PARÁBOLA DA ROSA E DO MANDACARU

Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Desde que o ser humano foi definido
Como um ser racional,
A divindade lhe deu de presente:
O raciocínio e o livre-arbítrio.
Um, é a faculdade mental da razão;
O outro é uma faculdade humana
Da autodeterminação.
O raciocínio sempre nos serviu
Para discernirmos com clareza
E avaliarmos fatos com critérios,
Para tomarmos a decisão mais correta.
Já o livre-arbítrio
É a faculdade de o ser humano
Fazer suas próprias escolhas.
Vamos analisar da seguinte forma:
Imagine uma estrada bem estreita,
Onde um jardineiro plantou rosas
Dos dois lados da mesma,
E você passa todos os dias por ela,
Admirando tanto a beleza das rosas
Como o seu perfume.
E você só toca os seus espinhos
Se quiser, ou acidentalmente.
Isso significa que o jardineiro
Não plantou as rosas pensando em seus espinhos,
Pois o mesmo já sabia que os espinhos
Passariam despercebidos
Diante da beleza das rosas.
Assim sendo, o jardineiro usou o raciocínio,
Pois as pessoas que por ali passassem
Só iriam se ferir se quisessem ou por acidente.
Imagine agora a mesma estrada estreita,
E outro jardineiro tivesse plantado
Mandacaru dos dois lados dessa estrada.
As pessoas que por ali passassem,
Por mais que fossem admiradoras do mandacaru,
Iriam se ferir gratuitamente,
Pois não poderiam acariciar um mandacaru
Como acariciam uma rosa.
Dessa vez seria o mandacaru
Que passaria despercebido,
Devido aos espinhos chamarem muito mais atenção.
Isso significa que o jardineiro
Usou o seu livre-arbítrio,
Pois ele já sabia das consequências,
E o seu objetivo era um só:
Machucar e ferir outras pessoas.
Isso é mais uma escolha determinada
Que uma atitude raciocinada.
Moral da história:
Quem te oferece um caminho com rosas
Nunca espera que os seus espinhos possam te ferir,
Pois a sua intenção é fazer que a beleza das mesmas
Te proporcione um dia melhor.
Já quem te oferece um caminho com mandacaru
Tem somente uma única intenção:
Te ferir profundamente.











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