
Por: VANÚBIA SANTOS Administradora, Coach. Especialista em Desenvolvimento Humano Organizacional. Administradora da CC&DHO.
INTRODUÇÃO
Conviver com a fibromialgia e o lúpus é enfrentar diariamente dores, limitações e desafios que, muitas vezes, são invisíveis aos olhos das outras pessoas. São condições que exigem força física, equilíbrio emocional e, sobretudo, uma profunda conexão espiritual para continuar seguindo em frente.
Permanecer de pé diante de tantas adversidades é um verdadeiro ato de fé e autoestima. Quando me refiro à fé, falo da fé sobrenatural, aquela que vem do alto, que nos sustenta nos momentos de fraqueza e nos fortalece quando acreditamos não ter mais forças. É permitir que Deus haja continuamente em nossa vida, confiando que é Ele quem nos mantém firmes, mesmo nos dias mais difíceis.
COMPREENDENDO O LÚPS E A FIBROMIALGIA
Embora muitas vezes sejam confundidas, a fibromialgia e o lúpus possuem características diferentes.
O lúpus é uma doença autoimune crônica, na qual o sistema imunológico passa a atacar os próprios tecidos do organismo, podendo comprometer diversos órgãos e sistemas, como a pele, as articulações, os rins, o coração e os pulmões.
A fibromialgia, por sua vez, é uma síndrome caracterizada por dores musculoesqueléticas generalizadas, fadiga intensa, alterações do sono, dificuldade de concentração, sensibilidade aumentada à dor e impactos significativos na saúde emocional. Diferentemente do lúpus, a fibromialgia não provoca inflamações nem lesões nos órgãos.
Apesar das diferenças, ambas podem coexistir e trazer consequências importantes para a qualidade de vida da pessoa.
Apesar de ser doenças crônicas, essas doenças não são infectocontagiosas nem transmissíveis.
A FÉ COMO INSTRUMENTO DE FORTALECIMENTO
A fé não elimina a doença, mas transforma a maneira como enfrentamos as dificuldades. Ela nos ajuda a encontrar sentido nas lutas diárias, renovando a esperança e fortalecendo a nossa capacidade de superação.
Confiar em Deus não significa ignorar a dor, mas acreditar que, mesmo em meio às limitações, existe um propósito maior e uma força capaz de nos sustentar.
A fé sobrenatural nos ensina a viver um dia de cada vez, sem antecipar sofrimentos e sem perder a esperança de dias melhores.
A IMPORTÂNCIA DA AUTOESTIMA
Além da fé, é fundamental desenvolver a autoestima de dentro para fora. Muitas vezes, as limitações impostas pela doença podem gerar sentimentos de incapacidade, tristeza e frustração.
Entretanto, é preciso compreender que a doença não define a nossa identidade. Somos muito maiores do que os nossos diagnósticos.
Cuidar da autoestima significa acolher as próprias fragilidades, respeitar os limites do corpo, valorizar cada pequena conquista e reconhecer que pedir ajuda também é um gesto de coragem.
COMO VIVER DIANTE DE TANTAS LIMITAÇÕES
Viver com lúpus e fibromialgia exige adaptações constantes. Alguns cuidados são essenciais para preservar a qualidade de vida:
✓ Respeitar os limites do próprio corpo;
✓ Manter acompanhamento médico regular;
✓ Seguir corretamente os tratamentos prescritos;
✓ Praticar atividades físicas adequadas e orientadas;
✓ Priorizar o descanso e a qualidade do sono;
✓ Alimentar-se de forma equilibrada;
✓ Cuidar da saúde emocional;
✓ Buscar apoio familiar, social e espiritual;
✓ Exercitar diariamente a fé e a gratidão.
Nem todos os dias serão fáceis. Haverá momentos de dor, cansaço e desânimo. Contudo, também existirão dias de esperança, aprendizado e superação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conviver com a fibromialgia e o lúpus é um exercício diário de resiliência. É aprender a transformar a dor em força, a fragilidade em coragem e as limitações em oportunidades de crescimento interior.
Continuar de pé, apesar de todas as dificuldades, não é apenas um ato de resistência, mas uma demonstração de amor pela vida. É a prova de que a fé, a autoestima e a confiança em Deus podem nos sustentar mesmo nos momentos mais difíceis.
É POSSÍVEL MANTER UMA BOA QUALIDADE DE VIDA MESMO SOFRENDO DE LÚPUS E FIBROMIALGIA
Viver com essas doenças não significa desistir dos sonhos, mas aprender a construí-los de uma nova maneira, respeitando o próprio tempo e valorizando cada conquista.
Porque, quando permitimos que Deus conduza os nossos passos, descobrimos que, mesmo diante das maiores adversidades, é possível seguir em frente com dignidade, esperança e a certeza de que nunca estamos sozinhos.








Por CARLOS AROUCK
FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
O jogo virou. O caso que durante anos foi explorado no debate político para atingir adversários do governo agora atinge diretamente o núcleo do poder em Brasília.
A nona fase da Operação Compliance Zero colocou no centro das investigações o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado e um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados ao parlamentar e investiga a suposta existência de um esquema de favorecimento ao Banco Master em troca de benefícios financeiros e patrimoniais.
Segundo os investigadores, foram apreendidos 55 mil dólares e 33 mil euros em endereços relacionados ao senador. A apuração também envolve um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador, repasses de aproximadamente R$ 3,5 milhões para empresa ligada à família de Wagner e a utilização de aeronaves particulares.
De acordo com a investigação, os benefícios teriam sido concedidos em troca da atuação do senador na defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional, incluindo propostas legislativas que ficaram conhecidas como “Emenda Master”.
O aspecto mais significativo do caso é sua mudança de eixo político. Durante a campanha eleitoral e nos embates que se seguiram, o Banco Master foi frequentemente associado por setores da esquerda ao senador Flávio Bolsonaro, numa narrativa que ficou conhecida como “BolsoMaster”. O objetivo era apresentar o banco e seus negócios como um problema ligado ao campo político adversário.
Agora, com a investigação alcançando o líder do governo no Senado e figuras próximas ao Palácio do Planalto, a narrativa sofreu uma inversão. O que antes era apresentado como um problema da oposição passou a produzir desgaste dentro da própria base governista. Nas redes sociais e no debate político, o termo “PT Master” começou a substituir “BolsoMaster”, refletindo a percepção de que o centro de gravidade do escândalo se deslocou para o entorno do governo Lula.
O caso ganhou contornos ainda mais controversos quando Jaques Wagner revelou ter recebido uma ligação do presidente Lula logo após a operação. Em vez de determinar o afastamento cautelar diante das suspeitas sob investigação, o presidente manifestou solidariedade e reafirmou sua confiança no senador, mantendo-o na liderança do governo no Senado. A postura gerou críticas por transmitir uma mensagem de complacência em um momento que exigiria rigor institucional. Afinal, diante de possíveis indícios de corrupção, o afastamento temporário do investigado costuma ser visto como medida necessária para assegurar a lisura das apurações e preservar a credibilidade da administração pública.
A decisão transforma um problema que poderia ser tratado como uma questão individual em um desafio político para o Palácio do Planalto. Ao manter seu principal líder no Senado, Lula vincula politicamente o governo ao desenrolar das investigações e assume o ônus de defender um aliado sob investigação.
O escândalo amplia ainda os questionamentos sobre a relação entre integrantes do governo e personagens centrais do caso. As investigações já revelaram encontros, contatos e interesses comuns entre figuras próximas ao poder e representantes do Banco Master, aumentando a pressão por explicações públicas.
Mais do que uma operação policial, a Compliance Zero tornou-se um teste político para o PT. O partido que durante anos construiu discursos de ataque contra escândalos envolvendo adversários agora se vê diante de uma investigação que alcança um dos nomes mais importantes de sua estrutura de poder.
Se antes a expressão “BolsoMaster” dominava o debate, a nova fase da investigação produz uma realidade política diferente. O foco deixou de estar na oposição e passou a recair sobre integrantes do governo. O escândalo saiu da periferia da disputa eleitoral e chegou ao coração do poder. Em termos políticos, o “BolsoMaster” deu lugar ao “PT Master”, e as consequências dessa mudança ainda estão longe de serem totalmente conhecidas.







- 23 de jun.

Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
É 24 DE JUNHO
Dia de São João. Dia do amalá. Dia de Xangô.
Dia em que o fogo das fogueiras encontra o fogo do coração.
Para muitos, é dia de festa. Para mim, é dia de memória, gratidão e amor.

Meu pai era um homem de Xangô, Ogã de Xangô. Meu babalorixá, que me iniciou e me ensinou os primeiros passos na fé, também era um homem de Xangô. E a única filha que eu pari é uma mulher de Xangô.
Quando penso nesta data, penso neles. Penso em suas palavras, em seus ensinamentos, em sua força e em seu amor.
O cheiro do dendê, o amalá sendo preparado com cuidado, os atabaques ecoando, as velas acesas e as fogueiras iluminando a noite me lembram que existem presenças que nunca se vão. Elas vivem dentro de nós, em cada oração, em cada gesto de fé e em cada lembrança que o tempo não apaga.
No dia 24 de junho, meu coração se veste de branco, vermelho e saudade.
Saudade dos homens de Xangô que ajudaram a construir quem sou.
Que o Rei do Fogo e da Justiça abençoe nossos caminhos, fortaleça nossa palavra, sustente nossa dignidade e nos ensine a viver com coragem, honra e equilíbrio.
Que o amalá seja partilha. Que a fogueira seja luz. Que a fé seja abrigo.
E que os trovões de Xangô despertem em nós a força necessária para vencer cada batalha da vida.
Kaô Kabiesilé!
Salve São João! Salve o povo do dendê! Salve Xangô, Rei de Ọ̀yó, Senhor da Justiça e do Fogo!
Esta próxima quarta-feira será diferente.
É 24 de junho.
Dia de São João.
Dia do amalá.
Dia de Xangô.
Dia em que o fogo das fogueiras encontra o fogo do coração.
Para muitos, é dia de festa. Para mim, é dia de memória, gratidão e amor.
Meu pai era um homem de Xangô, Ogã de Xangô. Meu babalorixá, que me iniciou e me ensinou os primeiros passos na fé, também era um homem de Xangô. E a única filha que eu pari é uma mulher de Xangô.
Quando penso nesta data, penso neles. Penso em suas palavras, em seus ensinamentos, em sua força e em seu amor.
O cheiro do dendê, o amalá sendo preparado com cuidado, os atabaques ecoando, as velas acesas e as fogueiras iluminando a noite me lembram que existem presenças que nunca se vão. Elas vivem dentro de nós, em cada oração, em cada gesto de fé e em cada lembrança que o tempo não apaga.
No dia 24 de junho, meu coração se veste de branco, vermelho e saudade.
Saudade dos homens de Xangô que ajudaram a construir quem sou.
Se quiser fazer um ebo simples para Xangô, faça com fé e respeito: um prato de amalá, uma vela vermelha e branca, um copo de água e, diante da fogueira, uma oração sincera.
Reza:
Kaô Kabiesilé, meu pai Xangô,
abre meus caminhos, firma meus passos,
afasta a injustiça, ilumina minha palavra
e me ensina a agir com verdade, coragem e equilíbrio.
Que o Rei do Fogo e da Justiça abençoe nossos caminhos, fortaleça nossa palavra, sustente nossa dignidade e nos ensine a viver com coragem, honra e equilíbrio.
Que o amalá seja partilha.
Que a fogueira seja luz.
Que a fé seja abrigo.
E que os trovões de Xangô despertem em nós a força necessária para vencer cada batalha da vida.
Kaô Kabiesilé!
Salve São João!
Salve o povo do dendê!
Salve Xangô, Rei de Ọ̀yó, Senhor da Justiça e do Fogo!

























