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DEIXOU O CARGO, MAS NÃO DEIXOU AS COMODIDADES E MORDOMIAS


POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


Segundo matéria veiculada pela página "Colatina Agora", José Renato Casagrande - Governador do Estado do Espírito Santo licenciado para disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições, teria feito 46 (quarenta e seis) trechos de voos com utilização de aeronave do Estado.

 

Leia a íntegra da publicação.

 

"Renato Casagrande deixou o Governo do Espírito Santo em 2 de abril de 2026 para disputar o Senado. Mesmo assim, uma ação levada ao TRE-ES colocou sob questionamento 23 jornadas, correspondentes a 46 trechos de voo, realizados depois de sua saída do cargo. 

 

Agora, a Justiça Eleitoral quer documentos, ordens de missão, registros de passageiros e informações sobre os custos dessas operações.

 

E as perguntas são inevitáveis:

 

👉 Casagrande realmente utilizou aeronaves do Estado depois de deixar o governo?

👉 Quem autorizou os deslocamentos?

👉 Qual era o interesse público de cada viagem?

👉 Quanto combustível, manutenção, tripulação e estrutura custaram ao contribuinte?

 

Até o momento, não existe decisão, reconhecendo a prática ou possível crime de impropriedade.

 

Porém, a aeronave não é pública e não pertence ao político. Pertence ao Estado e quem paga a conta é o cidadão."

 

A correção que pode aplicar ao final da matéria é que a aeronave (helicóptero) é pública sim! 

 

É um bem público afetado ao serviço público e pertence ao povo capixaba; aos contribuintes que pagaram por ela. 

 

E agora?

 

Além de procedimento junto à Justiça Eleitoral, cabe ainda uma rigorosa apuração na esfera administrativa e criminal para saber - principalmente, quem autorizou e como se deu a autorização para que um candidato a cargo efetivo nas próximas eleições tenha se utilizado de bem público de elevado valor durante período de campanha.  

 

Ainda que já exista procedimento instaurado junto à Justiça Eleitoral, iremos formular nova denúncia ao órgão do Ministério Público Eleitoral no sentido de que as responsabilidades administrativas e criminais sejam devidamente apuradas, além do vies eleitoral, o qual e caso confirmado, apontam sim para o abuso de poder político e econômico em benefício próprio.

 

No caso, do candidato à uma vaga no Senado, José Renato Casagrande.



 
 
 

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