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  • 12 de mar.

“Estes, porém, dizem mal do que ignoram; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.” — (JUDAS, 10.)


Em todos os lugares, encontramos pessoas sempre dispostas ao comentário desairoso e ingrato relativamente ao que não sabem. Almas levianas e inconstantes, não dominam os movimentos da vida, permanecendo subjugadas pela própria inconsciência.


E são essas justamente aquelas que, em suas manifestações instintivas, se portam, no que sabem, como irracionais. Sua ação particular costuma corromper os assuntos mais sagrados, insultar as intenções mais generosas e ridiculizar os feitos mais nobres.


Guardai-vos das atitudes dos murmuradores irresponsáveis.


Concedeu-nos o Cristo a luz do Evangelho, para que nossa análise não esteja fria e obscura.


O conhecimento com Jesus é a claridade transformadora da vida, conferindo-nos o dom de entender a mensagem viva de cada ser e a significação de cada coisa, no caminho infinito.


Somente os que ajuízam, acerca da ignorância própria, respeitando o domínio das circunstâncias que desconhecem, são capazes de produzir frutos de perfeição com as dádivas de Deus que já possuem.


Do livro: Caminho, Verdade e Vida

Chico Xavier / Emmanuel



 

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


Somos um conjunto de problemas

E uma faísca de realizações,

Nunca estamos satisfeitos 

Devido as nossas provações.


Convivemos às vezes com o pouco

E sempre com o necessário,

E com a presente dificuldade 

Sempre comemoramos aniversário.


O pior é que não podemos reclamar

Pois o que temos é o que merecemos,

E assim descartamos a esperança

Para aceitar com o que vivemos.


Mas não é tão simples assim

Com o pouco e o necessário conviver,

Quando dentro de nós existe uma força 

Gritando que algo melhor nós podemos ter.


Entretanto a vontade não é suficiente 

Para mudar o que já foi escolhido,

Resta-nos então a triste aceitação

De tudo aquilo que já foi decidido.


Somos um conjunto de provações

E um mar de interrogações,

Se não temos o que queremos

Aguardamos outras reencarnações.



 

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


Vivemos em um país realmente abençoado por Deus e verdadeiramente bonito por natureza. 


Temos de tudo.


Bem... quase tudo.


Um vasto território, recursos naturais em abundância com solos férteis, recursos hídricos que fazem o cenário perfeito para que o agronegócio brasileiro brilhe aqui dentro e lá fora.


Excetuando algumas fortes chuvas no período das monções (verão/outono), às quais, por vezes, causam estragos e até tragédias nas regiões montanhosas do Sul e do Sudeste, tão quanto nos desembocamentos de algumas das principais bacias hidrográficas, o povo brasileiro não padece do sofrimento de outros povos que têm seus reiterados reveses com fenômenos naturais decorrentes de tufões, furacões, tornados, terremotos, maremotos e erupções vulcânicas. 


Também em consequência de guerras, há muito (mais de um século) - também deduzidos alguns parcos levantes internos, tais como Guerra dos Farrapos, Canudos, Revolução Constitucionalista de 1932, Intentona Comunista de 1935, entre outras, nosso país nunca foi militarmente ameaçado, bombardeado ou invadido por qualquer outra nação. 


Quem sabe, disso tudo venha o tão conhecido "abençoado por Deus".


Quem sabe...


Mas (sempre tem que haver um mas, né...), temos um grande mal que nos aflige e que nos mata um pouco a cada dia.


Uma ferida aberta e chaga purulenta que nos adoece, nos suga energias, nos consome e que nos atormenta desde sempre.


A corrupção. 


E como aliada  desse grande mal, a pecha de sermos um povo corrupto. 


E quando falamos de corrupção, não estamos nos atendo tão somente aquela mais comezinha e descarada forma com que ela (a corrupção) se manifesta; a corrupção venal. 


Da tão conhecida prática do exigir, dar e receber qualquer tipo de vantagem - sobretudo econômica, para fazer, deixar de fazer ou influir para que algo seja ou que deixe de ser feito em razão do cargo e da pública função do agente corruptor ou corrompido. 


Assim, do professor que exige ou recebe favores sexuais dos seus alunos em troca de notas ou de aprovação acadêmica, passando pelo ex delegado de polícia que abandonava a delegacia em horário de expediente para dar aulas em faculdades particulares usando gasolina, viatura e pessoal pagos com o dinheiro dos contribuintes, pelo fiscal municipal que recebe propina para fazer vista grossa à uma obra irregular, dos magistrados que extorquem advogados e políticos e, aos políticos que pagam por sentenças e acórdãos nos tribunais, a corrupção venal e uma velha e sempre presente conhecida de todos os brasileiros. 


Todavia e para aqui não ter de muito nos estender - sabemos que, via de regra, brasileiros não gostam de ler, iremos chamar atenção para uma das formas mais dissimuladas de corrupção, à qual e que de modo sistêmico e silente, arruína não somente o erário e as economias dos cidadãos; essa é a corrupção dos costumes. 


Dos bons costumes do povo. 


Toda moral e honra nacional advém das virtudes de um povo, eis que a honra de um povo não resume tão somente ao seu histórico passado heroico e dos magníficos dos precedentes, mas sim na moralidade reinante no presente. 


Das boas e sadias práticas vivificadas no cotidiano das pessoas e que, pelo simples fato de se revelarem como virtudes, possuem um efeito multiplicador.


Já ouviram alguma vez que a palavra conduz, mas o exemplo arrasta?


É isso o que faz com que um povo tenha orgulho de ser o que é. 


Pois é bem assim e nisso reside o mister da virtude; da virtude que diametralmente se opõe ao vício e apenas por amor aos debates, sugerimos aos poucos ávidos leitores que dediquem algum tempo à pesquisa de como povos de elevada estatura civilizatória na Antiguidade (gregos e romanos) tratavam a corrupção dos bons costumes dos seus respectivos povos.


Ah, a imagem da corda em laço serve apenas como lembrança de como os povos que se valorizam costumam tratar os comportamentos desviantes que maltratam a virtude e que fazem do vício forma de vida e razão de existência.


A imagem da forca é meramente ilustrativa e simbólica.



 
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