- 19 de mar.

Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
As lágrimas sufocam as palavras
Como a dor sufoca a felicidade,
As lembranças sufocam o presente
De um passado que sufoca a realidade.
O destino sufoca os caminhos
De alguém sufocado por uma provação,
De uma vida sufocada por transtornos
E um grito sufocado no coração.
A coragem sufocada por humilhações
De sonhos sufocados pelo medo,
A reação sufocada pelas correntes
Da verdade sufocada por um segredo.
A mente sufocada pelos pensamentos
De uma mão sufocada de tanto escrever,
Da liberdade sufocada por uma prisão
De um sufoco que sufoca a vontade de vencer.






- 18 de mar.

JUNCAL
Essa obra é fruto da imaginação. Qualquer referência a pessoas reais não é verdadeira, sendo apenas um retrato de fatos e eventos fictícios.
De volta à TERRA DE BANANAS, encontramos um pavoroso contraste: as figuras do Reino de Araque e os participantes que vivem e respiram no “PALÁCIO DE CRISTAL” sempre tramando.
O grande “PALÁCIO DE CRISTAL”, a grande maioria dos BANANENSES sofria com os mandos e desmandos dessa corte fantasiosa, além de penar com o REINO DE ARAQUE a DAMA DO ABUSO e a PENCA DE CUPINCHAS, que usavam e abusavam do DINDIM do BANANENSES.
Como sempre, triste a sina dos BANANENSES, pois, quando não é uma coisa, é outra e e mais outra ... O BANANENSE não tem folga, pois tudo de estranho acontecia na TERRA DE BANANAS.
Além das corrupções que comia solta, havia abusos de poder (sempre em disputa) e a falta de liberdade de opinião.
Parecia um país de contos de fadas.
Acontecia de tudo, e a população não tinha valor ou peso nenhum, a não ser na época das eleições, que eram muito disputadas, com FEIXES de lenha, o DINDIM que correndo solto e mais alguns AGRADOS que vinham para garantir as reeleições. Afinal, vence quem mais contribui nessa época, por debaixo dos panos.
A CASA DOS COMUNS, com suas peculiaridades, é difícil de entender e até aceitar.
Aconteceu tempos atrás, na TERRA DE BANANAS, de um TRANS BANANENSE se declarar uma BANANENSE e assim passar a se identificar para o mundo. Havia quem a julgasse pelas diversas transformações que ELA adotou e até por suas falas. Mesmo assim, ela usou e até exercia seu papel na CASA DOS COMUNS.
Anos atrás, ela foi eleita REI DA COMISSÃO DAS BANANENSES. Assim, iria representar as BANANENSES uma BANANENSE TRANS, assumindo o principal cargo da COMISSÃO DAS BANANENSES. Isso gerou muita repercussão, e muitas BANANENSES ficaram indignadas com a forma como isso aconteceu. Falavam e falavam, mas pouco adiantou, pois a BANANENSE TRANS não estava nem aí e ditava as regras, como bem entendia e queria.
No decorrer do mandato, a BANANENSE TRANS apresentou um novo posicionamento e agora se identifica como THERIANTHROPY (do Grego, algo relacionado a um animal selvagem), conhecido como THERIAN. Ela acredita ser um URSO-POLAR (que gracinha).
Todos ficaram em polvorosa, pois talvez seja necessário criar uma nova comissão: a COMISSÃO DOS ANIMAIS (não se sabe ainda se serão todos ou apenas os que correm risco de EXTINÇAO).
Em TERRA DE BANANAS, tudo é possível. Pode até ser, que em algum momento, a BANANENSE TRANS em questão, venha acreditar ser um POSTE (um “ECTOPLASMA” de si mesmo...)
E acreditem, ainda há muito mais por vir.







Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
A Quaresma não é apenas um marcador no calendário; é um portal de recolhimento. Enquanto o mundo exterior se agita, o convite espiritual é para o mergulho interno. É tempo de "fechar o corpo", silenciar o excesso e fortalecer as colunas que sustentam nossa casa e nossa família.
Para quem caminha com a fé cruzada e o respeito aos fundamentos da Umbanda e do Candomblé, este período exige uma vigília redobrada. É o tempo do "Lorogun", de respeitar o repouso das energias e garantir que o nosso ambiente seja um santuário de paz.

Práticas de Resguardo e Proteção
* O Poder do Elemento Branco: No Candomblé e na Umbanda, o branco é a cor da gestão, da paz e de Oxalá. Durante esses 40 dias, priorize vestir branco ou cores claras. Isso não é apenas estética; é uma barreira cromática que repele energias densas e atrai a vibração da clareza.
* A Limpeza das Ervas: Para guardar a casa, utilize o poder das folhas. Um defumador de alecrim, arruda e guiné ajuda a transmutar o que está estagnado. Lavar o chão com infusão de manjericão traz a doçura e a proteção necessária para que o lar continue sendo um porto seguro.
* O Jejum de Palavras e Emoções: Além do jejum alimentar, pratique o jejum da discórdia. Evite gritos, discussões e fofocas dentro de casa. Na visão esotérica, o som é vibração; manter o tom de voz baixo e a palavra elevada cria um escudo intransponível contra eguns ou energias obsessoras que vagam com mais intensidade neste período.
* A Firmeza da Esquerda e da Direita: É o momento de manter as velas acesas com intenção. Reze aos seus Guias e Orixás pedindo que as falanges de luz montem guarda em suas portas. Um copo com água e carvão atrás da porta principal ainda é um dos filtros mais potentes para segurar o que não deve entrar.
A Reforma Íntima como Armadura
A verdadeira proteção vem de dentro. A "faxina interna" mencionada nas tradições cristãs encontra eco no conceito de Iwa Pele (bom caráter) do Candomblé. Não adianta defumar a casa se o pensamento está sujo.

























