- 4 de jun.

Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Todos nós nos sentimos importantes
Quando somos presença no dia a dia.
A situação começa a entristecer
Quando passamos a ser uma fotografia.
Vivemos buscando no passado
Lembranças que nos trazem alegria.
E sem perceber o tempo passar,
Passamos a ser uma fotografia.
O tempo castiga muitos corpos
Com a mente ainda sadia.
Os olhos manifestam saudosismo
No que retrata uma fotografia.
A vida procura explicar
Com a voz da sabedoria.
Quem vive preso no passado
Iguala-se a uma fotografia.
Sempre expressamos comparações
Para vivermos de fantasia.
Assim, fugimos da realidade;
Porém, nunca de uma fotografia.
O passado retrata o que fomos
O presente? O que somos sem ironia.
Não encontraremos no futuro,
O que ficou em uma fotografia.









CARLA MUNIZ, Administradora, Tecnica em Segurança do Trabalho, Especialista em Eng. de Segurança, Pós Perícia Trabalhista
A atualização da NR-1 trouxe uma mudança importante para as empresas brasileiras: a inclusão dos fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Com isso, a saúde mental passa a ser tratada como um tema estratégico dentro da Segurança e Saúde no Trabalho (SST), exigindo identificação, avaliação e controle dos fatores que possam causar adoecimento psicológico aos trabalhadores.
Os riscos psicossociais estão relacionados à forma como o trabalho é organizado, gerenciado e executado. Entre os principais exemplos estão:
* Sobrecarga de trabalho;
* Metas excessivas ou inalcançáveis;
* Jornadas extensas;
* Assédio moral ou sexual;
* Falta de apoio da liderança;
* Conflitos interpessoais;
* Falhas na comunicação organizacional;
* Falta de reconhecimento profissional;
* Insegurança no emprego;
* Baixa autonomia para execução das atividades.
Do ponto de vista de uma engenheira de segurança do trabalho, essa atualização representa uma evolução significativa na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Afinal, ambientes que geram estresse crônico, ansiedade e esgotamento mental também aumentam a probabilidade de erros operacionais, acidentes e afastamentos.
A atuação da empresa não deve se limitar à aplicação de questionários. É fundamental identificar as causas dos problemas, registrar os riscos no inventário, elaborar planos de ação e monitorar continuamente a eficácia das medidas implementadas.
Mais do que uma exigência legal, a gestão dos riscos psicossociais é uma oportunidade para construir ambientes de trabalho mais saudáveis, produtivos e humanizados. Empresas que investem na saúde mental de seus colaboradores fortalecem sua cultura organizacional, reduzem o absenteísmo e promovem maior engajamento das equipes.
A segurança do trabalho do futuro não cuida apenas do corpo. Ela protege também a mente, reconhecendo que trabalhadores saudáveis produzem mais, trabalham com mais segurança e contribuem para organizações mais sustentáveis.
Empresária Carla Muniz
Ceo da Muniz Consultoria
Ceo da Muniz Medicina do Trabalho
“Promover saúde e segurança é cuidar das pessoas em sua totalidade.”









Por: VANÚBIA SANTOS - Administradora, Coach, Especialista em Desenvolvimento Humano Organizacional, diretora Administrativa da CC&DHO – Consultoria Contábil & Desenvolvimento humano Organizacional.
Vivemos em uma sociedade marcada pela velocidade das informações, pela necessidade constante de resultados e pela busca incessante por reconhecimento. Em meio a esse cenário, o silêncio muitas vezes é visto como ausência de ação ou falta de participação. No entanto, o silêncio possui um poder transformador capaz de influenciar positivamente pessoas, organizações e projetos de vida.
Ao refletirmos sobre o silêncio, percebemos o quanto é desafiador viver em um mundo onde frequentemente prevalecem interesses individuais, disputas de poder e atitudes que nem sempre são guiadas pela ética, pelo respeito e pela justiça. Muitas vezes, observamos situações de injustiça dentro das organizações, nas famílias, nas igrejas e em diversos ambientes sociais. São momentos que provocam indignação e despertam questionamentos sobre os valores que orientam nossas relações humanas.
Nesse contexto, o silêncio não representa omissão, mas uma oportunidade de reflexão. Quando silenciamos, passamos a observar mais atentamente, a ouvir com maior sensibilidade e a compreender situações que, em meio ao excesso de palavras, poderiam passar despercebidas.
O silêncio nos ensina a desenvolver a inteligência emocional, a controlar impulsos e a agir com mais sabedoria diante dos desafios.
Nas organizações, o silêncio reflexivo pode ser uma poderosa ferramenta de gestão. Grandes líderes compreendem que ouvir é tão importante quanto falar. Antes de tomar decisões, eles analisam cenários, escutam suas equipes e refletem sobre os impactos de suas ações.
Essa postura favorece a construção de ambientes mais saudáveis, produtivos e alinhados com princípios éticos.
É também no silêncio que nascem os sonhos. Quando nos afastamos do barulho das opiniões externas e das distrações do cotidiano, conseguimos enxergar com mais clareza nossos objetivos e propósitos. O silêncio permite que a criatividade floresça, que novas ideias sejam desenvolvidas e que projetos sejam estruturados com maior consistência.
Para aqueles que cultivam a fé, existe ainda uma dimensão mais profunda do silêncio: o encontro com Deus. É nesse momento de intimidade espiritual que encontramos direção, força e discernimento.
No silêncio entre o ser humano e Deus, aprendemos a planejar com prudência, organizar com responsabilidade, gerenciar com sabedoria e implantar modelos administrativos mais modernos, eficazes e humanizados.
Muitas das maiores realizações da vida não surgem em meio ao tumulto, mas nos momentos de recolhimento e reflexão.
O silêncio fortalece a mente, acalma o coração e amplia nossa capacidade de enxergar oportunidades onde antes víamos apenas obstáculos. Ele nos ajuda a compreender que nem toda batalha precisa ser travada com palavras e que, muitas vezes, a verdadeira transformação começa dentro de nós.
Assim, o silêncio não deve ser entendido como vazio, mas como um espaço de construção. É nele que desenvolvemos maturidade, fortalecemos nossos valores, alinhamos nossos sonhos aos nossos propósitos e encontramos a inspiração necessária para transformar ideias em realizações.
Em um mundo cada vez mais barulhento, aprender a valorizar o silêncio pode ser um dos maiores caminhos para o crescimento pessoal, espiritual e profissional. Afinal, é no silêncio que ouvimos nossa consciência, compreendemos melhor os outros e permitimos que Deus conduza nossos passos rumo a uma vida mais equilibrada, justa e cheia de realizações.



























