31 PONTOS QUE PODEM CONTRIBUIR PARA DEFINIR UMA ELEIÇÃO – PARTE III (última)

ROBÉRICO SILVA DE OLIVEIRA
Teólogo • Gestor em Teologia • Psicanalista Clínico/Psicoterapeuta • Pós-graduado em Psicologia Clínica e Ciências Políticas • Bacharel em Administração • Radialista Profissional RPR/BA 3204 • Jornalista MTE/RJ 45005.
Orientação didática para candidatos e equipes de campanha
Ideia central: Campanha eleitoral é disputa de atenção, confiança, significado e relacionamento. Mídia amplia a mensagem; contato, coerência e presença transformam comunicação em vinculo político.
4. CONFRONTO, CRÍTICA E CONTRASTE RESPONSÁVEL
31.25. Evite ataques pessoais e acusações sem comprovação. Críticas devem ser baseadas em fatos verificáveis e formuladas com responsabilidade.
31.26. Quando houver necessidade de confronto, mantenha serenidade. Gritos, palavrões e agressividade tendem a deslocar o foco do conteúdo para o comportamento do candidato.
31.27. A determinação é importante, mas deve aparecer como consistência, preparo e capacidade de execução — não como obstinação cega.
31.28. Currículo, sozinho, não ganha eleição. A experiência precisa ser convertida em proposta, credibilidade, comunicação e capacidade de mobilização.
31.29. Simplifique a disputa sem empobrecê-la: mostre com clareza quais escolhas estão em jogo, quais problemas serão enfrentados e qual projeto você representa.
5. ESTRATÉGIA ELEITORAL E SEGUNDO TURNO
31.30. O eleitor também faz cálculos pragmáticos. Pesquisas, percepção de competitividade e possibilidade de vitória podem influenciar o voto útil, inclusive antes do segundo turno.
31.31. No primeiro turno, evite destruir pontes com todas as candidaturas. A política é dinâmica e alianças, convergências e apoios podem ser decisivos em uma etapa posterior.
Aplicação prática - antes de cada ação de campanha:
PERGUNTA-CHAVE | RESULTADO PRETENDIDO | CRITÉRIO DE VERIFICAÇÃO |
O que o eleitor deve compreender? | Transmitir uma mensagem simples e memorável. | Clareza da mensagem |
Que valor queremos comunicar? | Reforçar a identidade e criar vínculo com o eleitor. | Coerência com o posicionamento |
Qual problema concreto queremos enfrentar? | Demonstrar relevância social e conexão com as prioridades da população. | Pertinência do problema |
Que ação concreta comprova o discurso? | Sustentar a mensagem com ações e resultados verificáveis. | Evidências concretas
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Nota de responsabilidade:
Estratégia não substitui conformidade jurídica. As orientações deste material são didáticas e devem ser aplicadas em conjunto com a legislação eleitoral, as resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral, as regras partidárias e a orientação jurídica da campanha. Em especial, a propaganda eleitoral deve observar as regras sobre conteúdo digital, impulsionamento, desinformação, inteligência artificial, identificação de propaganda e proteção de dados.
“Campanha forte é aquela em que posicionamento, mensagem, presença e comportamento dizem a mesma coisa.”
Fundamentos teóricos e referências:
• BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
• KOTLER, Philip; KOTLER, Neil. Political Marketing: Generating Effective Candidates, Campaigns, and Causes. In: NEWMAN, Bruce I. (org.). Handbook of Political Marketing. Thousand Oaks: Sage, 1999.
• McLUHAN, Marshall. Understanding Media: The Extensions of Man. New York: McGraw-Hill, 1964.
• PANKE, Luciana. Campanhas eleitorais para mulheres: desafios e tendências. Curitiba: UFPR, 2016.
• WOLTON, Dominique. Pensar a comunicação. Brasília: Editora UnB, 2004.
• BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.610, de 18 de dezembro de 2019, com alterações posteriores, especialmente as normas aplicáveis às Eleições 2026.
• BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Eleições 2026: normas e documentação oficial. Consulta realizada em 30 ago. 2026.











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