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“Porque a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus.” — Paulo. (HEBREUS, capítulo 6, versículo 7.)  

  

Os discípulos do Cristo encontrarão sempre grandes lições, em contacto com o livro da Natureza.  

  

O convertido de Damasco refere-se aqui à terra proveitosa que produz abundantemente, embebendo-se da chuva que cai, incessante, na sua superfície, representando o vaso predileto de recepção das bênçãos de Deus. 

  

Transportemos o símbolo ao país dos corações. Somente aqueles espíritos, atentos aos benefícios espirituais, que chovem diariamente do céu, são suscetíveis de produzir as utilidades do serviço divino, guardando as bênçãos do Senhor.  

  

Não que o Pai estabeleça prerrogativas injustificáveis. Sua proteção misericordiosa estende-se a todos, indistintamente, mas nem todos a recebem, isto é, inúmeras criaturas se fecham no egoísmo e na vaidade, envolvendo o coração em sombras densas.  

  

Deus dá em todo tempo, mas nem sempre os filhos recebem, de pronto, as dádivas paternais. Apenas os corações que se abrem à luz espiritual, que se deixam embeber pelo orvalho divino, correspondem ao ideal do Lavrador Celeste.  

  

O Altíssimo é o Senhor do Universo, sumo dispensador de bênçãos a todas as criaturas. No planeta terreno, Jesus é o Sublime Cultivador. O coração humano é a terra.  

  

Cumpre-nos, portanto, compreender que não se lavra o solo sem retificá-lo ou sem feri-lo e que somente a terra tratada produzirá erva proveitosa, alimentando e beneficiando na Casa de Deus, atendendo, destarte, a esperança do horticultor. 

 

Do livro: Caminho, verdade e vida 

Chico Xavier / Emmanuel 


 


 
  • 22 de jan.

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


Meus pensamentos  

É um eterno vazio, 

Minhas palavras  

perdem-se na imensidão. 

Meus olhos? 

Estão ficando sem brilho, 

E uma grande dor 

Tomou conta do meu coração. 

Minha confiança 

Já perdeu a força, 

Minhas explicações  

Não convencem mais. 

Minhas qualidades  

Já não arrancam suspiros, 

Minhas reações  

Não transmitem paz. 

Meus sentimentos  

Não são valorizados, 

Meus encantos  

Ficaram no passado. 

Meu romantismo  

É pura timidez, 

E a minha vida 

É um eterno desabafo. 



 

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


A soberba, toda a arrogância e o escancarado deboche para com um homem velho, doente e preso cobram seu preço. O impagável preço da imoralidade de quem aplaude as maldades de um tirano! 

  

Não duvidem da sentença que preconiza: "os iguais se reconhecem" (...) 

  

Sim, os iguais se reconhecem! 

  

Afinal, ausência de empatia e a subserviência aos maus e tiranos são sim traços inerentes aos psicopatas e psicopatas não devem, jamais, exercerem funções públicas e tampouco serem investidos de toda a nobreza que se reveste a Advocacia.  

  

Tiranos devem ser impedidos e alijados do exercício do múnus público! 

  

Vou enviar esse texto ao Reitor da USP, ao Coordenador Acadêmico da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e ao Ministro Alexandre de Moraes. 


Sugiro que façam o mesmo. Basta procurar os endereços eletrônicos (e-mails) nos sites da USP e do STF. 

 

Segue o verdadeiro, profundo e brilhante texto escrito por mais um indignado cidadão com um mínimo de decência e de vergonha na cara. 


A FORMATURA DA VERGONHA MORAL 


O episódio ocorrido na formatura do curso de Direito da Universidade de São Paulo deveria ser estudado no futuro, não como exemplo de excelência acadêmica, mas como marco da degradação ética da universidade pública brasileira. 


O ministro Alexandre de Moraes, investido de um dos cargos mais elevados da República, optou por transformar uma solenidade acadêmica em palco de vaidade pessoal, sarcasmo e deboche. Debochou de um réu que ele próprio condenou. Ironizou uma decisão que ele mesmo proferiu. Riu, e fez rir, da desgraça humana de um homem idoso, doente, sob custódia do Estado. Isso não é autoridade. Isso é soberba. 


Não se tratou de uma aula, nem de um discurso institucional. Foi um espetáculo grotesco de autocomplacência, no qual o poder se aplaude a si mesmo, sem qualquer freio moral, sem empatia, sem humanidade. Quando um juiz ri do jurisdicionado, o Direito já morreu. O que resta é força nua, travestida de toga. 


Mas nada, absolutamente nada, foi tão revelador quanto os aplausos. O entusiasmo juvenil. As gargalhadas. Ali ficou claro que a universidade deixou de formar juristas e passou a fabricar militantes de toga, adoradores do poder, prontos a aplaudir qualquer abuso desde que venha do lado “certo”. 


Aplausos à humilhação não são neutros. São escolhas morais. Quem aplaude o escárnio hoje, amanhã o praticará no balcão do fórum, na sala de audiência, no gabinete refrigerado. Quem aprende a rir da dor alheia aprende, com igual facilidade, a ignorá-la. 


O mais estarrecedor é perceber que aqueles jovens, que em tese estudam Constituição, dignidade da pessoa humana e devido processo legal, vibraram não com ideias, mas com a desumanização. Vibraram não com o Direito, mas com o poder exercido sem limites. 


A universidade, que deveria ser espaço de pensamento crítico, converteu-se em linha de montagem ideológica. Não se ensina a pensar, ensina-se a repetir. Não se ensina a duvidar, ensina-se a aplaudir. Forma-se não o jurista, mas o executor obediente do arbítrio. 


E então a pergunta deixa de ser retórica e passa a ser assustadora: que tipo de juízes, promotores, delegados e advogados estão sendo gestados nesse ambiente moralmente falido? Que tipo de Justiça pode surgir de uma geração que confunde crueldade com virtude e ironia com inteligência? 


O que se viu naquela formatura não foi apenas uma vergonha acadêmica. Foi um alerta. Um aviso claro de que, quando o poder passa a rir da própria brutalidade e a juventude o aplaude, o Estado de Direito já está em coma. E a toga, nesse cenário, deixa de ser símbolo de Justiça para se tornar fantasia de carnaval autoritário.⁹ 


                 F I M  

Amarilio Tadeu Freesz de Almeida* 

Procurador de Justiça aposentado do MPDFT, advogado e professor de Direito 



 
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