiramente, mas e que à satisfação do sacrifício imolado nos altares da pura e simples aparência quotidiana, publicam fotos e fotomontagens que encobrem tudo aquilo que não são.
Fotos e fotomontagens derivadas desde aplicativos baratos, até caros e custosos editores de imagem que insistem em tentar uma pessoa que já tenha passado dos sessenta anos parecer ter uns vinte ou menos anos de vida.
Tudo para dizer ou tentar dizer e a partir da frenética disseminação de imagens que alardeiam um sucesso pessoal tão falso e por não raras vezes, de um grotesco resultado de imagens que de tão retocadas, fazem que seus personalíssimos titulares se tornem uns monstros horrendos ou caricatos.
A necessidade de impulsionamento nas redes sociais transforma pessoas nas mais obscenas e horrendas caricaturas de si mesmas. E tudo em razão de fazer parecer aquilo que não são, nunca foram e muito provavelmente nunca serão:
Felizes!
Quase tudo o que vemos hoje nas redes sociais nada é senão que máscaras de felicidade.
A felicidade aparente é a eterna chama que nunca se apaga dentro da fogueira das vaidades!
Como sobredito, seres humanos que, tanto por dentro quanto na órbita das relações mais próximas, estão reduzidas a frangalhos e rebotalhos de si mesmas, mas que nas quotidianas publicações (nos stories da vida), têm que sugerir ares de superação; de uma superação e de uma beleza tão falsas quanto uma nota de treze reais!
E quanto ao conteúdo?
E quanto ao interior dessas tristes e mal amadas pessoas?
Esse se encontra esvaído, suprimido e sobreposto pela lúgubre "casca" de um verniz que faz parecer que o acabamento seja mais importante que a base e estrutura.
E não é.
O verniz pode até dar boa aparência à mesa, mas é sobre a rústica madeira que apoiamos nossos braços, nossas mais autênticas e puras reflexões, nossas lágrimas e toda fragilidade do nosso ser.
O verniz nada apoia e nada permite revelar para além daquilo que seja.
Apenas aparência.

























