DIFICULDADE EM LIDAR COM O FILHO REBELDE?
- jjuncal10
- 24 de ago. de 2025
- 4 min de leitura

Por: Robérico Silva de Oliveira – Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico, Pós-Graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração, Pós-Graduado em Ciências Políticas.
CONHEÇA CINCO DICAS - PODE SER?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado adolescente todo indivíduo entre 10 e 20 anos incompletos. Já o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), vigente no Brasil, considera adolescente todo indivíduo de 12 a 18 anos. Temos, nas fases características da adolescência, mutação biofísica e consequências psicossomáticas e psicossociais. Quando essas fases são passadas, mas não são vivenciadas e seus conflitos não são sublimados, não sendo resolvidos, começam os problemas de comportamento e, por vezes, o que hoje chamamos de “adolescência retardada”, com adultos agindo e se comportando como adolescentes mesmo que, biologicamente falando, já tenham passado essa fase e estejam prontos e formados. Em outras palavras, já são adultos biologicamente, mas não têm maturidade para o serem, por terem deixado lá trás traumas e feridas abertas, sem se curar, sublimar. Atualmente um adolescente retardado pode chegar à faixa etária de 30 anos para mais. (Fonte: Revista Casa D’Itália, Juiz de Fora, Ano 3, n. 29, 2022).
Sociologicamente a adolescência dar-se-á entre a dependência infantil e a emancipação do jovem adulto num período curto transformando um indivíduo grande em adulto gerando inúmeros conflitos internos em busca do seu espaço, autoidentidade, independência/autonomia, conceitos e desafios.
Segundo a psicanálise, esta fase transitória entre os 12 e 18 anos (e/ou de 10 a 20 cf. OMS) - leva o indivíduo a um mix de sentimentos preocupante: tristeza e insatisfação, revolta, conformismo, inflexibilidade, rebeldia, às vezes muito animado (aparentemente esclarecido), às vezes individualista.
CONHEÇA CINCO DICAS PARA CUIDAR DO FILHO REBELDE - PODE SER?
Seja tolerante – em quaisquer circunstâncias não perca a calma, mantenha a postura de líder do seu filho, mas, tratando-o com respeito sem gritar com ele (ainda que ele esteja nervoso e gritando). Seja firme, olhe nos seus olhos, sempre verificando se está numa postura de não o olhar de cima para baixo e, com voz branda/serena, diga: “entendo você. Não precisa ficar alterado/perder a calma. Lembre-se que está falando com a sua mãe (ou pai). Alguém que deseja o melhor para você hoje e sempre. Agora me diga, o que você espera de mim neste momento”.
Senhores Pais, se lembrem que o melhor meio de conseguir o máximo nas discussões é evitá-las. Pense nisso e evite gritar, disciplinar severamente, mas, sobretudo, ajudar seu filho a atravessar esta fase hiper delicada. Se precisar busque ajuda profissional;
DEFINA ALGUNS LIMITES – o adolescente necessita de regras claras e justas para nortear sua vida de agora assegurando uma travessia suave, de paz e plena compreensão de que papai e mamãe são aliados e jamais inimigos. Desta forma seu filho adolescente terá mais confiança em si mesmo sabedor de que existe apoio moral, amor e carinho suficiente para avançar firme a cada dia. Oriente ele a importância da responsabilidade, cooperação, confiança (não infringir as regras), se tornando merecedor de apoio pleno. Estabeleça no máximo 2 horas de acesso ao celular por dia e os conteúdos a serem acessados; arrumar a cama ao levantar-se, ser organizado colocando roupas sujas no local certo, ir para cama no máximo às 22:00h, levantar no horário que não atrase os compromissos do dia etc.;
COMUNICAÇÃO INCLUSIVA – conquiste a confiança do seu filho para que ele possa se abrir com os senhores Pais. É claro, sem forçar e/ou exigir que o filho fale de seus sentimentos e problemas em geral. A melhor maneira de conquistar o filho para essa atitude é evitando pressioná-lo, castigá-lo, humilhá-lo e desrespeitá-lo. Pratique a liberdade assistida demonstrando que confiam nele até que se prove o contrário;
DÊ EXEMPLO – Evite pegar pesado com um filho ao descobrir que ele está fumando, fazendo uso de drogas lícitas ou ilícitas, se você papai ou mamãe fumam, fazem uso recreativo ou consomem alguma droga. Ah! Como devo reagir? Faça uma abordagem coerente fazendo sua “meia culpa”, mas, deixando claro que reconhece ter sofrido percas/perdas consideráveis por conta disso e tenham a hombridade moral listando algumas dessas percas/perdas. Daí, apele para o bom senso do filho e confie nele em tomar a decisão certa. Todavia, os senhores Pais fiquem atentos para caso não ter funcionado, buscar ajuda profissional para o filho. E em quaisquer outras situações, busque DAR EXEMPLO. Pense nisso. Há! Isso também se aplica no caso de ser evangélico e não seguir o manual de vida eterna a bíblia sagrada; não manter atitudes, comportamentais normais - porque “criança vê, criança faz”. Pense nisso.
QUALIDADE DE VIDA – porventura os senhores Pais têm proporcionado passeios com frequência com o filho? Exemplo: levado a praia, visitações de balneários, parques aquáticos/temáticos, cinema, almoçar em churrascaria/restaurante, ido ao shopping, igreja, visitar parentes e amigos; validado suas boas ações pela dedicação aos estudos, ajudar nas tarefas de casa; apoio moral indo aos eventos promovidos pela escola, tem de fato, acompanhado o dia a dia do filho? Pense nisso e decidam melhorar como PAIS dia a dia.
“Existem muitos jovens vazios porque existem poucos adultos transbordando”. (Pe. Zezinho)










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