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Ruge na Terra tormenta renovadora.


O mundo social assemelha-se a grande cidade hesitando nos fundamentos.


O colapso de valores seculares da civilização, embora exprima ansiedade pelo que é novo, lembra a destruição de antigo cais, efetuada imprudentemente, sem construções que o substituam.


A licença desafia o conceito de liberdade.


A indisciplina procura nomear-se como sendo revisão de conduta.


É a tempestade de transição englobando lutas gigantescas e necessárias.


No entrechoque das paixões e das sombras, a missão espírita há de ser equilíbrio que sane a perturbação e luz que vença as trevas.


Para isso, se trazes o coração alerta na obra criativa e restauradora, recorda que não se te pedem exibições de grandeza na ribalta da experiência.


Sê a frase calmante que diminui a aflição ou o copo de água simples que alivie o tormento da sede.


Inumeráveis são as lágrimas, não as aumentes. Enormes são os males, não os agraves.


Problemas enxameiam em toda parte, não os compliques.


Sofrimentos abarrotam caminhos, não lhes alargues a extensão.


Conflitos obscurecem a vida, em todos os setores, não os estendas.


Muita vez, perante as dificuldades dos tempos novos, solicitas aviso e rumo do Plano Superior para o seguro desdobramento dos deveres que te cumpre desempenhar. E, sem dúvida, os poderes da Vida Maior não te recusarão esclarecimento e roteiro.


Entretanto, é justo ponderar que, se esperamos pelas Forças Divinas, as Forças Divinas igualmente esperam por nós.


Saibamos, consequentemente, prestigiá-las e acolhê-las, em nossa área de trabalho e de ideal, estimulando a sementeira da paz e fortalecendo o serviço de elevação.



LIVRO: MÃOS UNIDAS


Autor Espiritual: Emmanuel

Médium: Chico Xavier

Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus


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Instagram: @mariamaedejesusne

Youtube: @mariamaedejesusne



 

ROBÉRICO SILVA DE OLIVEIRA - Radialista Profissional (RPR 3204/BA), Jornalista Profissional (MTE 45005/RJ), Teólogo, Gestor de Teologia, Psicanalista Clínico, Pós-Graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração e Pós-Graduado em Ciências Políticas.


RESUMO

Este estudo apresenta uma abordagem técnico-científica acerca da tatuagem como fenômeno biopsicossocial, histórico e simbólico, articulando referenciais da antropologia, teologia, psicologia, medicina legal e ciências sociais. Metodologicamente, trata-se de revisão bibliográfica de caráter exploratório e qualitativo, fundamentada em literatura especializada e fontes clássicas sobre o tema. Busca-se analisar a tatuagem enquanto modificação corporal permanente, suas interfaces culturais, psicológicas e religiosas, bem como seus possíveis significados sociais e subjetivos. O estudo propõe uma reflexão crítica baseada em evidências e referenciais acadêmicos, afastando-se de juízos meramente confessionais ou opinativos.


Palavras-chave: Modificação corporal. Tatuagem. Antropologia. Psicologia. Bioética. Religião.


INTRODUÇÃO - 1


A tatuagem tem sido objeto crescente de investigação em campos como antropologia, sociologia, psicologia, medicina e estudos culturais, sendo compreendida contemporaneamente como prática de modificação corporal dotada de múltiplas funções simbólicas, identitárias e psicossociais.


Do ponto de vista científico, o fenômeno extrapola abordagens estéticas, envolvendo dimensões neuropsicológicas, comportamentais, culturais e até bioéticas. Nesse contexto, este artigo propõe uma análise interdisciplinar em perspectiva técnico-científica, complementada por discussão teológica enquanto recorte específico.


2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E METODOLOGIA


Trata-se de estudo de revisão bibliográfica narrativa, com abordagem qualitativa e caráter exploratório, construído a partir de literatura em antropologia do corpo, psicologia analítica, medicina legal, criminologia clássica e hermenêutica bíblica.


A análise utiliza abordagem interdisciplinar para compreender a tatuagem como fenômeno social complexo, evitando reducionismos moralistas ou biologicistas.


3 ORIGEM E CONCEITO DE TATUAGEM


Este artigo analisa a tatuagem sob perspectivas teológica, histórica, psicológica e criminológica, buscando compreender seus significados e implicações culturais, sociais e religiosas. A pesquisa aborda a origem da prática da tatuagem, suas representações simbólicas, interpretações bíblicas relacionadas à escarificação e às marcas corporais, bem como leituras oriundas da psicologia, psicanálise e medicina legal. O estudo propõe uma reflexão crítica sobre a decisão de modificar o corpo por meio da tatuagem, especialmente no contexto da fé cristã, sem caráter condenatório, mas informativo.


Palavras-chave: Tatuagem. Cristianismo. Escarificação. Simbolismo. Psicologia.


INTRODUÇÃO - 2


A tatuagem constitui uma das formas mais antigas de modificação corporal, presente em diferentes civilizações e culturas ao longo da história. Embora atualmente seja amplamente associada à estética, identidade e expressão pessoal, seus significados históricos e simbólicos são diversos e complexos.


No campo religioso, sobretudo no cristianismo, a prática suscita debates doutrinários e éticos. Este artigo busca discutir o tema a partir de uma abordagem interdisciplinar, reunindo fundamentos bíblicos, dados históricos e interpretações psicológicas e socioculturais, a fim de oferecer subsídios para reflexão consciente sobre a prática.


4 ORIGEM E CONCEITO DE TATUAGEM


A palavra “tatuagem” possui origem polinésia, derivada dos termos tatou, tattow ou tatahou, associados a “marcas sobre o corpo”. Sua introdução no Ocidente é atribuída ao navegador inglês James Cook.


Embora a terminologia seja relativamente recente, a prática é antiquíssima. Registros arqueológicos indicam a presença de tatuagens no Egito entre 4000 a.C. e 2000 a.C., bem como entre povos da Polinésia, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e entre os maoris, frequentemente associadas a rituais religiosos e identitários.


Tecnicamente, a tatuagem consiste na introdução subcutânea de pigmentos por meio de agulhas, formando marcas permanentes na pele.

Imagens IA


5 A TATUAGEM NA PERSPECTIVA BÍBLICA E TEOLÓGICA


Sob a perspectiva cristã, a discussão sobre tatuagens frequentemente recorre a textos bíblicos como Deuteronômio 14:1-2 e levítico 19:27-28, em que práticas de escarificação e marcas corporais aparecem relacionadas a rituais pagãos e cultos funerários.


Esses textos são interpretados por alguns teólogos como advertências contra práticas associadas à idolatria e ao paganismo, e não necessariamente como proibição universal de qualquer marca corporal contemporânea. Ainda assim, em certos segmentos cristãos, compreende-se que o corpo, visto como templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), deve ser preservado sem modificações voluntárias.


Outros textos frequentemente mobilizados no debate incluem:


1 Coríntios 10:23: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm.”

2 Coríntios 5:17: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é.”

1 Samuel 15:22: “Obedecer é melhor do que sacrificar.


A partir dessas referências, muitos cristãos compreendem a decisão sobre tatuar-se como questão que exige discernimento espiritual, consciência e coerência com princípios de fé.


6 ESCARIFICAÇÃO: DISTINÇÕES E CONTEXTOS


A escarificação diferencia-se da tatuagem por consistir na produção intencional de cicatrizes decorativas por cortes ou remoção de pele, formando relevos e desenhos permanentes.

Imagem de escarificação


Historicamente, esteve associada a ritos tribais, pertencimento social, espiritualidade e passagem para fases da vida. No contexto bíblico, é frequentemente mencionada em associação às práticas dos cananeus, sendo objeto de proibição para o povo hebreu.


Essa distinção é relevante para evitar interpretações anacrônicas que equiparem automaticamente tatuagem contemporânea e escarificação ritual antiga.


7 TATUAGEM, PSICOLOGIA E PSICANÁLISE


Do ponto de vista psicológico contemporâneo, tatuagens podem relacionar-se a processos de construção identitária, autorrepresentação, ressignificação de experiências traumáticas e expressão simbólica do self.


Estudos em psicologia clínica e psicanálise sugerem que inscrições corporais podem assumir funções de elaboração psíquica, pertencimento grupal e regulação subjetiva.


Sob perspectiva neurocomportamental, também há pesquisas que associam modificações corporais a traços de personalidade, busca por singularidade e comportamentos de autoexpressão.


Sob o olhar psicológico, a tatuagem pode estar relacionada à construção identitária, expressão de memórias, pertencimento social, elaboração simbólica de experiências e desejo de singularização.


A psicanálise compreende, em algumas abordagens, a tatuagem como manifestação simbólica de conteúdos subjetivos, podendo representar desejos, perdas, traumas ou marcas de experiências significativas.


Nesse sentido, a imagem tatuada pode ultrapassar o aspecto estético, funcionando como linguagem do inconsciente ou inscrição subjetiva no corpo.


8 A TATUAGEM NA MEDICINA LEGAL, BIOSSEGURANÇA E CRIMINOLOGIA


Além de dimensões simbólicas, a literatura científica aborda riscos e aspectos sanitários associados à tatuagem, como biossegurança, reações alérgicas, processos inflamatórios, infecções e eventuais complicações dermatológicas.


Nesse campo, protocolos de assepsia, esterilização, composição de pigmentos e vigilância sanitária constituem aspectos relevantes para análise técnica do fenômeno.


Na criminologia clássica, Cesare Lombroso associou a tatuagem a elementos de identidade grupal, religiosidade, impulsos simbólicos e, em determinados contextos, à marginalidade.


Na medicina legal, Hélio Gomes apresenta classificações temáticas das tatuagens, entre elas:


Belicosas ou militares;

Amorosas ou eróticas;

Religiosas;

Sociais

Profissionais;

Históricas;

Patrióticas;

Inscrições comuns.


É importante observar que leituras criminológicas históricas precisam ser contextualizadas, evitando generalizações estigmatizantes incompatíveis com a compreensão contemporânea da tatuagem como prática amplamente difundida.


9 SIMBOLISMO E SIGNIFICADOS CULTURAIS


Um aspecto relevante da tatuagem está em sua dimensão simbólica. Muitos símbolos carregam significados diversos segundo contextos religiosos, culturais, sociais e, por vezes, criminais.


Assim, a escolha de imagens, signos ou inscrições exige pesquisa e consciência sobre possíveis interpretações atribuídas ao símbolo escolhido.


Mais do que uma questão estética, a tatuagem pode representar identidade, pertencimento ou adesão simbólica a determinadas narrativas culturais.


10 DIMENSÕES ÉTICAS, BIOÉTICAS E RELIGIOSAS


A questão não possui consenso absoluto no meio cristão.


Algumas correntes compreendem a prática como incompatível com princípios bíblicos; outras a tratam como matéria de consciência individual, desde que não envolva idolatria, vaidade excessiva ou afronta a valores cristãos.


Nessa perspectiva, a pergunta central desloca-se de “é permitido ou proibido?” para “essa decisão glorifica a Deus e está em harmonia com minha consciência e fé?”.


Tal reflexão remete à ética cristã da responsabilidade, discernimento e liberdade orientada por princípios espirituais.


11 CONSIDERAÇÕES FINAIS


A tatuagem é fenômeno multifacetado que envolve história, religião, subjetividade, cultura e identidade.


Sob o viés teológico, o tema exige cuidado hermenêutico e prudência, evitando tanto condenações simplistas quanto relativizações acríticas.


Sob a ótica social e psicológica, trata-se de prática que pode expressar memória, pertencimento e construção simbólica do eu.


Conclui-se que a decisão de se tatuar, especialmente para pessoas de fé, deve ser precedida por reflexão madura, conhecimento e consciência acerca dos significados e implicações envolvidos.


REFERÊNCIAS

 

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade: o cuidado de si.

LE BRETON, David. Antropologia do corpo e modernidade.

FREUD, Sigmund. Obras completas (referências sobre simbolização e corpo).

JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos.

ANVISA. Normativas sobre biossegurança e pigmentação intradérmica.

BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução Almeida Revista e Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.

GOMES, Hélio. Medicina Legal. 21. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.

LOMBROSO, Cesare. O homem delinquente. São Paulo: Ícone.

OLIVEIRA, Robérico Silva de. O que é e o que significa tatuagem? Artigo original.


Fontes complementares sobre escarificação e simbolismo de tatuagens consultadas para contextualização histórica e cultural.




 
  • 10 de mai.

JUNCAL


O que pensar, dizer, expressar ...

Reclamar poderia ser um início

Pois quantas e quantas vezes o fiz

O motivo era meu e às vezes único

Mas sempre sem razão

 

Não havia perdão e nem misericórdia 

Pelo menos de imediato

Às vezes, me pegava de surpresa 

Colocava minha cabeça em seu colo

Que me surpreendia

 

Fazia um cafuné, que me amolecia todo

Fazendo me sentir o rei do pedaço

Com esse gesto espontâneo

E que deixou muitas saudades

Que falta que a Senhora faz

 

Sabia quando eu aprontava traquinagens

Aí o coro comia solto naquela época

Sandália e correia eram os preferidos

Mas quando provocava feio, era o que estivesse na frente

E ela não errava (sabia o que tinha feito e aguardava)

 

Mas na malandragem, tinha sandália e correia amigas

Bem treinadas para o momento 

E praticadas entre irmãos, para a hora do castigo

Eram sandália e correia de estimação

Que não causavam tanto estrago

 

Aí quando ela batia sabíamos onde sofrer o ataque

E ela até falava “não vai chorar não”

Quando então forçávamos um choro

E pedíamos para parar 

Com uma carinha de sofrimento


Tinha o momento que toda família

Estava juntinhos, reunidos

Para almoçar, jantar e ver televisão

Fora os momentos especiais de brincar na RUA

Com hora marcada para voltar, sem reclamação


Pode parecer engraçado ou até mesmo doloroso

Mas que saudade que sinto dessa época encantada

Hoje vejo a falta que ela faz, o quão bom era esse tempo

Encantado, especial, único e muito saudoso

Que tanta falta faz e hoje entristece 

 

Fora isso era encantos, histórias 

De seu passado que não foi fácil

Muito carinho, amor ela dava e demonstrava 

Se esforçando ao máximo, para satisfazer a família 

E não existe do que reclamar

 

Ela supria a ausência do pai que não tivemos

Pois faleceu cedo demais e a carga ficou toda para ela

E ela a dura penas deu conta da educação e estudos

Pois estávamos sempre em primeiro lugar

Não importava a situação, ela era demais

 

Seu aniversário era uma graça e motivo de muita alegria

A família sempre presente, 

Com a presença de amigos próximos e muita alegria

Ela a RAINHA de todos, encantava todo o ambiente

Com sua simplicidade e carinho

 

Bons tempos e uma época inesquecível

Sem esquecer as datas especiais

Como a Páscoa, Ano Novo, Natal sua data preferida

E mais o aniversário da Prole, que era superespecial

Tanta falta faz hoje (TUDO)

 

O tempo passava, a gente curtia 

E continuamos por muito tempo

Mas o tempo nem sempre nos dá tempo

Ele tem prazo de validade e chacoalha com a gente

Constrói e tem hora marcada para destruir

 

É o momento que vemos quanta falta ela nos faz

Dói muito, machuca, deixa marcas

E aí o tempo volta a aparecer 

Para curar cicatrizes e nos trazer lembranças

Momentos especiais que retornam

 

Por incrível que possa parecer, aparecem todas

Do tempo de amamentação, troca de fraldas

O gatinhar, ensinando as primeiras palavras

O primeiro aniversário, com fotos precárias

O primeiro castigo, o primeiro dia de aula

 

E o nosso crescimento e mudanças físicas

Quanta coisa boa de lembrar 

A ida a igreja aos domingos

Como um jogo de bingo em casa mais tarde

Lembranças brotam e como brotam

 

Quanta falta a senhora me faz

Que vontade de te abraçar, beijar, dizer que te amo

Dançar um tango que a senhora tanto gostava

E na hora de acordar e dormir, pedir sua Benção

E ouvir a Senhora dizer; Deus te Abençoe meu filho

 

Faz muita falta a sua presença

Hoje seria mais um dia especial

O Dia das Mães

E é uns dos dias que a senhora faz muita falta

Parabéns, MAMÃE, te amo muitão!



 
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