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  • há 16 minutos

RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE


(Este texto deu nome ao meu segundo livro)


          Ele se chamava Zé Caveira. Morava na Rua da Estrela Nº 1, em São Luís do Maranhão. Sobrevivia fazendo e vendendo papagaios (pipas). A bem da verdade, ninguém por lá fazia esse tipo de brinquedo melhor do que ele.


          Todavia empinar pipas em São Luís se faz, preferencialmente, nos meses de julho, agosto e setembro – período de férias, estiagem e ventos favoráveis – e o dinheiro ganho nesses três meses nem sempre era suficiente para esse pipeiro ludovicenses sustentar a família durante o restante do ano. O certo é que Zé Caveira, a mulher e quatro filhos viviam numa pindaíba de fazer dó.


          Diante da miséria, Zé Caveira, esperançoso como todo bom nordestino, vivia suplicando aos céus por dias melhores, um milagre qualquer que lhe amenizasse o sofrimento. Naquela noite ele teve um sonho. Nesse sonho uma voz lhe dizia que a sorte dele estava em Belém do Pará.


          Para quem passou a vida toda buscando uma possibilidadezinha qualquer para se agarrar e tentar melhorar de vida, Zé Caveira não teve dúvida em botar fé no seu sonho. Juntou o restinho do dinheiro que tinha, despediu-se da família e embarcou num navio rumo a Belém do Pará.


          Após dias e noites de céu e mar, o sonhador desembarcou no Porto Flúvio-Marítimo de Belém do Pará, zonzo da maresia, sem conhecer ninguém e muito menos o lugar. Com um saco às costas, ele caminhou trôpego até a Praça do Mercado Ver o Peso e sentou-se num banco, ao lado de um preto velho que olhava para o céu, coçando a cabeça e pitando um cigarro de palha. O dinheiro que lhe restava mal dava para tomar uma cuia de tacacá e pagar a passagem de volta para São Luís. Por um instante, a sua atenção se voltara para as badaladas do sino da Basílica de Nazaré convocando os fiéis para missa das sete horas da manhã.

         Quem puxou a conversa foi o preto velho:


         ─ O amigo é da onde?


         ─ Sou de São Luís!


         ─ Veio a Belém a negócio?


         ─ Não! Vim porque tive um sonho!


         ─ Um sonho?


         − Sim! Sonhei que a minha sorte estava aqui em Belém.


         ─ Ora, o amigo ainda é desses que acreditam em sonho?


         ─ Nesse sonho eu acreditei!


         − Desculpe, mas acho que o amigo está fazendo papel de besta. Sorte aqui em Belém, só para políticos e outro corruptos. Pobre aqui fica cada dia mais pobre ou morre antes.


         ─ É, mas, no meu sonho a voz foi tão taxativa... Que eu acreditei.


         ─ Quer um conselho? Aproveite a volta do navio, retorne para sua terra e pare de sonhar, senão, qualquer dia desses o amigo vai parar na China!


         − Sabe que o senhor tem razão?... Eu vou é voltar pra casa, antes que o meu dinheirinho acabe e eu tenha que ficar por aqui mendigando, o resto da minha vida.


         ─ Pois é o melhor que o amigo faz. Porque, se sonho fosse coisa de se acreditar, eu mesmo já tinha saído da daqui para São Luís, desenterrar, veja o senhor, um pote enorme cheio de moedas de ouro, junto a um pé de fruta-pão, no quintal da casa Nº 1, numa tal de Rua da Estrela... Tantas vezes tive esse sonho e nem por isso me toquei daqui pra lá...


         ─ Meu se-nhor, o-bri-ga-do pelo com-se-lho... Agora me deixe correr, não posso perder o navio que já vai zarpar de volta... Adeus!... Adeus!... Meu velho!... Que Deus lhe abençoe!...


          Zé Caveira só precisou de pá e picareta para desenterrar, no quintal da casa dele, um verdadeiro tesouro em moedas de ouro e, da noite para o dia, tornar-se um homem rico em São Luís, dono de várias propriedades ativas, dinheiro em popança e moedas de ouro no cofre ─ ACREDITE SE QUISER!



 

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


Se vocês ainda acreditam na República e confiam que a tal "democracia" ainda tem alguma chance de dar certo no Brasil, condutas como as de Alexandre de Moraes, de Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia de alguns tantos outros "togados meia-boca" precisam de um basta.

 

É preciso dar um basta nisso tudo.

 

Já temos uma Constituição que prevê a pena de morte em caso de guerra externa declarado e já passou da hora de termos uma outra Constituição - muito melhor, que realmente limite o Estado e que preveja a pena de morte e de prisão perpétua (sem possibilidade de sursis) para agentes públicos corruptos de todos os níveis.

 

Do policial que patrulha as ruas ao magistrado que julga os casos da vida com estrita observância da lei, é preciso que todos eles temam pelas consequências dos seus atos.

 

Só o medo (o pavor) consistente na execução em praça pública ou da possibilidade de mofar em uma prisão é que irão dar um basta e refrear a um mínimo possível a prática de corrupção e os abusos que temos visto a todo tempo em nosso país.

 

Entendam de uma vez por todas que o pior tipo de bandido é aquele que se esconde dentro da farda ou daquele que se esconde atrás de um distintivo ou de uma carteira funcional.

 

Policial, juiz, promotor, legislador ou gestor público bandido fazem os piores tipos de criminosos que a Sociedade brasileira enfrenta.

 

Se o cidadão de segunda e de terceira classe (e os temos!) têm que ter medo da certeza da punição, mais ainda aqueles que estão investidos em cargos públicos que são delegados pelo povo.

 

No dia em que o cidadão brasileiro entender que o cargo público é a menor parcela do poder que pertence ao povo e que é conferido provisoriamente a alguém (ao servidor público), a certeza quanto à legitimidade e à necessidade de aplicação de terríveis consequências aos traidores da confiança do povo (os servidores públicos corruptos), ai sim, nesse dia nosso país começará a entrar nos trilhos da moralidade prosperidade, da paz (tranquilidade) e da verdadeira prosperidade.

 

E é perfeitamente possível alcançarmos tudo isso.

 

Basta querer e trabalhar em conformidade.



 

Robérico Silva de Oliveira

Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista/Psicoterapeuta, Pós-graduado em Psicologia Clínica.



UMA SÍNTESE TEOLÓGICA, PSICANALÍTICA, FILOSÓFICA E SOCIOLÓGICA  


A oração, no cristianismo, não deve ser compreendida apenas como um instrumento para pedir algo a Deus, mas como uma experiência de relacionamento, escuta, reflexão e transformação. Apresento cinco princípios fundamentais e/ou cinco passos para ter suas orações atendidas:


. Gostar de ouvir a Palavra de Deus;

. examinar o próprio coração;

. procurar agradar a Deus;

. cultivar a harmonia familiar;

. confiar no nome de Jesus.


1. OUVIR A PALAVRA DE DEUS


A fé cristã pressupõe não apenas falar com Deus, mas também estar disposto a ouvi-lo. Romanos 10:17 relaciona a fé à escuta da Palavra. Teologicamente, a oração é diálogo; psicologicamente, ouvir representa abertura para reconhecer conflitos, desejos e necessidades que muitas vezes permanecem ocultos.


2. EXAMINAR O CORAÇÃO


Salmos 66:18-20 e 1 João 3:21-22 relacionam a oração à consciência e à integridade interior. Mágoas, culpa e conflitos não elaborados podem interferir na maneira como o indivíduo se relaciona consigo, com o próximo e com Deus. A oração pode tornar-se, portanto, espaço de reconhecimento, arrependimento, perdão e transformação.


3. VIVER SEGUNDO A VONTADE DE DEUS


João 9:31 apresenta a prática da vontade de Deus como elemento importante da vida espiritual. Filosoficamente, isso envolve refletir sobre liberdade, escolhas e responsabilidade. Orar não significa simplesmente exigir que Deus realize nossos desejos, mas desenvolver discernimento para compreender aquilo que realmente devemos buscar.


4. CUIDAR DA FAMÍLIA E DOS RELACIONAMENTOS


1 Pedro 3:7 relaciona a vida conjugal à vida de oração. Sociologicamente, o indivíduo não existe isoladamente: família e sociedade participam da formação de valores, comportamentos e emoções. Por isso, uma espiritualidade madura também exige respeito, diálogo, reconciliação e responsabilidade pelo outro.


5. CONFIAR NO NOME DE JESUS


João 14:13-14 apresenta Jesus como centro da oração cristã. O nome de Jesus não deve ser entendido como fórmula para obrigar Deus a realizar desejos humanos. O próprio texto ressalta que a verdadeira finalidade da oração é buscar o cumprimento da vontade divina.


UMA NOVA COMPREENSÃO DA ORAÇÃO RESPONDIDA


Uma oração respondida nem sempre significa receber exatamente aquilo que foi pedido. A resposta pode ocorrer por meio de uma mudança de circunstância, de uma nova direção, de um “não”, de um período de espera ou, principalmente, de uma transformação interior.


Por isso, a oração madura pode ser compreendida como um ciclo:


. OUVIR

. EXAMINAR

. RECONCILIAR

. PEDIR

. DISCERNIR

. AGIR.


A Teologia explica o relacionamento com Deus; a Psicanálise ajuda a compreender desejos e conflitos interiores; a Filosofia conduz à reflexão sobre escolhas e responsabilidade; e a Sociologia demonstra a importância dos relacionamentos e da vida em comunidade.


Assim, a pergunta não deve ser apenas “Como fazer Deus responder à minha oração?”, mas também:


“Estou preparado para ouvir a resposta de Deus e viver de acordo com ela?”


Como afirma a ideia central dessa reflexão: não devemos apenas orar até Deus nos ouvir; devemos orar até aprender a ouvi-lo.


Ore. Escute. Reflita. Reconcilie-se. Confie. Aja.

Pense nisso.



 
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