VAE VICTIS! (AI DOS VENCIDOS!)

Por JOSÉ WALTER PIRES
ESCRITO E POETA
Essa histórica expressão latina vem a calhar, após o turbulento processo eleitoral de 2026, na disputa presidencial entre o vetusto presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o neo-postulante Flávio Bolsonaro, senador da república.
Ontem, após consumadas as expectativas favoráveis ao velho presidente, com uma considerável margem de votos à frente do seu concorrente, as festivas comemorações eclodiram pelo país, dando vazão às emoções dos apoiadores do candidato eleito, com um resultado, a priori, contrário às inúmeras pesquisas realizadas. Agora, Inês é morta!
Sobre o resultado resultado, não há mais o que se fazer. E as previsíveis reações que possam advir daí, não passarão do choro dos perdedores, com as alegações ressentidas e arraigadas de argumentos que, por certo, não irão surtir os desejados efeitos.
Diante deste fato, que nada tem de inusitado, pois um dos dois combatente haveria de sair vitorioso e o outro, perdedor, sofrendo o amargor da derrota, recordei-me do episódio histórico, ocorrido em 390 a. C., quando o exército dos famosos gauleses, liderados pelo General Breno, atacou Roma, capturando toda a cidade à exceção do Monte Capitolino. Breno montou cerco contra os monte e, finalmente os romanos pediram para pagar o resgate da cidade. Breno pediu 1.000 libras, correspondente 329 kg de ouro. Premidos pela circunstância, os romanos aceiraram os termos do acordo, devidamente registrado, A Urbe condita libre, desde a fundação da cidade em 753 a. C, mas os gauleses trouxeram os próprios pesos para medidas e as balanças para o fim ensejado. Os romanos reclamaram com Breno, dizendo que os pesos estavam manipulados, favorecendo os gauleses. Breno pegou a sua espada e a lançou em cima dos pesos, exclamando: — Vee, victis! Os romanos tiveram de trazer mais ouro para contrabalançar o peso da espada. Porém, os gauleses foram derrotados antes que o resgate fosse pago.
A metáfora que nos ocorre é a que diante da derrota, as meras lamentações, quando não lastreadas em fatos concretos, não fazem qualquer efeito, passando os perdedores a se sujeitarem às imposições dos vencedores, e ao peso da espada que faz crescer o volume do ambicionado tesouro.
Como consolo: a luta continua!











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