- há 57 minutos

JOSÉ WALTER PIRES
Academia Virtual Mageense de Ciências, Letras e Artes - AVIMACLA
SOCIÓLOGO, ADVOGADO, POETA, CONFERENCISTA, CORDELISTA E ESCRITOR
MEMBRO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL
Oito de julho, dia glorioso
De quem soube, na vida, eternizar-se;
E não seria pouco se ficasse
Por mais tempo, entre nós, e mais famoso.
.
Na trilha percorrida, corajoso,
Não temeu os embates que enfrentasse,
Que fizeram com que mais se inspirasse
Num estilo altaneiro e prazeroso.
Foi assim o cantor Moraes Moreira ,
Que jamais fugiu à fidelidade
Nutrida pela música brasileira.
.
Hoje, dia do seu aniversário :
Setenta e cinco, sendo a sua idade,
Choro a falta do rei nesse cenário
.
José Walter Pires
08 de julho de 2022
Hoje, 8 de julho de 2026, meu irmão, Moraes Moreira, estaria completando 79 anos. Mas estrelizou-se e deixou entre nós a sua eternidade. Continua presente através das suas canções de marca inconfundível, varando o tempo, ouvidas, cantadas, dançadas com a mesma alegria e prazer de sempre. A minha saudade é imorredoura. Muito presente em todos os nossos momentos, na mídia, e, particularmente, por Pablo, meu filho, sem dúvida, o seu principal intérprete, em palcos culturais de Salvador, com marcante fidelidade e qualidade nas suas apresentações. Se vivo fosse, Moraes, estaria desafiando o cenário musical da atualidade, com a sua veia artística, sem jamais tender aos oportunismos, tão em voga, que a mídia propaga, e superlotam os espaços públicos. Artista de raiz, como sempre foi, saberia inovar e criar canções capazes de mostrar a sua "cara e coração " da forma como sempre fez e adequadas a um novo tempo.
Parabéns sempre, meu rei, você continua "nos braços do povo", como um dia proferiu o memorável João Ubaldo Ribeiro, com a notícia do seu retorno ao carnaval de Salvador.
Abraço do velho mano.







- há 21 horas

Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Ninguém consegue ser o melhor sempre.
Entretanto, quando somos os melhores em algo,
Temos que defender essa tradição
Com a mesma identidade que um dia nos fez
Ser considerados os melhores.
Quando perdemos essa identidade,
Perdemos também o respeito.
E respeito é algo que temos que impor,
E nunca esperar que o adversário
Reconheça o que já fomos um dia.
Quando deixamos de andar com a cabeça erguida,
Passamos a enxergar mais o chão
Do que os objetivos a serem alcançados.
Ainda somos o maior do mundo,
Mas não nos comportamos como tal.
Corremos um grande risco
De um dia sermos ultrapassados.
Não somente pela competência dos outros,
E sim pela falta da nossa.
Enquanto os nossos adversários
Evoluíram almejando o futuro,
Nós nos acomodamos contemplando o passado.
Seis copas passando em BRANCO,
Desesperançoso está o nosso VERDE,
Nosso AMARELO amarelou,
E aos poucos deixamos de escrever
Com AZUL a nossa História,
Para reescrevê-la com tinta preta,
Caracterizando o funeral do nosso futebol.
O nosso futebol começou a morrer
Quando deixamos de valorizar nossos ídolos
Para idolatrar personagens de outras nacionalidades.
Isso significa que deixamos de ser espelho
E passamos a ser um reflexo distorcido,
Que não reflete mais a mesma imagem
Dos áureos tempos de glórias.
Se o brasileiro bem soubesse,
Não misturaria futebol com politicagem.
O futebol, por muito tempo, nos fez bem.
Já a politicagem, há muito tempo,
Vem destruindo o nosso bem maior:
O orgulho de sermos BRASILEIROS.
Mais vergonhoso que perder uma copa
É perder o respeito pelos nossos ídolos
E o patriotismo pelo nosso próprio país.







- há 1 dia

Enquanto o vício se nos reflete no corpo, os abusos da consciência se nos estampam na alma, segundo a modalidade de nossos desregramentos.
É assim que atravessam as cinzas da morte, em perigoso desequilíbrio da mente, quantos se consagraram no mundo à crueldade e à injustiça, furtando a segurança e a felicidade dos outros.
Fazedores de guerra que depravaram a confiança do povo com peçonhento apetite de sangue e ouro, legisladores despóticos que perverteram a autoridade, magnatas do comércio que segregaram o pão, agravando a penúria do próximo, profissionais do direito que buscaram torturar a verdade em proveito do crime, expoentes da usura que trancafiaram a riqueza coletiva necessária ao progresso, artistas que venderam a sensibilidade e a cultura, degradando os sentimentos da multidão, e homens e mulheres que trocaram o templo do lar pelas aventuras da deserção, acabando no suicídio ou na delinquência, encarceram-se nos vórtices da loucura, penetrando, depois, na vida espiritual como fantasmas de arrependimento e remorso, arrastando consigo as telas horripilantes da culpa em que se lhes agregam os pensamentos.
E a única terapêutica de semelhantes doentes é a volta aos berços de sombra em que, através da reencarnação redentora, ressurgem no vaso físico – cela preciosa de tratamento –, na condição de crianças-problemas em dolorosas perturbações.
Todos vós, desse modo, que recebestes no lar anjos tristes, no eclipse da razão, conchegai-os com paciência e ternura, porquanto são, quase sempre, laços enfermos de nosso próprio passado,
inteligências que decerto auxiliamos irrefletidamente a perder e que, hoje, retornam à concha de nossos braços, esmolando entendimento e carinho, para que se refaçam, na clausura da inibição e da idiotia, para a bênção da liberdade e para a glória da luz.
Enquanto o vício se nos reflete no corpo, os abusos da consciência se nos estampam na alma, segundo a modalidade de nossos desregramentos.
É assim que atravessam as cinzas da morte, em perigoso desequilíbrio da mente, quantos se consagraram no mundo à crueldade e à injustiça, furtando a segurança e a felicidade dos outros.
Fazedores de guerra que depravaram a confiança do povo com peçonhento apetite de sangue e ouro, legisladores despóticos que perverteram a autoridade, magnatas do comércio que segregaram o pão, agravando a penúria do próximo, profissionais do direito que buscaram torturar a verdade em proveito do crime, expoentes da usura que trancafiaram a riqueza coletiva necessária ao progresso, artistas que venderam a sensibilidade e a cultura, degradando os sentimentos da multidão, e homens e mulheres que trocaram o templo do lar pelas aventuras da deserção, acabando no suicídio ou na delinquência, encarceram-se nos vórtices da loucura, penetrando, depois, na vida espiritual como fantasmas de arrependimento e remorso, arrastando consigo as telas horripilantes da culpa em que se lhes agregam os pensamentos.
E a única terapêutica de semelhantes doentes é a volta aos berços de sombra em que, através da reencarnação redentora, ressurgem no vaso físico – cela preciosa de tratamento –, na condição de crianças-problemas em dolorosas perturbações.
Todos vós, desse modo, que recebestes no lar anjos tristes, no eclipse da razão, conchegai-os com paciência e ternura, porquanto são, quase sempre, laços enfermos de nosso próprio passado,
inteligências que decerto auxiliamos irrefletidamente a perder e que, hoje, retornam à concha de nossos braços, esmolando entendimento e carinho, para que se refaçam, na clausura da inibição e da idiotia, para a bênção da liberdade e para a glória da luz.
Livro: Religião dos Espíritos
Chico / Emmanuel
Reunião pública de 23/1/59
Questão nº 373
























