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DORES NA COLUNA E HÉRNIA DE DISCO LIDERAM BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA



GABRIELA MATIAS , jornalista, redatora e assessora de imprensa, graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). INSTAGRAM:  @gabrielamatiascomunica https://www.instagram.com/gabrielamatiascomunica/   



O cenário previdenciário brasileiro tem sido marcado pelo aumento de afastamentos por problemas de saúde relacionados à coluna. Dados recentes do Ministério da Previdência Social mostram que dores na coluna e hérnia de disco estão entre as principais causas de concessão do benefício por incapacidade temporária, evidenciando o impacto dessas condições na rotina dos trabalhadores.


O levantamento aponta mais de 3,5 milhões de afastamentos concedidos, com destaque para doenças na coluna, responsáveis por cerca de 205,1 mil benefícios, seguidas pela hérnia de disco, com aproximadamente 172,4 mil concessões. Esses números reforçam a relevância do tema no contexto atual das relações de trabalho e da proteção social.

Foto: Reprodução/Freepik


COMO FUNCIONA O BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA


O benefício por incapacidade temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença, é um direito previdenciário concedido ao trabalhador que, por motivo de doença ou acidente, fica impossibilitado de exercer suas atividades profissionais de forma temporária.


Para ter acesso ao benefício, é necessário cumprir requisitos como a qualidade de segurado, a carência mínima em determinados casos e, principalmente, a comprovação da incapacidade por meio de perícia médica realizada pelo INSS. Além disso, o afastamento deve ser superior a 15 dias, sendo os primeiros dias, em regra, pagos pelo empregador.


Na prática, o benefício funciona como uma proteção financeira durante o período de recuperação, garantindo ao trabalhador uma fonte de renda enquanto está afastado de suas atividades.


POR QUE DOENÇAS NA COLUNA LIDERAM OS AFASTAMENTOS


Os dados da Previdência revelam que doenças musculoesqueléticas, especialmente aquelas que afetam a coluna, continuam sendo uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil.


Essa situação está diretamente ligada às condições de trabalho enfrentadas por muitos profissionais, como esforço físico intenso, postura inadequada, movimentos repetitivos e jornadas prolongadas. Esses fatores contribuem para o desenvolvimento de problemas como lombalgias e hérnias de disco. Essas doenças costumam gerar limitações significativas, impedindo o trabalhador de desempenhar suas funções de forma segura, o que justifica a concessão do benefício por incapacidade temporária.


QUAL O IMPACTO DESSES DADOS PARA O TRABALHADOR


O aumento dos afastamentos por problemas na coluna traz reflexos importantes tanto no âmbito previdenciário quanto trabalhista. Para o trabalhador, o reconhecimento da incapacidade garante acesso ao benefício e possibilita a recuperação sem perda total da renda.


Por outro lado, o crescimento no número de concessões também pode levar a uma análise mais rigorosa por parte do INSS, especialmente nas perícias médicas. Isso exige maior atenção na apresentação de laudos e documentos que comprovem a incapacidade.


Além disso, dependendo da origem da doença, podem surgir outros direitos, como estabilidade no emprego e até o reconhecimento de doença ocupacional, o que pode ampliar a proteção ao trabalhador.


De acordo com o advogado especialista do VLV Advogados Dr. João Valença, “esses dados mostram que muitos afastamentos estão diretamente ligados às condições de trabalho. Quando há essa relação, é possível que o trabalhador tenha direitos adicionais além do benefício previdenciário”.


Esse cenário exige maior organização e controle por parte do INSS, além de reforçar a importância de políticas de prevenção de doenças no ambiente de trabalho. A redução desses afastamentos depende não apenas da atuação do sistema previdenciário, mas também de melhorias nas condições laborais.


Diante disso, compreender como funciona o benefício e quais são os seus desdobramentos se torna essencial para o trabalhador. A análise adequada do caso pode garantir não apenas o acesso ao benefício, mas também a identificação de outros direitos relacionados à situação de saúde.



 
 
 

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