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O Evangelho segundo o Espiritismo — Cap. XV — Item 3. n 


Consciência individual — eis o oráculo do bom senso ante a justiça inseduzível de Deus. 


Não nos satisfaça atender simplesmente aos nossos deveres, porém, que abracemos espontaneamente a obrigação de cumpri-los com êxito. 


Não descreias de tua força interior. 


Não te sintas incapaz, porque tanto estás habilitado a fazer o mal quanto o bem, lembrando que a chama da vela tanto pode estar aquecendo e iluminando, quanto incendiando e destruindo… 


Sobre a ênfase das palavras cativantes, avança além dos lugares-comuns em torno da beneficência, praticando-a com a precisa fidelidade a ti mesmo. 


As Leis do Criador, imutáveis desde o passado sem início até o futuro sem fim, prescrevem o clima do auxílio mútuo por ambiente ideal das almas em qualquer páramo do Universo. Quem beneficia recebe o maior quinhão do benefício. 


Todo supérfluo é retido nos laços do egoísmo ou da ignorância.

 

Reconheçamos que muita gente renasce de novo para passar a limpo a garatuja dos próprios atos. 


Depende de cada um fazer das nuvens de provações, chuvas benfeitoras da vida ou raios destruidores de morte. 


Não basta rogar sem os méritos do trabalho pessoal, porquanto ninguém transforma as mãos implorantes em gazuas para abrir as portas dos celeiros espirituais. 


As lágrimas tanto conseguem exprimir orações quanto blasfêmias. O silêncio na tarefa mais apagada surge sempre muito mais expressivo que o queixume na inutilidade brilhante.


O raciocínio descobre a vizinhança entre a fé e o entendimento e a distância entre a fé e o fanatismo. 


Os homens não são fantoches do destino e sim construtores dele.


Arma-te de confiança e sai de ti mesmo, servindo às vidas em derredor. 


O amor é o coração do Evangelho e o espírito do Espiritismo chama-se caridade. 


André Luiz 

Livro: Opinião espírita Atores Espirituais: Emmanuel / André Luiz 

Médium: Chico Xavier 


Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus. 

YouTube: @mariamaedejesusne 



 

Por: Robérico Silva de Oliveira – Radialista Profissional RPR/BA 3204; Jornalista Profissional MTE/RJ 45005; Teólogo; Gestor em Teologia; Psicanalista Clínico; Pós-graduado em Psicologia Clínica; Bacharel em Administração; Pós-graduado em Ciências Políticas.


O QUE FAZ UM DEPUTADO FEDERAL?


O sistema político do Brasil define como representantes do povo nos Poderes Legislativos nacional e estaduais:


os vereadores, que representam os munícipes das 5.568 cidades do país (excluindo Brasília/DF e o arquipélago de Fernando de Noronha); os deputados estaduais, que atuam nas Assembleias Legislativas dos 26 estados; e os deputados federais, que integram a Câmara dos Deputados.


Atualmente, são 513 deputados federais, com vagas distribuídas entre os estados e o Distrito Federal, conforme definido por lei complementar. A representação varia de 8 a 70 deputados por unidade federativa, de acordo com o tamanho da população.


Como representante do povo, o deputado federal tem duas atribuições principais, estabelecidas na Constituição Federal: legislar e fiscalizar. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)


PRINCIPAIS FUNÇÕES DO DEPUTADO FEDERAL


Os deputados federais, como representantes — ou empregados — dos eleitores contribuintes, devem: Propor e votar leis que beneficiem o povo, os municípios, os estados e a federação em geral; Propor alterações na Constituição Federal (Propostas de Emenda à Constituição – PECs); Apresentar proposições que visem à melhoria da qualidade de vida da população;

Fiscalizar o Poder Executivo Federal, cobrando resultados e acompanhando a aplicação dos recursos públicos; Abrir investigações por meio de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) ou Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito (CPMIs); Em casos extremos, conduzir processos de impeachment.


MANDATO E LOCAL DE TRABALHO


Os deputados federais são eleitos para mandato de quatro anos. A quantidade de deputados por estado é proporcional à população: quanto maior a população, maior será o número de representantes.


Os parlamentares podem se reeleger quantas vezes desejarem, desde que obtenham o apoio da vontade popular.


Após eleitos, o local de trabalho do deputado federal é a Câmara dos Deputados, situada em Brasília, Distrito Federal.


CRITÉRIOS NECESSÁRIOS PARA SE ELEGER DEPUTADO FEDERAL


Antes de se candidatar ao cargo, o cidadão precisa cumprir os seguintes pré-requisitos legais: Possuir nacionalidade brasileira; Estar em pleno exercício dos direitos políticos, ou seja: ter atingido a maioridade; ser eleitor; estar em dia com as obrigações militares (no caso dos homens); em caso de condenação criminal transitada em julgado, ter cumprido integralmente a pena; Ter domicílio eleitoral no estado em que pretende concorrer; Estar filiado a um partido político e ter sido escolhido em convenção partidária; Estar alistado junto à Justiça Eleitoral; Ter idade mínima de 21 anos, a serem completados até a data oficial da posse.


REFLLEXÃO AO ELEITOR


Nas eleições deste ano, cujo primeiro turno será em 04 de outubro e o segundo turno em 25 de outubro, caso seja necessário, procure se lembrar em qual deputado federal você votou nas eleições passadas, assim como seu grupo político e partido.


Faça um levantamento sobre a atuação desse parlamentar na Câmara dos Deputados para ter a certeza de que ele realmente o representou bem.


Isso faz parte do sagrado compromisso da cidadania: reconduzir ao cargo quem cumpriu bem sua missão ou anular o contrato político daquele que não foi um servidor público confiável.


Afinal, é assim que age qualquer empregador. Se o funcionário é produtivo, entrega resultados e contribui para o crescimento da empresa, ele permanece. Mas, se não atende sequer às expectativas mínimas, fatalmente ouvirá a frase: “Você está demitido.”


Pense nisso e diga ao seu deputado federal que não foi produtivo nem coerente:


“VOCÊ ESTÁ DEMITIDO!”



 
  • 28 de fev.

RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE


No Brasil, nos dias de hoje, apesar dos nossos antepassados indígenas, africanos, europeus e asiáticos, constituindo-se na maior miscigenação do mundo, ainda é notória a hipocrisia do preconceito racial... Imaginem há 89 anos!...


      Francisco de Meneses Pimentel, um dos políticos mais conceituados, inteligentes e respeitados do Ceará no início do século XX, foi deputado estadual e federal, senador da república, vice-governador, governador, professor, advogado e acadêmico... Contudo, Meneses Pimentel era baixinho, atarracado e não era branco.


     O ditador Getúlio Vargas, em 1937, não teve dúvida em nomear o competentíssimo Menezes Pimentel para o cargo de Interventor Federal do Ceará. Indiscutivelmente, tratava-se da melhor nomeação de Getúlio na época. Mas, os tradicionalistas cearenses não viam a coisa do mesmo jeito. Enxergavam um gravíssimo defeito em Menezes Pimentel: não era branco!... Por conta disso, não faltaram rumores no Palácio dos Catetes, residência do Presidente da República, no Rio de Janeiro, de um complô para matar o Interventor do Ceará. Preocupado, Getúlio Vargas determinou a Menezes Pimentel que andasse sempre com segurança pessoal. Mesmo assim, os rumores de um provável atentado à vida do interventor cearense continuaram pelos corredores do Palácio.     

   

     Ao montar sua equipe de trabalho − talvez para agradar aos brancos remanescentes do regime Imperial, tidos   como “sangue azul” − Menezes Pimentel nomeou, para Chefe da Casa Civil, um luso brasileiro radicado no Ceará, de muita desenvoltura no desempenho das funções burocráticas, cujo raciocínio era predominantemente lusitano. O homem não pronunciava copo d´água (para ele copo podia ser de qualquer coisa, menos d´água) Ele solicitava copo com água, ou seja, tudo rigorosamente ao pé da letra. Gíria nem pensar! 


     A notícia que todos temiam chegou ao Rio de Janeiro como uma bomba. O Interventor do Ceará havia levado vários tiros de armas de grossos calibres. No Palácio dos Catetes foi aquele corre-corre. A comoção logo tomou conta de todos, principalmente do Presidente Getúlio Vargas, que se reuniu imediatamente com o mais alto escalão do seu governo para tomarem as imediatas providências. Primeiro precisavam da oficialidade da cruel notícia − na época, as comunicações telefônicas interestaduais no Brasil praticamente não existiam − e, de imediato, o Chefe da Casa Civil da Presidência da República enviou um cabograma via Western Telegraph para Fortaleza com os seguintes dizeres:


     ─ “INFORME URGENTE SE INTERVENTOR MENEZES PIMENTEL FOI ALVEJADO!”  

     O português, Chefe da Casa Civil do Ceará, desconhecendo a polissemia da palavra alvejar e, com uma pontinha de preconceito racial, não pensou duas vezes e respondeu nestes termos: 


     ─ “INTERVENTOR MENEZES PIMENTEL NÃO FOI ALVEJADO!... CONTINUA PRETO!”


     FDP!!!



(Menezes Pimentel ficou Interventor Federal do Ceará de 1937 até 1945)





















 
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