VAMOS FALAR SOBRE O BULLYING:
- jjuncal10
- 6 de jan. de 2021
- 2 min de leitura

DRA. CAMILLA ALVARENGA PEREIRA
PSOCÓLOGA - CRP: 03/13111
Aproveitando o contexto do inicio das aulas, escolhi um tema muito presente nas escolas, venho recebendo essa demanda com frequência em meu consultório.
A palavra Bullying surgiu a partir do inglês “bully” palavra que significa tirano, brigão ou valentão, na tradução para o português. Caracteriza-se pela prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas.
As consequências do Bullying são prejudiciais e podem causar danos emocionais que interferem na vida da criança. Na escola, prejudica o desenvolvimento adequado em sala de aula e na construção do processo de aprendizado eficiente.
Somado a isto, existe um fator agravante em que nem sempre o professor consegue ter a percepção que o bullying acontece. Sendo assim, fica difícil tomar alguma atitude sobre o assunto. O aluno que sofre bullying pode começar a sinalizar algumas mudanças em seu comportamento, como: perda de interesse pelo âmbito escolar associado à recusa em ir para escola, alegar algum sintoma físico como enjoo ou dor de barriga, apresentar o comportamento de isolamento social, baixa-estima, dificuldade no aprendizado e em concentrar-se nos conteúdos expostos.
Segundo Ballone GJ, o comportamento do bullying é uma forma de assédio ou intimidação com forte componente de humilhação. Ele pode ser de dois tipos; direto e indireto. O tipo direto, próprio da agressão masculina, se faz diretamente sobre o agente agredido, sem intermediários, e deve ter as seguintes características:
1. O comportamento é maldoso, agressivo e negativo com objetivo de produzir dolo;
2. Esse tipo de comportamento é repetitivo;
3. Esse tipo de comportamento ocorre em desequilíbrio de poder, com vantagem do agente agressor em comparação ao agente agredido.
O tipo indireto desse assédio escolar é a forma mais comum de bullying do sexo feminino. Geralmente a conseqüência é forçar a vítima a se sentir diminuída e ao isolamento social, obtido por meio de várias técnicas. Isso inclui:
1. Espalhar comentários (fofocas);
2. Recusar acolher ou socializar com a vítima;
3. Intimidar outras pessoas que possam acolher a vítima;
4. Ridicularizar a vítima através de vários meios (internet e outros), e sobre diversos aspectos pessoais (incluindo etnia, religião, situação sócio-econômica, aspecto físico, incapacidades, etc.).
É de suma importância que os cuidadores e responsáveis pela criança tenham uma atenção maior, a crianças que apresentem comportamento de isolamento, tristeza, baixa estima e baixo desempenho escolar. É importante buscar acompanhamento psicoterápico, caso precise de ajuda procure um profissional adequado.
Leia mais em:
Ballone GJ - Bullying - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, abril de 2011.
Camilla Alvarenga Pereira
Psicoterapueta Cognitivo Comportamental
Crp0313111





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