
CARLA MUNIZ - Especialista em Segurança e Saúde no Trabalho - Muniz Consultoria - Soluções em Segurança do Trabalho e Gestão Ocupacional
Em um cenário corporativo cada vez mais competitivo, investir em Segurança e Saúde no Trabalho (SST) deixou de ser apenas uma obrigação legal para se tornar um diferencial estratégico. Empresas que priorizam a prevenção de acidentes, promovem a saúde ocupacional e cumprem rigorosamente as Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) protegem seus colaboradores, fortalecem sua reputação e aumentam sua produtividade.
A prevenção é o melhor investimento
Todo acidente de trabalho pode gerar impactos significativos para o trabalhador, sua família e a empresa. Além das consequências humanas, existem custos relacionados a afastamentos, indenizações, perda de produtividade, multas e danos à imagem da organização.
A prevenção deve estar presente em todas as etapas das atividades laborais, por meio da identificação dos perigos, avaliação dos riscos e implementação de medidas eficazes de controle. Uma cultura preventiva depende do comprometimento da alta gestão e da participação ativa de todos os colaboradores.
Saúde ocupacional: qualidade de vida no ambiente de trabalho
A saúde ocupacional vai além da prevenção de acidentes. Seu objetivo é preservar o bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores, proporcionando ambientes seguros, saudáveis e ergonomicamente adequados.
Programas como o PCMSO, avaliações periódicas, ações de promoção da saúde, campanhas educativas e o acompanhamento médico são fundamentais para reduzir doenças ocupacionais, melhorar a qualidade de vida e aumentar o desempenho das equipes.
Além disso, as recentes atualizações das Normas Regulamentadoras reforçam a necessidade de atenção aos riscos psicossociais, reconhecendo que fatores como estresse excessivo, assédio, sobrecarga de trabalho e ambientes organizacionais inadequados também podem comprometer a saúde dos trabalhadores.
A importância das Normas Regulamentadoras
As Normas Regulamentadoras (NRs), publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, estabelecem os requisitos mínimos para garantir condições seguras e saudáveis nos ambientes laborais.
Entre as principais normas destacam-se:
* NR-01 – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR);
* NR-05 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPA);
* NR-06 – Equipamentos de Proteção Individual (EPI);
* NR-07 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO);
* NR-09 – Avaliação e controle das exposições ocupacionais;
* NR-17 – Ergonomia;
*NR-35 – Trabalho em Altura, entre outras normas específicas conforme a atividade da empresa.
O cumprimento dessas normas demonstra responsabilidade legal, reduz passivos trabalhistas e contribui para um ambiente de trabalho mais seguro.
O papel da liderança
Os gestores possuem papel essencial na construção de uma cultura de segurança. São eles que influenciam comportamentos, garantem recursos para treinamentos, incentivam o uso correto dos EPIs e promovem o cumprimento dos procedimentos operacionais.
Quando a liderança atua pelo exemplo, os colaboradores compreendem que a segurança é um valor permanente e não apenas uma exigência documental.
Treinamento e conscientização
Nenhum sistema de gestão de segurança é eficaz sem capacitação contínua. Os treinamentos previstos nas Normas Regulamentadoras desenvolvem competências técnicas, aumentam a percepção de riscos e fortalecem a responsabilidade individual e coletiva.
Diálogos Diários de Segurança (DDS), simulados de emergência, campanhas de prevenção e reciclagens periódicas são ferramentas indispensáveis para manter a cultura prevencionista viva dentro da organização.
Benefícios para empresas e colaboradores
Empresas que investem em Segurança e Saúde no Trabalho obtêm diversos benefícios, como:
* Redução de acidentes e afastamentos;
* Maior produtividade e engajamento das equipes;
* Diminuição de custos com indenizações e passivos trabalhistas;
* Cumprimento da legislação vigente;
* Fortalecimento da imagem institucional;
* Melhoria do clima organizacional;
* Valorização do capital humano.
Conclusão
A prevenção de acidentes, a promoção da saúde ocupacional e o cumprimento das Normas Regulamentadoras representam um compromisso permanente com a vida. Mais do que atender às exigências legais, investir em Segurança e Saúde no Trabalho significa construir organizações mais eficientes, humanas e sustentáveis.
A verdadeira excelência empresarial começa quando cada colaborador retorna para casa em segurança ao final de sua jornada. Promover essa realidade é responsabilidade de todos e deve fazer parte da cultura organizacional de qualquer empresa comprometida com o futuro.







- 7 de jul.

Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
Prepare seu espírito e seu corpo para receber o Axé (força e energia vital) dessas folhas sagradas.
VOCÊ VAI PRECISAR

● 3 litros de água mineral ou filtrada;
● 3 folhas de louro (vitória e abertura de caminhos);
● 1 punhado de manjericão fresco (fartura, alegria e prosperidade);
● 1 punhado de alecrim fresco (força vital, proteção e coragem);
● 5 folhas de laranjeira (doçura, sorte e prosperidade).
Passo a passo do ritual
1. Aqueça a água Coloque os três litros de água em uma panela de ágata e leve ao fogo. Enquanto a água aquece, concentre-se na sua intenção. Visualize seus desejos de prosperidade já realizados, sentindo a emoção da vitória e da abundância.
2. Infusão sagrada Assim que a água começar a levantar fervura, desligue o fogo imediatamente. Acrescente as folhas: o louro para abrir caminhos, o manjericão para atrair fartura, o alecrim para fortalecer sua energia vital e a laranjeira para trazer sorte e doçura.
3. Consagração Misture as ervas com uma colher de pau ou com a própria mão, sempre no sentido horário, mentalizando prosperidade, crescimento e abundância. Cubra parcialmente o recipiente e deixe descansar por, no mínimo, 15 minutos, permitindo que o Axé das folhas seja liberado na água.
4. Banho de higiene Tome seu banho normalmente, limpando o corpo físico e preparando sua aura para receber o banho ritualístico.
5. Irradiação da prosperidade Com o corpo limpo e a água em temperatura agradável, despeje a infusão da cabeça aos pés, lentamente. Louro, manjericão, alecrim e laranjeira são ervas de energia elevada e podem tocar o Ori, fortalecendo seus pensamentos, abrindo caminhos e atraindo prosperidade.
6. Absorção Não utilize toalha. Permita que o corpo seque naturalmente para que o Axé das ervas seja plenamente absorvido pelo seu campo energético.
7. Dispensa Recolha os resíduos das folhas e devolva-os à natureza, em um jardim, vaso ou gramado, ou descarte-os no lixo orgânico. Agradeça às ervas e às forças espirituais pelas bênçãos, oportunidades e prosperidade que se manifestarão.
DICA DE PODER
Para potencializar esse ritual, realize o banho em uma quinta-feira. Esse é o dia regido por Júpiter, planeta associado à expansão, prosperidade, crescimento e sabedoria. Sua influência fortalece a energia das ervas e favorece a abertura de caminhos.
Que o Axé dessas folhas fortaleça seu Ori, abra seus caminhos e atraia prosperidade, fartura e grandes realizações para sua jornada







Por SIMONE SALLES
JORNALISTA, MESTRE EM COMUNICAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICA
A IDEIA É ATENDER BEM IDOSOS QUE BUSCAM COMPANHIA, AUTONOMIA E SEGURANÇA
O Brasil está envelhecendo rapidamente. Dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o país possui 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,6% da população brasileira. Já os brasileiros com 65 anos ou mais somam 22,2 milhões, representando 10,9% da população, um crescimento de 57,4% em apenas 12 anos em relação ao censo de 2010. As projeções oficiais indicam que o envelhecimento continuará acelerado nas próximas décadas, o que impulsiona uma série de serviços voltados ao conforto dos idosos.
Esse novo perfil da população também cria novas necessidades. Muitos são independentes, dirigem, praticam atividades físicas, frequentam igrejas, fazem compras, viajam e utilizam serviços de saúde regularmente. O que eles procuram nem sempre é um cuidador em tempo integral, mas alguém de confiança para acompanhá-los em tarefas específicas do dia a dia.
É nesse contexto que cresce o serviço conhecido como "filhos ou netos de aluguel", uma modalidade de acompanhamento personalizada voltada principalmente para idosos ativos que valorizam sua autonomia, mas reconhecem que algumas situações exigem apoio. Nem todos de idade avançada podem contar com a família sempre que precisam. Ter alternativas significa ter menos limites ao que desejam realizar no momento.
Ao contrário do que muitos imaginam, um motorista de aplicativo ou um táxi resolve apenas parte da necessidade. Em diversas ocasiões, o idoso precisa de alguém que o acompanhe durante toda a atividade, por se sentir inseguro ao descer do carro, especialmente em cidades grandes e movimentadas.
Um exemplo comum é uma consulta médica ou odontológica. Não basta apenas levá-lo e deixá-lo na porta do prédio do consultório. Muitas vezes é importante que alguém espere durante o atendimento, ajude com documentos, acompanhe orientações médicas e garanta um retorno tranquilo para casa.
O mesmo acontece em compromissos cotidianos, como ir ao cabeleireiro, fazer pequenas compras em supermercados ou farmácias, passear em um shopping ou participar de atividades religiosas. O diferencial do acompanhante é oferecer presença, auxílio quando necessário e garantir que o idoso chegue em seu lar com segurança ao final do passeio.
Outro serviço cada vez mais solicitado envolve a consultoria de tecnologia. O número de idosos conectados cresce ano após ano, mas muitos ainda enfrentam dificuldades para utilizar todas as funções do celular. Aprender a fazer uma chamada de vídeo, mandar mensagens, utilizar aplicativos de bancos com segurança, acessar serviços públicos digitais, pedir um transporte por aplicativo, organizar fotos, usar redes sociais ou identificar possíveis golpes virtuais são demandas frequentes. Em muitos casos, o que o idoso precisa não é de um técnico em informática, mas de alguém paciente, que o ensine passo a passo e respeite seu ritmo de aprendizagem.
Especialistas em envelhecimento apontam que manter a autonomia é um dos fatores mais importantes para a qualidade de vida na terceira idade. Por isso, muitos idosos rejeitam a ideia de ter um cuidador dentro de casa durante todo o dia quando ainda conseguem realizar suas atividades sozinhos. Além da questão financeira, existe um aspecto emocional importante: preservar sua privacidade. Muitos desejam apenas apoio pontual, sem abrir mão da independência e da rotina construída ao longo da vida.
Cresce a oferta de manicure, pedicure, podologia e cabeleireiro em domicílio, além de entrega de refeições prontas e balanceadas, fisioterapia, personal trainer para a terceira idade, pequenos reparos residenciais, lavanderia, limpeza, passeadores de pets. Esse movimento faz parte da chamada economia da longevidade, segmento que já movimenta cerca de R$1,6 trilhão por ano no Brasil, segundo levantamento do Sebrae. A entidade destaca que o aumento da população com mais de 60 anos vem estimulando a criação de novos negócios voltados à qualidade de vida, praticidade e bem-estar desse público, que busca soluções personalizadas para manter a independência e continuar ativo por mais tempo.
Dona Maria, 86 anos, moradora do Rio de Janeiro, explica que já teve cuidadoras, mas que enquanto estiver lúcida prefere recorrer a essas pessoas voltadas para serviços específicos da terceira idade. “Antes eu ficava o dia todo com a cuidadora, tinha até uma campainha que eu tocava se precisasse de algo e nem saía da cama. Parecia cômodo, agora vejo que estava me deixando mais deprimida e desanimada para fazer as coisas que antes eu gostava, como preparar meu cafezinho”.
As reclamações mais comuns de idosos que contam com cuidadores em tempo integral aparecem com frequência em pesquisas sobre envelhecimento, em relatos de profissionais da área de geriatria e em estudos sobre cuidado domiciliar. Nem todos compartilham essas percepções, mas algumas queixas recorrentes são:
- Falta de privacidade: muitos sentem desconforto por ter uma pessoa dentro de casa durante todo o dia;
- Perda de autonomia: reclamam que o cuidador faz tarefas que eles ainda conseguem realizar sozinhos, gerando sensação de dependência desnecessária;
- Sensação de vigilância constante: alguns idosos dizem sentir que estão sendo observados o tempo todo, o que pode limitar sua liberdade e criatividade;
- Mudança na rotina da casa: a presença permanente de um profissional altera hábitos, horários e até a dinâmica familiar;
- Falta de afinidade pessoal: mesmo quando o cuidador é competente, pode não haver sintonia de personalidade, interesses ou forma de comunicação;
- Pouca flexibilidade: cuidadores contratados para funções específicas nem sempre realizam certas atividades além das previstas no contrato;
- Rotatividade de profissionais: trocas frequentes dificultam a criação de vínculo e confiança;
- Custo elevado: o atendimento 24 horas geralmente exige mais de um profissional em escalas, tornando-se uma modalidade de alto custo para muitas famílias;
- Falta de companhia além do cuidado: alguns idosos relatam que por terem cuidador deixam de procurar outros idosos para conversas, lazer e atividades de convivência.
Casos de abuso de confiança envolvendo cuidadores também aparecem ocasionalmente no noticiário policial, e alertam sobre a importância de verificar referências, antecedentes e a idoneidade de qualquer profissional contratado para atuar junto a pessoas idosas. Em 2024, a Polícia Civil de São Paulo desarticulou um esquema em que um falso cuidador dopava idosos para roubar suas residências. Esses episódios são exceções e não devem ser usados para generalizar sobre a profissão, que é exercida de forma ética pela grande maioria dos profissionais.
O serviço de "filhos ou netos de aluguel" surge como uma alternativa intermediária entre a total independência e o cuidado permanente. O acompanhante pode ser acionado apenas quando necessário, quando o parente ou amigo mais próximo não estiver disponível, seja para consultas médicas, idas à academia, igreja, compras ou simplesmente para oferecer companhia em um momento específico.
O desafio é oferecer atendimento humanizado, respeitando a autonomia de quem envelhece e proporcionar segurança, acolhimento e qualidade de vida sem substituir a independência que tantos desejam preservar.


























