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  • 10 de abr.

Na véspera da partida do Senhor, no rumo de Sídon, o culto do Evangelho, na residência de Pedro, revestiu-se de justificável melancolia. As atividades do estudo edificante prosseguiriam, mas o trabalho da revelação, de algum modo, experimentaria interrupção natural.

 

A leitura de comoventes páginas de Isaías foi levada a efeito por Mateus, com visível emotividade; entretanto, nessa noite de despedidas ninguém formulou qualquer indagação.

 

Intraduzível expectativa pairava no semblante de todos.

 

O Mestre, por si, absteve-se de qualquer comentário, mas, ao término da reunião, levantou os olhos lúcidos para o Céu e suplicou fervorosamente:

 

— Pai, acende a Tua Divina Luz em torno de todos aqueles que Te olvidaram a bênção, nas sombras da caminhada terrestre.


Ampara os que se esqueceram de repartir o pão que lhes sobra na mesa farta.


Ajuda aos que não se envergonham de ostentar felicidade, ao lado da miséria e do infortúnio.

Socorre os que se não lembram de agradecer aos benfeitores.


Compadece-te daqueles que dormiram nos pesadelos do vício, transmitindo herança dolorosa aos que iniciam a jornada humana.


Levanta os que olvidaram a obrigação de  serviço ao próximo.


Apiada-te do sábio que ocultou a inteligência entre as quatro paredes do paraíso doméstico.


Desperta os que sonham com o domínio do mundo, desconhecendo que a existência na carne é simples minuto entre o berço e o túmulo, à frente da Eternidade.


Ergue os que caíram vencidos pelo excesso de conforto material.

Corrige os que espalharam a tristeza e o pessimismo entre os semelhantes.


Perdoa aos que recusaram a oportunidade de pacificação e marcham disseminando a revolta e a indisciplina.


Intervém a favor de todos os que se acreditam detentores de fantasioso poder e supõem loucamente absorver-te o juízo, condenando os próprios irmãos.


Acorda as almas distraídas que envenenam o caminho dos outros com a agressão espiritual dos gestos intempestivos.


Estende paternas mãos a todos os que olvidaram a sentença de morte renovadora da vida que a tua lei lhes gravou no corpo precário.


Esclarece os que se perderam nas trevas do ódio e da vingança, da ambição transviada e da impiedade fria, que se acreditam poderosos e livres, quando não passam de escravos, dignos de compaixão, diante de teus sublimes desígnios.


Eles todos, Pai, são delinqüentes que escapam aos tribunais da Terra, mas estão assinalados por Tua Justiça Soberana e Perfeita, por delitos de esquecimento, perante o Infinito Bem...

 

A essa altura, interrompeu-se a rogativa singular.

 

Quase todos os presentes, inclusive o próprio Mestre, mostravam lágrimas nos olhos e, no alto, a Lua radiosa, em plenilúnio divino, fazendo incidir seus raios sobre a modesta vivenda de Simão, parecia clamar sem palavras que muitos homens poderiam viver esquecidos do Supremo Senhor; entretanto, o Pai de Infinita Bondade e de Perfeita Justiça, amoroso e reto, continuaria velando...


Do livro: JESUS NO LAR

CHICO XAVIER/NEIO LÚCIO








 

Por SIMONE SALLES    

JORNALISTA, MESTRE EM COMUNICAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICA  


Em um tempo marcado por incertezas, relações frágeis e uma avalanche de informações que confundem mais do que esclarecem, a Semana Santa surge como um convite para redescobrir o sentido da vida à luz do amor que se doa. Não se trata apenas de recordar acontecimentos passados, mas de permitir que o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus transforme o presente, ilumine nossas escolhas e reacenda a esperança que tantas vezes parece enfraquecida.

 

A Páscoa é o coração dessa experiência. É ela que sustenta e dá sentido à esperança cristã por meio da ressurreição de Jesus Cristo. Sua vida, sua entrega na cruz e sua vitória sobre a morte revelam que o amor de Deus é maior do que qualquer dor, fracasso ou pecado. Nos dias de hoje, quando tantas pessoas enfrentam solidão, medo e sofrimento, essa mensagem é consoladora e mais,  é transformadora: ela nos assegura que nenhuma dor é definitiva, que nenhuma noite é eterna e que, mesmo nas situações mais difíceis, Deus faz nascer vida nova. A cruz não é o fim. A pedra removida do sepulcro anuncia que Deus continua a agir, mesmo quando tudo parece perdido.

 

A liturgia da Semana Santa nos conduz, passo a passo, a esse mistério. No Domingo de Ramos, contemplamos um Messias humilde, que entra em Jerusalém não com poder, mas com mansidão. Na Quinta-feira Santa, somos levados ao gesto desconcertante de um Deus que se faz servo. Como recorda o Papa Francisco, ao refletir sobre o lava-pés, esta é a noite em que Cristo nos ensina a amar concretamente, tornando-nos servidores uns dos outros. Em um mundo obcecado por status e reconhecimento, esse gesto continua sendo um desafio direto: quem está disposto a descer de seu pedestal para levantar o outro?

 

Na Sexta-feira da Paixão, o silêncio da cruz ecoa as dores da humanidade. O sofrimento de Cristo não é distante, se reflete nas injustiças atuais, na violência, nas desigualdades e nas feridas sociais que ainda sangram. Como ensinou o Papa Bento XVI, a cruz não é derrota, é o maior sinal de amor e salvação. Ela ensina que a verdadeira força não está no domínio, e sim na capacidade de amar até o fim, de perdoar e de permanecer fiel, mesmo diante da dor.

 

O Sábado Santo mergulha em um silêncio que fala ao coração do homem contemporâneo, acostumado ao ruído constante. É o tempo da espera, do recolhimento, da fé que resiste quando não há respostas imediatas. Na Vigília Pascal, a luz rompe a escuridão. A Ressurreição proclama que a vida vence a morte, que o amor supera o ódio, que a esperança é mais forte do que o desespero.

 

Essa esperança, como recorda Papa Leão XIV em sua mensagem pascal de 2026, traduz uma força viva que nos impulsiona a transformar o mundo hoje, a curar feridas, reconstruir relações e fazer nascer vida nova onde antes havia morte.

 

A Semana Santa também nos confronta. Em um tempo de superficialidade e relações frágeis, surge a pergunta: até que ponto caminhamos realmente com Cristo? Ou apenas o seguimos de longe? A traição de Judas, agora, se repete nas pequenas escolhas do cotidiano, quando preferimos a ilusão à verdade, o egoísmo à partilha, o silêncio à justiça. Vivemos conectados, com pleno acesso à informação. No entanto, continua difícil transformar esse fluxo constante em sabedoria, verdade e comunhão.


Caminhar com Jesus hoje é resistir a essa lógica. É escolher permanecer quando tudo convida a desistir. É aprender que a fé não se mede pelos momentos de entusiasmo, mas pela fidelidade nos dias difíceis. É sair da superficialidade e mergulhar na profundidade da vida, reconhecendo nossas contradições, mas sem fugir delas.

 

A Ressurreição, por sua vez, é um chamado à coerência. Somos desafiados a viver uma fé que se traduz em atitudes concretas. Não basta acreditar: é preciso testemunhar. A esperança, a justiça, a reconciliação e a paz devem se tornar visíveis na vida de cada cristão e de cada comunidade.

 

Diante de um mundo ferido por guerras, divisões e incertezas, a mensagem pascal nos convida a mudar o olhar. Como recorda o custódio da Terra Santa, a Ressurreição inverte os critérios do mundo: aquilo que parecia derrota torna-se vitória, aquilo que parecia fraqueza revela-se força. O amor que se doa é, no fim, a única realidade capaz de transformar a história.

 

Para as novas gerações, esse anúncio é ainda mais urgente. Educar é transmitir conhecimento, além de formar corações capazes de amar, servir e construir um mundo mais justo. A Páscoa nos inspira a acreditar que o bem é possível e que a vida tem sentido mesmo em meio aos desafios.

 

Celebrar a Semana Santa é muito mais do que participar de ritos. É permitir que o mistério de Cristo atravesse a vida, renove a esperança e transforme nosso modo de viver. Devemos aprender a “lavar os pés”, a “partir o pão”, a “abraçar a cruz” e a “ressurgir” todos os dias.

 

Porque, no fim, a grande verdade que ecoa dessa semana é simples e poderosa: o amor não falha, a vida não termina na dor, e sempre, mesmo após a noite mais escura, a luz volta a nascer.



 

Gabriela Matias, jornalista, redatora e assessora de imprensa, graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). INSTAGRAM:  @gabrielamatiascomunica https://www.instagram.com/gabrielamatiascomunica/


A aposentadoria por invalidez, atualmente chamada de aposentadoria por incapacidade permanente, é um benefício previdenciário destinado a segurados que ficam incapacitados de forma definitiva para o trabalho e não podem ser reabilitados para outra atividade. Apesar de ser um direito importante de proteção social, muitas dúvidas surgem quando o assunto é como o INSS calcula o valor do benefício e por que, em alguns casos, o valor concedido é diferente do valor solicitado pelo segurado.

Foto: Reprodução/Agência Brasil


Essas dúvidas se tornaram ainda mais comuns após mudanças nas regras previdenciárias e pela forma como o Instituto analisa o histórico de contribuições. Entender como funciona o cálculo e quais fatores podem influenciar no resultado é fundamental para evitar surpresas e identificar possíveis erros na concessão.


Como funciona o cálculo da aposentadoria por invalidez


O cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente segue regras previdenciárias que levam em consideração o histórico de contribuições do segurado ao INSS. Em geral, o benefício é calculado a partir da média de todos os salários de contribuição registrados desde julho de 1994.


Após essa média ser apurada, aplica-se um percentual definido pela legislação previdenciária. Em muitos casos, o valor corresponde a 60% da média das contribuições, com acréscimo de 2% para cada ano de contribuição que ultrapassar o tempo mínimo exigido.


No entanto, existe uma exceção importante: quando a incapacidade permanente decorre de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, o benefício pode corresponder a 100% da média das contribuições, o que aumenta significativamente o valor final recebido pelo segurado. Essas diferenças mostram que o cálculo não é automático e depende de fatores como tempo de contribuição, causa da incapacidade e histórico previdenciário.


Valor solicitado e valor concedido pelo INSS


Em fevereiro, avançou no Senado a proposta que prevê o fim da carência para concessão da licença-maternidade no INSS, ampliando a proteção às seguradas que, por diferentes razões, não conseguiram completar as 10 contribuições exigidas atualmente.


A medida busca evitar situações em que mulheres em condição de vulnerabilidade, especialmente trabalhadoras informais ou com histórico contributivo irregular, fiquem sem renda no momento do nascimento do filho. A proposta reforça o caráter social da Previdência e amplia a cobertura em um dos períodos mais sensíveis da vida familiar.


Caso aprovada em definitivo e sancionada, a mudança poderá reduzir significativamente o número de indeferimentos baseados exclusivamente na ausência de carência, garantindo maior segurança jurídica às seguradas.


Quando é possível revisar o valor da aposentadoria


Quando o segurado percebe que o valor concedido não corresponde ao que deveria receber, pode ser possível pedir revisão do benefício.


A revisão pode ocorrer quando existem contribuições que não foram consideradas, vínculos empregatícios ausentes no sistema ou erros no cálculo da média salarial. Nesses casos, o segurado pode solicitar a correção diretamente ao INSS ou, se necessário, buscar a revisão pela via judicial.


De acordo com a advogada especialista Dra. Rafaela Carvalho, do VLV Advogados, “muitos benefícios são concedidos com base em informações incompletas no sistema previdenciário. Por isso, é importante verificar o cálculo realizado pelo INSS e analisar se todos os períodos de contribuição foram corretamente considerados”.


A importância de acompanhar o histórico previdenciário


A aposentadoria por incapacidade permanente tem papel essencial na proteção de trabalhadores que não conseguem mais 

exercer suas atividades. No entanto, para que o benefício cumpra essa função, é fundamental que o cálculo seja realizado corretamente.


Manter o histórico de contribuições organizado, verificar regularmente os dados no CNIS e entender como o INSS calcula os benefícios são medidas que ajudam a evitar prejuízos financeiros.


Em muitos casos, a diferença entre o valor solicitado e o valor concedido pelo INSS não significa necessariamente que o segurado não tenha direito a um valor maior, mas sim que pode existir algum erro ou inconsistência no histórico previdenciário que precisa ser analisado com atenção.












 
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