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A MÃO


JUNCAL


A mão é uma máquina.

 

Ela abre e fecha,

(devagar ou não).

 

Movimenta os dedos,

segura a rosa

(com carinho ou não)

para ofertar.

 

Movimenta-se em um sinal de adeus,

mas também faz carinho, consola ...

Em busca de outra mão

Talvez a gêmea (a cara metade)

 

Ela tampa o rosto,

numa crise de choro,

como apoio ou não

 

Ela segura outra mão,

dando força,

sentido e direção,

que, às vezes, chegam ao coração.

 

A mão apoia,

dá sinais,

até fala.

 

E ela, bem cuidada,

vai longe.

 

Como o amor prevê,

ela me serve

e a ti também.

 

Faz mágica e até estripulias.

A mão é magnífica.

 

Não existe contradição,

nem contraindicação.

 

Uma mão pega o pão

e o divide igualmente,

por razão igualitária.

 

Um aceno com a mão

chama atenção.

Pode consentir ou não;

depende do momento,

do significado misterioso.

 

Formosa mão que tanto apalpa,

tanto o passado quanto o presente,

deixando o futuro para uma próxima vez.

 

Assim vive a mão,

com tamanho esplendor.

 

A mão, em suas fases,

pode impelir e bloquear.

 

Ela pode marcar e desmarcar,

pode salvar e matar.

 

Ela vai pela sua cabeça.



 
 
 

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