- 4 de ago.

JUNCAL
Tão lindinho ou nem tanto,
Grande ou pequeno,
Cavo ou plano,
Com odor ou sem:
o prestigiado chulé.
Com ele caminhamos.
Vamos daqui até ali,
Vamos dali até aqui,
Em pisadas pronadas, neutras ou supinadas.
Assim seguimos…
E quase alcançamos o infinito,
Uma questão de vontade e desejo.
Por onde passa, o pé deixa rastros,
Para não se perder
Ou para ser seguido,
Em perseguição… ou não.
Mas o pé
Também pisa sorrateiramente,
Deixando marcas,
Apertando, esmagando…
Em passadas contínuas.
Não é nada bão,
Mas tem quem goste,
Aceite, curta e conviva.
Questão de prioridade,
De ataque ou de defesa.
Assim até a uva é pisada,
E tem um motivo para isso.
O resultado é o vinho,( bons tempos )
Como tudo começou,
Seco ou suave!
O pé esmaga pequenos bichinhos,
Plantinhas, florzinhas,
Outro pé…
Mas, as vezes sem querer,
Outras, querendo.
O pé também nos protege dos maus.
Ele chuta e faz goooool!
Mas, às vezes,
Também dá um pé na bunda,
Merecidamente… ou não.
Tudo acontece em seu devido momento,
Cada passo tem suas razões,
Seus motivos,
Muitas séries de combinações, sistematicamente
Quase sempre inevitáveis.
Há também a unha encravada…
E como dói!
Precisa de cuidados,
Ser aparada e pintada,
Em busca de um alívio passageiro.
Há o pé torto
E o pé certinho.
Há pés para todas as ocasiões:
De tamanco, sandália, sapato,
Bota ou mesmo descalços,
Sabotando hoje a antiga galocha!
Afinal, o pé tem carisma e charme.
Quando somos pequenos,
Chega facilmente à boca.
Com o passar dos anos,
Incha, esfria, esquenta…
E nos lembra, silenciosamente,
Que o tempo também caminha.







- 3 de ago.

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.” (Tiago 4:11)
Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na esfera das conversações leais. A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a energia serena em afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande cuidado no que concerne aos comentários posteriores.
A maledicência espera a sinceridade para turvar-lhe as águas e inutilizar-lhe esforços justos. O mal não merece a coroa das observações sérias. Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe a esfera de ação.
Por isso mesmo, o conselho de Tiago reveste-se de santificada sabedoria.
Quando surja o problema de solução difícil, entre um e outro aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionando-o à claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a distância um do outro, para comentários maliciosos da situação, agravando a dor das feridas abertas.
“Falar mal”, na legítima significação, será render homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus para ser crítico de suas obras.
Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates.
Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice, mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de grandes desventuras íntimas.
REFLETINDO A MENSAGEM:
A maledicência quase sempre nasce de um julgamento precipitado e se alimenta daquilo que desconhecemos sobre o coração do outro.
Quando escolhemos comentar as falhas alheias, desviamos o olhar da própria reforma íntima, que é o verdadeiro convite do Evangelho. Jesus nos ensina que a caridade também se expressa pelas palavras: falar para consolar, orientar e edificar.
Antes de emitir uma crítica, vale perguntar a nós mesmos se aquilo que diremos levará paz, esperança e crescimento.
Quem aprende a vigiar a própria língua transforma o silêncio em prece e a palavra em instrumento de amor, fortalecendo a si mesmo e semeando fraternidade por onde passa.
Livro: Fonte Viva (Coleção Fonte Viva)
Autor Espiritual: Emmanuel Médium:
Chico Xavier
Capítulo 151:
Maledicência Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus
Instagram e YouTube: @mariamaedejesusne
Rua Joana Angélica, 123 Centro - Brumado - Bahia
Se desejar ajudar às nossas obras sociais recebemos doações no endereço acima ou através da chave Pix CNPJ: 59.245.502/0001-25







Por: Robérico Silva de Oliveira
Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico, Pós-graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração, Pós-graduado em Ciências Políticas, Radialista Profissional RPR/BA 3204, Jornalista MTE/RJ 45005.
Uma abordagem psicológica, psicanalítica, pedagógica e bíblica para a formação de filhos emocionalmente saudáveis.
Introdução
Diversos estudos em Psicologia do Desenvolvimento demonstram que uma relação familiar pautada no respeito, no afeto e na disciplina equilibrada favorece a formação de adultos emocionalmente seguros, socialmente responsáveis e psicologicamente saudáveis.
Na parte I desse artigo apresentamos cinco (5) dicas de como os filhos devem lidar com os pais diuturnamente respeitando suas orientações e limites impostos por eles - sabedores de que os pais estão exercendo autoridade para melhor formação moral, social, e, no geral, preparando-os para os enfrentamentos que suas respectivas vidas vão passar.
Sob essa perspectiva, este artigo apresenta mais cinco (5) orientações
pedagógicas fundamentadas na Psicologia, na Psicanálise, na Educação e nos princípios bíblicos, visando fortalecer os vínculos familiares.

Fortalecendo os Vínculos Familiares e a Convivência
6. O tempo de qualidade fortalece os vínculos familiars - Pesquisas na área da Psicologia Familiar demonstram que famílias que compartilham refeições, conversas e atividades apresentam menores índices de conflitos.
Convide seus pais para caminhar.
Converse.
Faça uma refeição juntos.
Desligue o celular por alguns minutos.
Esses pequenos gestos fortalecem vínculos afetivos que permanecerão por toda a vida.
7. Gratidão melhora a saúde emocional - A Neuropsicologia demonstra que sentimentos de gratidão reduzem sintomas de ansiedade, fortalecem relações interpessoais e aumentam o bem-estar subjetivo.
Dizer:
"Obrigado por tudo."
"Eu amo vocês."
pode representar um dos maiores presentes emocionais que um pai ou uma mãe receberão durante toda a vida.
8. Valorize os sacrifícios realizados pelos seus pais - Educar um filho exige investimentos financeiros, emocionais e físicos.
Muitos pais abrem mão dos próprios sonhos para garantir estudo, alimentação, saúde e oportunidades aos filhos. Reconhecer esses esforços fortalece valores como humildade, responsabilidade e empatia.
9. Suas escolhas também afetam seus pais - Quando um filho se envolve com violência, drogas ou criminalidade, toda a família sofre. Na Psicanálise, compreende-se que o comportamento humano repercute em todo o sistema familiar. Filhos emocionalmente responsáveis procuram fazer escolhas conscientes porque compreendem que seus atos possuem consequências para todos.
10. O diálogo sempre será melhor que o confront - Conflitos fazem parte de qualquer relacionamento. Entretanto, agressividade nunca constrói soluções duradouras. Segundo Augusto Cury, pessoas emocionalmente inteligentes
aprendem a administrar pensamentos antes de reagir impulsivamente.
Respirar, ouvir, dialogar e pedir perdão constituem atitudes que preservam relacionamentos e fortalecem a convivência familiar.
Considerações Finais
A família permanece sendo a primeira escola da vida. É nela que os filhos aprendem valores como respeito, responsabilidade, empatia e solidariedade. A Psicologia, a Psicanálise e a Educação convergem ao reconhecer que vínculos familiares saudáveis favorecem o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Da mesma forma, a tradição bíblica reforça que honrar pai e mãe representa um princípio que promove convivência harmoniosa e crescimento pessoal.
Respeitar os pais não significa ausência de opiniões ou conflitos, mas reconhecer sua dignidade, dialogar com maturidade e cultivar atitudes que fortaleçam o amor e a cooperação. Filhos que aprendem a respeitar em casa tendem a construir relações mais equilibradas na escola, no trabalho e na sociedade, tornando-se adultos mais conscientes, responsáveis e emocionalmente saudáveis.
Referências
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Atualizada. Êxodo 20:12; Efésios 6:1–3; Colossenses 3:20.
CURY, Augusto. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante.
FREUD, Sigmund. O Ego e o Id. Obras Completas.
PIAGET, Jean. O Juízo Moral na Criança. São Paulo: Summus.
VYGOTSKY, Lev S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes.
WALLON, Henri. A Evolução Psicológica da Criança. São Paulo: Martins Fontes.
WINNICOTT, Donald W. Tudo Começa em Casa. São Paulo: Martins Fontes.


























