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Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, está no centro de uma reviravolta que pode abalar as estruturas do poder em Brasília. Preso desde o início de março por suspeitas de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e conexões perigosas, Vorcaro deu o passo mais concreto até agora rumo a uma delação premiada que promete não poupar ninguém. Nos últimos dias, ele assinou termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, foi transferido da penitenciária federal para a sede da PF em Brasília e abriu negociações formais para colaborar com as investigações.


Tudo começou com a troca de advogado. Vorcaro dispensou a defesa anterior e contratou José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, um especialista em delações premiadas que atuou em casos de grande impacto na Lava Jato. Essa mudança não foi casual. O novo advogado se reuniu diretamente com o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, para discutir explicitamente a possibilidade de acordo. Mendonça ouviu, analisou e deixou claro: qualquer delação só será homologada se for completa, consistente e sem proteções seletivas a aliados políticos, empresários ou figuras do Judiciário.


Na sequência, o ministro prorrogou o inquérito da Operação Compliance Zero por mais 60 dias, dando tempo para que as tratativas avancem. Na noite de 19 de março, Vorcaro assinou o termo de confidencialidade com PF e PGR. Esse documento cria um ambiente protegido para que ele comece a falar, apresente provas e negocie os benefícios do acordo. Horas depois, Mendonça autorizou a transferência do preso para a superintendência da Polícia Federal na capital federal. A operação, realizada inclusive por helicóptero, facilita depoimentos reservados, acesso irrestrito a advogados e investigadores, e acelera o processo de forma dramática.


O que torna essa delação especialmente explosiva é a possibilidade de que ela venha casada, ou seja, coordenada com outro nome central do mesmo esquema: João Carlos Mansur, ex-controlador da Reag Investimentos. A Reag gerenciava centenas de bilhões de reais em fundos e tinha o Banco Master como cliente principal. Os dois estão sendo defendidos pelo mesmo advogado, o que alimenta a suspeita de uma colaboração conjunta. Vorcaro e Mansur poderiam cruzar informações, entregar documentos, mensagens e transações que um sozinho não conseguiria apresentar. Provas complementares tornam o acordo muito mais robusto e difícil de ser desmontado ou contestado.


Vorcaro já sinalizou que não pretende fazer acordo pela metade. Ele promete entregar todo o esquema, incluindo fatos que vão além do que a Polícia Federal já apreendeu. Isso significa que podem cair na mesa nomes de parlamentares do Centrão que teriam recebido recursos por meio de empréstimos suspeitos, doações indiretas ou favores regulatórios. Empresários envolvidos em operações financeiras duvidosas também estariam na mira. Há ainda o temor de que surjam menções a autoridades do Judiciário ou do Banco Central, com revelações sobre decisões questionáveis, contratos com familiares de ministros e possíveis interferências.


O esquema do Banco Master envolveu fraudes em escala bilionária, inflação artificial de ativos, empresas de fachada e suspeitas de lavagem de dinheiro em grande volume. O prejuízo ao Fundo Garantidor de Créditos já é imenso e o impacto no sistema financeiro pode ser devastador. Se a delação for homologada, abre-se um caminho para novas investigações com foro privilegiado no Supremo, cassações de mandatos no Congresso ou no Tribunal Superior Eleitoral, e fases adicionais de operação da Polícia Federal.


Estamos em 2026, ano pré-eleitoral. Uma delação ampla e sem filtros pode desestabilizar alianças políticas, atingir o governo Lula e o centrão, e provocar um efeito dominó maior que partes da Operação Lava Jato. O pânico em Brasília é real e justificado. Muita gente que se sentia protegida agora percebe que o jogo mudou. O processo ainda está na fase de depoimentos iniciais e validação de provas, mas o ritmo é acelerado. Se Vorcaro e possivelmente Mansur entregarem tudo o que prometem, o Brasil pode assistir ao desmoronamento de uma rede que capturou instituições e fragilizou a confiança no sistema.


Os próximos dias ou semanas serão decisivos. O que está em jogo não é apenas a punição de um banqueiro. É a possibilidade de expor como o poder econômico e político se entrelaçam de forma perigosa. Brasília prende a respiração.














 

JUNCAL


Putz, que merda é essa? Mais uma encrenca para nós e tudo bem?


O incrível acontecendo, milagrosamente deixa de ser notícia, volta a ser notícia... quem são os beneficiados?


Conseguem formar uma cortina de fumaça, para esconder quem fraudou bilhões de reais e os respingos em diversas autoridades e seus cumplices. Quem são?


Respingo grosso, pois atinge pessoas que deveriam ser ilibadas, mas que simplesmente só fazem comprovar o que já sabíamos. Coisa de maluco! 


Muita coisa aparecendo, acontecendo e fico espantado, como o dinheiro comia solto e prejudicava a tantos.


Contrato hipervalorizado nunca antes visto e que não havia razão para tanto (?). Ainda um Resort envolvendo outra figura, que também é um escândalo. Achava pouco, mas tem muito mais, inclusive para aparecer, pois investigações não param e tem vários celulares que contam histórias e ainda não foram examinados, mas sabemos de políticos, partidos e outras figuras públicas, que tomaram muito whisky, fumaram charutos, participaram de festinhas com muitas mulheres vindas do outro lado do Atlântico, onde o dinheiro realmente corria solto. 


No momento, só o ator principal e seu cunhado estão presos e o cabeça (mestre) prometendo contar histórias formalizadas em forma de delação com detalhes de toda trajetória. 


Fico no aguardo, ainda sem saber do preso que encontrava em cela da polícia, conseguir-se matar e não haver um esclarecimento claro sobre o fato. Estranho!


Do que interessa os respingos e a ação deflagada no Banco Mafra, se a prisão de Jair Bolsonaro sempre aparece em pauta, para diminuir impactos.

 

Hoje, temos um DANÇARINO, que poderia colocar impeachment de ministros, aceitar pedido de prorrogação de CPI, autorizar abertura da CPI do Banco Master e nada faz a não ser fugir e trocar conversa com aliado, que hoje ocupa a prefeitura do seu estado, participando de conversa lamentável via celular em todos os aspectos em um vazamento surpreendente. Tendo um Ministro do STF, dar prazo para prorrogação da CPI, pois o DANÇARINO no mínimo é pau mandado.

 

Uma mídia despertando com novos repertórios, repercutindo e repercutindo e repercutindo... 

Dito isso, vamos ver o repertório:

 

Peleleca correndo solto, escândalos a todo vapor, agentes envolvidos tentando salvação, um relator fazendo seu papel nas apurações, CPI’s sendo tolhidas, aposentados que foram lesados por anos, por sindicados, políticos e outros. Tudo às claras, mas caminhando ainda em passos curtos e sofrendo muitas retaliações para proteção de muitos.

 

Escândalos aqui e acola, todos os dias e nenhuma reação da população, da sociedade, tampouco das organizações e associações de segmentos da sociedade brasileiras.  


Talvez isto tudo esteja “normalizado” perante o ceticismo imposto pelo ritmo acelerado da impunidade. 


No mais; é esperar o dia seguinte, sempre com notícias bombásticas. 


E SEGUE A VIDA!



 

Gabriela Matias, jornalista, redatora e assessora de imprensa, graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). INSTAGRAM:  @gabrielamatiascomunica https://www.instagram.com/gabrielamatiascomunica/


O divórcio por procuração tem se tornado uma alternativa prática para quem não pode comparecer presencialmente ao cartório. No Brasil, essa modalidade permite que uma das partes seja representada por outra pessoa, desde que haja autorização formal e específica para isso.


Apesar da praticidade, o tema voltou ao centro do debate após casos reais evidenciarem que uma simples assinatura pode gerar perdas patrimoniais significativas. O alcance dos poderes concedidos em uma procuração pode ser amplo e, quando não há plena compreensão do documento, os riscos aumentam. Por isso, compreender os limites dessa autorização e adotar cuidados antes da assinatura é essencial para evitar prejuízos.

FOTO: REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL


O que é o divórcio por procuração e como ele funciona


O divórcio por procuração é uma forma legal de encerrar o casamento sem a presença física de um dos cônjuges. Nessa situação, a pessoa nomeia um representante, geralmente um advogado, por meio de uma procuração pública com poderes específicos.


Esse tipo de divórcio é válido, principalmente, na modalidade extrajudicial, quando há consenso entre as partes e ausência de filhos menores ou incapazes. A lei exige que todos os termos, como partilha de bens, pensão e alteração de nome, estejam previamente definidos.


A procuração deve ser clara, detalhada e específica. Isso significa que o representante pode, literalmente, agir como se fosse a própria pessoa, inclusive assinando documentos e concordando com a divisão de patrimônio.


Caso real: quando a procuração vira prejuízo


Um caso recente chamou atenção para os riscos dessa prática. Uma mulher assinou uma procuração acreditando que apenas autorizaria o andamento do divórcio. No entanto, o documento também permitia que o ex-marido realizasse a partilha de bens sozinho.


Sem saber, ela acabou abrindo mão de direitos patrimoniais. Quando o processo foi concluído, descobriu que o imóvel e o veículo do casal ficaram exclusivamente com o ex-companheiro.


A discussão jurídica girou em torno do chamado vício de consentimento, situação em que a pessoa assina um documento sem plena compreensão ou sob influência indevida. Nesses casos, a lei permite a anulação do ato, desde que dentro do prazo legal de até 4 anos.


Esse tipo de situação revela um ponto importante, a procuração não é apenas um documento formal, ela pode transferir poderes amplos, inclusive sobre patrimônio.


Na prática, o divórcio por procuração pode ser rápido e eficiente, especialmente para quem mora em outra cidade ou país. Em muitos casos, o processo pode ser concluído em poucos dias após a entrega dos documentos.


Por outro lado, o risco aumenta quando a pessoa não compreende exatamente o que está autorizando. Como o procurador pode decidir sobre partilha de bens, qualquer cláusula mal redigida pode gerar prejuízos difíceis de reverter. Além disso, conflitos de interesse podem surgir quando não há orientação jurídica independente para cada parte, o que pode comprometer o equilíbrio do acordo.


Cuidados essenciais antes de assinar uma procuração


Mesmo sendo um procedimento legal e comum, o divórcio por procuração exige atenção redobrada. É fundamental ler cada cláusula da procuração com atenção, verificar se os poderes estão limitados ao necessário, evitar documentos genéricos ou amplos demais, contar com o acompanhamento de um advogado próprio e guardar cópias e registros do processo.


A legislação brasileira exige que a vontade da pessoa seja livre e consciente. Quando isso não acontece, o ato pode ser questionado judicialmente.


O divórcio por procuração representa um avanço na praticidade do Direito de Família, permitindo que o processo ocorra mesmo à distância. No entanto, a mesma facilidade pode se transformar em risco quando há falta de informação ou orientação adequada.


A assinatura de documentos sem compreensão completa pode levar à perda de direitos importantes, especialmente na partilha de bens.


Como destaca a advogada especialista Dr. Wesley Ribeiro, do VLV Advogados, “a procuração no divórcio exige cautela. Um documento mal interpretado pode transferir poderes amplos e gerar consequências patrimoniais relevantes, sendo essencial a análise prévia de cada cláusula”.


Diante disso, o planejamento jurídico e o acompanhamento profissional são indispensáveis. Em um momento tão sensível quanto a separação, entender o que está sendo assinado é fundamental para proteger seu patrimônio e garantir que sua vontade seja realmente respeitada.




 
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