- 16 de jul.

“Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições do Cristo.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO, capítulo 4, versículo 13.)
É inegável que em vosso aprendizado terrestre atravessareis dias de inverno ríspido, em que será indispensável recorrer às provisões armazenadas no íntimo, nas colheitas dos dias de equilíbrio e abundância.
Contemplareis o mundo, na desilusão de amigos muito amados, como templo em ruínas, sob os embates de tormenta cruel.
As esperanças feneceram distantes, os sonhos permanecem pisados pelos ingratos. Os afeiçoados desapareceram, uns pela indiferença, outros porque preferiram a integração no quadro dos interesses fugitivos do plano material.
Quando surgir um dia assim em vossos horizontes, compelindo-vos à inquietação e à amargura, certo não vos será proibido chorar. Entretanto, é necessário não esquecerdes a divina companhia do Senhor Jesus.
Supondes, acaso, que o Mestre dos Mestres habita uma esfera inacessível ao pensamento dos homens? julgais, porventura, não receba o Salvador ingratidões e apodos, por parte das criaturas humanas, diariamente? Antes de conhecermos o alheio mal que nos aflige, Ele conhecia o nosso e sofria pelos nossos erros.
Não olvidemos, portanto, que, nas aflições, é imprescindível tomar-lhe a sublime companhia e prosseguir avante com a sua serenidade e seu bom ânimo.
Do livro: Caminho, verdade e vida
Chico Xavier / Emmanuel






- 16 de jul.

Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Certa vez um discípulo
Perguntou ao seu mestre:
_ Mestre porque temos que diminuir
Nosso ritmo de vida com o passar do tempo?
E o mestre respondeu:
_ vou lhe dar um exemplo
Usando um burro como referência.
Certo dia um trabalhador rural
Comprou um burro novo
Para os afazeres da sua roça.
E ele gastava 60kg de milho
Toda semana com o burro.
E o animal, todos os dias,
Levava 500kg de mercadorias na carroça,
Quatro vezes por dia,
E muitas vezes ao som do chicote.
Com o passar de alguns anos,
O dono do burro percebeu
Que o animal não se alimentava como antes.
A sua porção diária caiu para 80%.
Mesmo assim, o seu dono
Continuou com a mesma rotina:
Ou seja, 500kg de peso para o burro puxar,
Quatro vezes por dia.
Mais alguns anos se passaram,
E sua porção diária caiu radicalmente;
Dessa vez para 50%.
Entretanto, o seu dono continuou
Com a mesma rotina de sempre.
Porém, dessa vez o burro não aguentou e morreu
Carregando o mesmo peso de quando era mais novo.
Moral da história:
Quando insistimos em fazer coisas
Que a nossa idade não permite,
Sofremos todas as consequências
Porque nosso corpo e organismo não suportam.
O milho representa o que comemos
E bebemos durante toda nossa existência.
E com o passar do tempo,
Somos obrigados a diminuir os excessos.
O peso dos 500kg é tudo aquilo que suportamos carregar
Conforme nossa capacidade física e mental.
O dono do chicote é a nossa própria ignorância,
Por muitas vezes queremos fazer algo
Que não podemos ou não suportamos
Principalmente para agradar aos outros.
E, por fim, o “burro”:
Simplesmente o “burro” é todo aquele
Que insiste a desafiar as leis do tempo
E os limites do corpo.







- 15 de jul.

"Que, sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus". - Paulo (Filipenses, 2:6).
Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o Divino Poder. Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita.
A guerra e o seu século pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres espirituais que lhes são consequentes constituem-lhe as obras.
Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas... Sempre, o Pai Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas... Doloroso quadro...
Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos homens, a bênção providencial ao céu e a rebeldia terrestre... Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações.
O coração do discípulo fiel ao Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa.
E que guarde, sobretudo, a serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e ironia de todos.
REFLETINDO A MENSAGEM:
Emmanuel nos convida a compreender que a verdadeira grandeza está em aprender a viver em sintonia com a vontade de Deus. Grande parte dos sofrimentos humanos nasce do orgulho e da ilusão de que podemos conduzir a vida apenas segundo nossos interesses, esquecendo-nos das leis divinas.
Jesus é o exemplo perfeito dessa obediência justa. Embora possuísse toda a autoridade moral, jamais buscou poder ou reconhecimento. Pelo contrário, viveu na humildade, no serviço e no amor, permanecendo fiel ao Pai até o sacrifício na cruz.
Essa mensagem nos solicita substituir a rebeldia pela confiança, o egoísmo pela caridade e a vaidade pela humildade. Quando aceitamos os desafios da vida com fé e perseverança, compreendendo que cada prova pode ser uma oportunidade de crescimento espiritual, encontramos a verdadeira paz. A obediência a Deus não nos diminui; ela nos liberta e nos aproxima da felicidade que Jesus veio ensinar.
Livro: Segue-me
Autor Espiritual: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Capítulo: Obediência Justa
Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus
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