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SETEMBRO AMARELO SUICÍDIO: PREVENIR É POSSÍVEL

há 21 horas
3 min de leitura

Por ROBÉRICO SILVA DE OLIVEIRA

Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico/Psicoterapeuta, Pós-graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração, Pós-graduado em Ciências Políticas, Radialista Profissional RPR/BA 3204 e Jornalista MTE/RJ 45005.


FALAR SOBRE SUICÍDIO É FALAR SOBRE VIDA


O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. Criada no Brasil em 2015, a campanha procura mostrar que o sofrimento emocional precisa ser levado a sério e que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.

Embora setembro seja o mês da campanha, a prevenção deve acontecer durante todo o ano. O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio é celebrado em 10 de setembro.


QUAIS FATORES PODEM AUMENTAR O RISCO?


O suicídio não acontece por uma única causa. Geralmente, está relacionado a uma combinação de fatores emocionais, familiares, sociais e pessoais.


Entre os principais fatores de risco estão:


. depressão e outros transtornos mentais;


. ansiedade intensa e sofrimento emocional;


. traumas, abusos e perdas importantes;


. problemas familiares, financeiros ou profissionais;


. isolamento e solidão;


. uso abusivo de álcool e outras drogas;


. doenças crônicas e dores persistentes;


. histórico de tentativa de suicídio;


. exposição anterior ao suicídio;


. discriminação, rejeição e situações de grande estresse.


Ter um desses fatores não significa que a pessoa necessariamente tentará o suicídio, mas indica que ela pode precisar de atenção e apoio.


FIQUE ATENTO AOS SINAIS


Algumas mudanças podem indicar que alguém está passando por uma crise e precisa de ajuda:

. dizer coisas como “não aguento mais”, “não vejo saída” ou “seria melhor se eu não existisse”;


. afastar-se de familiares e amigos;


. perder o interesse por atividades que antes davam prazer;


. apresentar mudanças importantes no sono, comportamento ou humor;


. demonstrar culpa, vergonha ou sensação de ser um peso para os outros;


. apresentar comportamento impulsivo ou autodestrutivo;


. falar constantemente sobre desesperança ou falta de futuro.


Nenhum sinal deve ser ignorado. Se você perceber mudanças preocupantes, aproxime-se, converse e ofereça ajuda.


COMO ABORDAR ALGUÉM EM SOFRIMENTO?


Às vezes, uma conversa pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.


Pergunte. Escute. Acolha. Não julgue.

. Pergunte diretamente como a pessoa está se sentindo.


. Se houver preocupação, pergunte se ela está pensando em suicídio.


. Escute com atenção, sem interromper.


. Evite frases como “isso é bobagem”, “vai passar” ou “você precisa ser forte”.


. Demonstre empatia e deixe claro que ela não está sozinha.


. Incentive a procura de ajuda profissional.


. Se houver risco imediato, não deixe a pessoa sozinha e procure ajuda de emergência.


CUIDE TAMBÉM DA SUA SAÚDE EMOCIONAL


Nos momentos difíceis, algumas atitudes podem ajudar a enfrentar melhor o sofrimento:

. converse com alguém de confiança;


. procure ajuda profissional quando necessário;


. mantenha uma rotina possível;


. pratique atividades físicas;


. utilize técnicas de respiração e relaxamento;


. escreva sobre seus sentimentos;


. procure concentrar-se no presente;


. estabeleça pequenas metas;


. pratique a autocompaixão;


. procure contato com a natureza;


. lembre-se: um momento difícil não define toda a sua vida.


MITO × REALIDADE


MITO: “Somente profissionais podem ajudar alguém que está pensando em suicídio.”


REALIDADE: Profissionais são fundamentais para o tratamento, mas qualquer pessoa pode ajudar ouvindo sem julgar, demonstrando cuidado e incentivando a busca por ajuda especializada.


UMA PALAVRA PODE FAZER A DIFERENÇA


Não ignore o sofrimento de alguém.

. Pergunte como a pessoa está.


. Escute sem julgar.


. Acolha com empatia.


. Incentive a busca por ajuda.


FALAR É UM ATO DE CUIDADO.

PEDIR AJUDA É UM ATO DE CORAGEM.

PREVENIR É UM COMPROMISSO COM A VIDA.


Pense nisso.

Se precisar, consulte os sites abaixo:


CVV Francisca Júlia (Transtornos mentais e dependência química)

Movimento Setembro Amarelo

Ministério da Saúde

Mapa da Saúde Mental (Lista com serviços públicos de saúde mental em todo o Brasil)

Associação Brasileira de Estudos e Prevenção de Suicídios



 
 
 

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