- há 2 horas

Aprendendo a sofrer, mentaliza a Cruz do Mestre e reflete.
Ele era Senhor e fez-se escravo.
Era Grande e fez-se pequenino. Era a Luz e não desdenhou a imersão nas sombras.
Era o Amor e suportou o assédio do ódio.
Quem o contemplasse do pó de Jerusalém, no dia da grande flagelação, decerto identificá-lo-ia à conta de um delinqüente em extrema penúria.
As pregações dele haviam encontrado a sufocação do Sinédrio, sua doutrina categorizava-se por abominável heresia, seus sonhos de confraternização pareciam aniquilados, seus beneficiários e companheiros vagueavam desiludidos e, por único testemunho de reconforto entre as chagas da morte, não encontrava senão a piedade e o entendimento de um ladrão comum…
Mas quem fixasse com Cristo a multidão, do alto da cruz, reconhecer-lhe-ia a condição de herói vitorioso, porque para o seu olhar a turba fanática não passava de vasto rebanho de irmãos necessitados de auxílio.
Ele viu naqueles que o cercavam, a ilusão da ignorância e percebeu todas as falhas dos perseguidores à maneira de moléstias do espírito sob a máscara de dominação e falso triunfo…
E sentiu apenas a grande compaixão que lhe nasceu do espírito com a paz inalterável.
Se nos propomos a bem sofrer, procuremos anotar do cimo de nossa cruz aqueles que jornadeiam conosco, carregando madeiros mais pesados que os nossos, ascendendo a fraternidade no próprio coração, a fim de que não estejamos órfãos de entendimento.
Compadece-te e auxilia a todos para o bem.
Compadece-te daquele que se acha no oásis do lar, entronizando o egoísmo e compadece-te daqueles que por não possuí-lo se comprazem na revolta!...
Compadece-te dos fortes que oprimem os fracos e dos fracos que hostilizam os fortes!...
Usa o tesouro que o Mestre te confiou por bênçãos de bondade, ao longo do caminho, e serás amparado por aquele a quem ampara, tanto quanto serás curado pelo doente a quem socorres.
Do madeiro de sacrifício, Jesus nos ensina a buscar as bem-aventuranças… Para bem sofrer, é preciso saber amar e, amando qual o Cristo nos ama, encontraremos na Terra ou no Mais Além a luz interior que nos reunirá para sempre à perenidade da Vida Triunfante.
Livro: Abrigo Autor Espiritual:
Emmanuel Médium: Chico Xavier
Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus
Instagram: @mariamaedejesusne
Youtube: @mariamaedejesusne







Por SIMONE SALLES
JORNALISTA, MESTRE EM COMUNICAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICA
Houve um tempo em que a notícia nascia devagar. O som das máquinas de escrever, o cheiro da tinta no papel, a espera pela edição impressa do dia seguinte. O jornalismo era quase artesanal: apurar, checar, ouvir, escrever e só então publicar. O erro custava caro, porque não havia botão de “editar depois”. Hoje, a notícia corre. Ela nasce no celular, atravessa redes sociais e chega em segundos a milhões de pessoas.
A velocidade mudou tudo, inclusive o peso da responsabilidade. Informar passou a exigir vigilância constante contra boatos, manipulações e versões incompletas. Ser jornalista neste tempo é viver em movimento contínuo. É lidar com a pressão do imediato sem abrir mão da verdade.
Em meio ao ruído da desinformação, o compromisso com a apuração se torna ainda mais decisivo. A história recente mostra como o jornalismo pode mudar o rumo das coisas. No Brasil, o caso do jornalista Tim Lopes, assassinado em 2002 enquanto investigava o crime organizado, expôs ao país realidades que muitos preferiam ignorar. Sua morte chocou, mas também reforçou a importância de um jornalismo que vai além da superfície, que arrisca mostrar o que precisa ser visto. No cenário internacional, a investigação do Watergate, conduzida por Bob Woodward e Carl Bernstein, levou à renúncia de um presidente dos Estados Unidos. Um exemplo clássico de como o jornalismo, quando bem feito, informa e transforma.
Não por acaso, uma das frases mais repetidas no mundo da comunicação segue atual: “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”, atribuída a George Orwell. Em tempos de algoritmos e interesses, essa definição soa como um lembrete necessário.
Mas nem tudo avançou. Em 2009, uma decisão do Supremo Tribunal Federal retirou a exigência do diploma para o exercício do jornalismo no Brasil. Para muitos profissionais, foi um golpe na valorização da formação e na construção de uma imprensa mais qualificada. Não se trata apenas de um título, mas de reconhecer o papel do estudo na formação ética, crítica e técnica de quem tem a missão de informar.
Ainda assim, o jornalismo resiste. Ele se reinventa nas redações digitais, nos podcasts, nas reportagens independentes, nos conteúdos de streaming, nas redes sociais, na cobertura colaborativa que surge para dar voz a quem não tem espaço. Continua essencial.
A tecnologia não deve ser vista como inimiga, mas como parte dessa transformação dos produtos jornalísticos. O streaming, por exemplo, deixou de ser uma ameaça para rádios e TVs e passou a abrir novos caminhos de distribuição e linguagem. As redações vivem um processo contínuo de mudança, impulsionado por ferramentas digitais que estão longe de mostrar todo o seu potencial. A presença crescente da inteligência artificial, com o uso de chatbots e automações, já faz parte do cotidiano jornalístico.
Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de reduzir a dependência das redes sociais e fortalecer uma relação mais direta com o público. Surgem clubes de leitores, novas formas de assinatura e espaços de participação que colocam o público não apenas como receptor, mas como parte da construção da notícia. No centro de tudo isso está o engajamento, não como número, mas como vínculo real, que se reformula nas redações digitais.
Porque, no fim, a sociedade precisa de alguém que pergunte, que divulgue, que duvide. Neste Dia do Jornalista, a homenagem não é apenas à profissão, mas àqueles que escolhem contar histórias reais em um mundo cada vez mais cheio de versões.
Como jornalista, acredito que há algo mais essencial nesse caminho, que é saber ouvir o que não foi dito. Porque nem sempre a verdade está nas palavras declaradas, mas nos silêncios, nas entrelinhas, nos gestos e nas ausências. É ali que muitas histórias começam, e provavelmente, onde o jornalismo encontra sua razão mais profunda de existir.







Por Robérico Silva de Oliveira – Psicanalista Clínico, Pós-Graduado em Psicologia Clínica, Teólogo, Gestor em Teologia, Bacharel em Administração, Pós-Graduado em Ciências Políticas, Radialista Profissional RPR/BA 3204, Jornalista Profissional MTE/RJ 45005.
Nascido em Alexandropol, na Rússia (atual Gyumri, Armênia), por volta de 1877, George Ivanovich Gurdjieff foi um importante pensador, filósofo e estudioso do desenvolvimento humano. Desde jovem, demonstrou grande interesse por temas ligados à psicologia, espiritualidade e religiosidade, tendo sido influenciado, entre outros, por seu pai e pelo convívio com líderes religiosos.
Ao longo de sua vida, Gurdjieff ensinou em cidades como São Petersburgo e Paris, desenvolvendo uma abordagem voltada ao autoconhecimento profundo e ao despertar da consciência. Faleceu em 29 de outubro de 1949, em Neuilly-sur-Seine, na França.
Entre suas obras mais conhecidas está o livro Encontro com Homens Notáveis, no qual relata experiências e encontros que marcaram sua trajetória, convidando o leitor à reflexão sobre as influências que moldam a vida.
A importância do autoconhecimento
Gurdjieff defendia que uma vida de qualidade está diretamente ligada à consciência de si mesmo. Em outras palavras, viver bem exige compreender:
. O que queremos em cada momento
. O que realmente tem valor em nossa vida
. Como nossas atitudes impactam nosso caminho
A frase a ele atribuída resume bem essa visão:
“Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que realmente vale como principal.”
Inspiradas nesse pensamento, circulam 20 regras de vida que, embora não sejam formalmente comprovadas como autoria direta de Gurdjieff, refletem princípios coerentes com sua filosofia.
20 regras para viver com mais consciência
A seguir, apresentamos essas orientações em linguagem clara e organizada:
1. Faça pausas conscientes
Reserve pequenos intervalos ao longo do dia para refletir sobre suas atitudes e seu estado interior.
2. Aprenda a dizer “não”
Negar pedidos quando necessário não é egoísmo, mas cuidado consigo mesmo.
3. Planeje, mas seja flexível
Organize seu dia, porém aceite que nem tudo está sob seu controle.
4. Foque em uma tarefa por vez
A multitarefa excessiva gera cansaço e reduz a qualidade do que é feito.
5. Abandone a ideia de ser indispensável
O mundo continua sem você — cuide de si com essa consciência.
6. Não carregue a felicidade dos outros
Você não é responsável por satisfazer todos ao seu redor.
7. Saiba pedir ajuda
Reconhecer limites é sinal de maturidade.
8. Diferencie o real do imaginário
Evite gastar energia com problemas que só existem na mente.
9. Valorize os pequenos prazeres
Dormir, comer e cuidar de si são experiências simples, mas essenciais.
10. Não absorva a ansiedade alheia
Dê tempo antes de reagir a situações carregadas de tensão.
11. Preserve sua identidade
A família é parte da sua vida, mas não define quem você é.
12. Evite rigidez excessiva
Convicções inflexíveis podem impedir crescimento e mudança.
13. Cultive relações de confiança
Tenha alguém com quem possa falar abertamente.
14. Saiba a hora de sair
Retirar-se com discrição também é uma forma de sabedoria.
15. Ignore críticas destrutivas
Não se prenda ao que falam negativamente; analise com equilíbrio.
16. Cuidado com a competição constante
Competir o tempo todo pode levar ao esgotamento.
17. Prefira firmeza à rigidez
Ser firme é diferente de ser inflexível.
18. Valorize momentos de prazer
Experiências positivas podem restaurar sua energia de forma profunda.
19. Cultive três forças essenciais
Intuição, inocência e fé são pilares importantes da vida interior.
20. Assuma a responsabilidade por quem você é
Você se torna aquilo que constrói diariamente.
Conclusão
Mais do que regras, esses princípios funcionam como convites à reflexão. Eles apontam para um caminho de maior consciência, equilíbrio emocional e liberdade interior — aspectos centrais no pensamento de Gurdjieff.
Independentemente da origem exata dessas orientações, o mais importante é a prática: pequenas mudanças no cotidiano podem gerar transformações significativas ao longo do tempo.
No fim, permanece a ideia essencial:
viver bem não é apenas existir — é estar consciente de si, das escolhas e do próprio caminho.

























