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  • 31 de dez. de 2025

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


Eu considero a educação do país 

Como um arco sem flecha, 

Que aponta sempre um caminho 

Mas o alvo que é bom, não acerta. 

  

Eu considero o eleitor do país 

Como um cão sem dono. 

No período eleitoral é só bajulação 

Depois, volta para o abandono. 

  

Eu considero a saúde do país 

Como uma ONG de caridade, 

Que para ter direito a atendimento 

Tem que ter uma doação de boa vontade. 

  

Eu considero a justiça do país 

Como um prego sem ponta, 

Que é tão cego para madeira 

Como para político que apronta. 

  

Eu considero a corrupção do país 

Como uma religião inconsequente, 

Que o perdão é como uma "delação premiada" 

Quando o político se faz de inocente. 

  

Eu considero a segurança do nosso país 

Como qualquer história surreal, 

Aqui, tira-se a vida por um celular, 

E o delinquente? Apoia-se no código penal. 

  

Eu considero o povo do meu país 

O representante fiel das contradições, 

Aqueles que fazem protestos contra os corruptos, 

São os mesmos que os elegem nas próximas eleições. 



 

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


A Lei (a Constituição) diz que a lesão ou o risco de lesão não ficarão de fora da apreciação do Judiciário e se assim o for, Alexandre de Moraes - na condição de afetado por uma lei estrangeira, deveria ter contratado um Advogado, lhe outorgado procuração para que este tratasse diretamente do assunto com os representantes do Banco Central.  

  

Banco que é uma instituição pública e não um feudo, diga-se.  

  

A própria mulher do Alexandre de Moraes, na condição de Advogada atuando em causa própria, poderia ter agido neste sentido. 

  

Mas... 

  

Quando Alexandre de Moraes - se prevalecendo do uso do cargo e da pública função, se reúne com representantes do Banco Central para tratar de questões pessoais que diretamente o atingem, cometeu sim o crime de Advocacia Administrativa previsto no Art. 321 do Código Penal Brasileiro e, se no Estado Democrático de Direito ninguém está acima das boas leis da República, ele tem que responder pelos seus atos. 

  

E ainda que não tenha conversado com os representantes do Banco Central sobre a liquidação ou venda de um banco com o qual sua mulher (a Advogada Viviane Barce) que tem um contrato de cento e vinte e nove milhões de reais, só pelo fato de ter tratado com os dirigentes do Banco Central sobre os efeitos da aplicação da Lei Magnitsky sobre si e também sobre membros da sua família, isso já caracteriza sim o cometimento do crime de Advocacia Administrativa.  

  

Além do cometimento do crime de ato ou gesto obsceno (Art. 233, do Código Penal) durante uma partida de futebol, agora é ele mesmo - a pretexto de se defender, quem vem a público declarar que se utilizou do cargo e da função para o patrocínio dos próprios interesses e dos interesses da sua esposa frente ao Banco Central.  

  

É a confissão do crime de Advocacia Administrativa, previsto no Art. 321, do Código Penal.  

  

Aos que ainda defendem esse bandido togado, porque ele se dispôs a condenar inocentes e a promover uma série de barbaridades em nome de uma tal "democracia relativa", pergunto se será preciso que ele mate seus filhos, que estupre suas mulheres e filhas e que dê "ordens" à Polícia Federal para nada investigar ou "nada fazer" porque ele (Alexandre de Moraes) tudo pode, para que deixem de defender o indefensável? 

  

Acontece que desde há muito, direitos fundamentais da pessoa humana, garantias processuais e disposições legais vem sendo continuamente violadas e desrespeitadas em um país que se diz Estado Democrático de Direito. Algo que se realmente o foi em algum momento, já faz tempo que deixou de ser. 

  

Alexandre de Moraes tudo pode? 

  

Não! 

  

Não pode! 

  

E a resposta à sua tirania está na tradução da frase latina que inaugura o texto. 

  

A LEI É DURA, MAS É A LEI  



 

Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


CONVITE AO MOVIMENTO E À RENOVAÇÃO  


Por Iyá Verônica de Oxóssi, para o nosso Axé 


Antes de abrirmos os caminhos para o que o futuro nos reserva, é importante ressaltar que estas palavras são fruto de uma interpretação espiritual e não representam uma verdade absoluta. Compartilho esta visão como um norte para quem busca luz, respeitando o livre-arbítrio e o sentir de cada coração. 


O ano de 2026 apresenta-se como um tempo de força e intensidade, regido pelo vigor de Ogum, pela precisão de Oxóssi e pela força transformadora de Oyá. Sob as bênçãos de uma Lua Crescente e a energia de expansão característica da quinta-feira, seremos convidados ao crescimento. É um ciclo que promete prosperidade material e espiritual, mas que traz consigo um alerta essencial: a espiritualidade nos avisa, através das cartas do Caixão e da Foice, que alguns ciclos precisam ser encerrados sem hesitação. Para que o novo ocupe seu devido lugar no trabalho, no amor e na vida pessoal, é preciso ter a coragem de deixar o passado para trás e abraçar as novas oportunidades que batem à porta. 


Nesta jornada, as cores branco, azul, marrom, verde, rosa e vermelho serão nossas aliadas vibracionais, harmonizando-se com a energia de pedras poderosas como a água-marinha, o quartzo rosa, o diamante, a esmeralda e a pirita. Sentiremos também a presença sábia de Oxalufã e Oxaguiã, que trazem o equilíbrio necessário para as decisões, mas nos fazem um apelo carinhoso quanto ao autocuidado. É fundamental olhar com atenção para a saúde, especialmente para a região abdominal e para a cabeça. Em um mundo cada vez mais acelerado, a ansiedade e a depressão podem se fazer presentes, tornando a preservação da saúde mental o nosso maior escudo. 


Ogum, o senhor da tecnologia e das estradas, nos mostra que a modernidade e a inovação estão a nosso favor, enquanto Oxóssi nos recorda que a fartura exige prontidão. Ele avisa que será um período excelente para investimentos e transformações, desde que não fiquemos parados esperando que a vida se resolva por si só. Já Oyá nos sopra a certeza de que, embora a luta seja inerente à vitória, as negatividades finalmente encontrarão uma solução. Se a sua intuição apontar um caminho, insista nele, pois a voz do espírito será o seu guia mais fiel. 


Para manter o corpo limpo e a alma vibrante, o auxílio das ervas será precioso. Banhos preparados com macassá, elevante, são-gonçalinho, para-raio, erva-prata, funcho, alecrim, sálvia, vence-tudo, eucalipto ou saião servirão como o bálsamo necessário para renovar as energias. Este será um ano de colheita: equilibrado para quem se dedica, mas de cobranças para quem se entrega à estagnação. Afinal, quem conta com a espada de Ogum para abrir caminhos, o vento de Iansã para espalhar o mal e o mar de Iemanjá para lavar a alma, não tem motivos para temer qualquer obstáculo. 


Em última análise, o recado para 2026 é o movimento. Não há espaço para a acomodação ou para a espera passiva por milagres. É tempo de agir, trabalhar com a luz e confiar na proteção da espiritualidade. Com a força de Ogum as batalhas são vencidas, com os raios de Iansã o brilho se faz presente e nas águas de Iemanjá a renovação acontece. Que 2026 seja um ano abençoado, repleto de axé, progresso e paz profunda para todos nós. 

Patacori Ogum! Eparrey Oyá! Odoyá Iemanjá! 



 
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