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Verônica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


O TEMPO E O SEGREDO DAS FOLHAS

 

Nas semanas anteriores, caminhamos por Ewá e Oxumarê, conhecendo os mistérios da transformação, e depois encontramos Nanã e Obaluaiê, que nos ensinaram sobre ancestralidade, tempo, passagem e renovação.

 

Hoje, nossa caminhada pela Família Ungí nos leva para dentro da floresta.

 

Para falar de Iroko e Ossanhe é preciso, antes de tudo, olhar para a natureza com outros olhos.

 

Porque, para o Candomblé, a natureza não é apenas cenário.

Ela é conhecimento, memória e presença do sagrado.

 

🌳 IROKO

 

Iroko está profundamente ligado à árvore sagrada e ao tempo.

 

No Brasil, seu culto está associado especialmente à gameleira-branca, uma árvore que ocupa lugar de grande importância em muitos terreiros tradicionais. Suas raízes nos lembram a ancestralidade; seus galhos, que alcançam o céu, nos fazem pensar na ligação entre o Ayê e o Orun. (IPHAN)

 

Iroko nos ensina que uma árvore não tem pressa.

 

Ela cresce devagar, cria raízes profundas e atravessa gerações.

 

E talvez essa seja uma das maiores lições que podemos aprender com ele:

 

há coisas que só o tempo consegue ensinar.

 

🌿 OSSANHE

 

Ossanhe é o senhor dos segredos das folhas.

 

É aquele que conhece a força das ervas, seus usos e seus mistérios. No Candomblé, as folhas possuem papel fundamental nos cuidados e nos rituais, e a tradição reconhece em Ossanhe o domínio sobre esse conhecimento. (Repositório UFMG)

 

Existe um ensinamento muito conhecido:

 

Kó sí ewé, kó sí òrìṣà.

 

Sem folha, não há orixá.

 

Mas existe algo ainda mais profundo nessa frase.

 

Não basta ter a folha.

 

É preciso conhecer.

 

É preciso saber pedir licença, saber colher, saber preparar e, principalmente, respeitar aquilo que a natureza oferece.


Ossanhe nos ensina que conhecimento também é fundamento.

 

🌳🌿 IROKO E OSSANHE

 

Um guarda o tempo.

 

O outro guarda o segredo das folhas.

 

Um nos ensina a criar raízes.

 

O outro nos ensina a reconhecer a força que existe em cada folha.

 

Juntos, eles nos lembram que a natureza é uma grande biblioteca ancestral.

 

Quem aprende a observar uma árvore, uma folha, um vento ou uma mudança de estação começa a perceber que os mais antigos sempre tiveram muito a nos ensinar.

 

E talvez seja justamente por isso que nossos mais velhos diziam:

 

“A natureza fala. É preciso aprender a escutar.”

 

🌿 UM ITAN PARA REFLETIR

 

Conta-se que Ossanhe guardava para si o conhecimento das folhas e seus segredos.

 

Os outros orixás precisavam recorrer a ele quando necessitavam de seus poderes.

 

Até que, em determinado momento, o conhecimento das folhas começou a ser compartilhado.

 

Cada orixá recebeu aquilo que lhe correspondia, mas Ossanhe permaneceu como aquele que conhece profundamente os mistérios do reino vegetal.

 

A mensagem desse itan é poderosa:

 

conhecimento não diminui quando é compartilhado; ele se torna legado.

 

🌿 UM GESTO DE GRATIDÃO

 

Nosso gesto desta semana será simples e simbólico.

 

Escolha uma árvore ou uma planta que faça parte do seu cotidiano.

 

Pare por alguns minutos.

 

Observe suas folhas, seu tronco e suas raízes.

 

Agradeça à natureza pelo que ela oferece e peça sabedoria para aprender a respeitá-la.

 

Não é um ritual de fundamento. É apenas um gesto de consciência e gratidão.

 

Porque cuidar da natureza também é uma forma de honrar a ancestralidade.

 

✨ A LIÇÃO DA SEMANA

 

Iroko nos ensina a ter raízes.

Ossanhe nos ensina a conhecer as folhas.

 

Um nos lembra que o tempo não pode ser apressado.

 

O outro nos lembra que o conhecimento não pode ser tratado com desrespeito.

 

Talvez a vida esteja justamente nos pedindo isso:

 

mais raízes, menos pressa;

mais escuta, menos excesso;

mais respeito pela natureza e pela sabedoria dos nossos ancestrais.

 

Seguimos nossa caminhada pela Família Ungí, aprendendo que aquilo que nossos ancestrais guardaram não ficou no passado.

 

Está vivo.

Está na terra.

Está nas folhas.

Está nas árvores.

Está em nós.

 

Àṣẹ! 🌿



 

"E Jesus, estendendo as mãos, tocou-o, dizendo: Quero! sê limpo..."  (Mateus 8:3)   


Mãos estendidas!...  Quando estiveres meditando e orando, recorda que todas as grandes idéias se derramaram, através dos braços, para concretizarem as boas obras.


Cidades que honram a civilização, indústrias que sustentam o povo, casa que alberga a família, gleba que produz são garantidas pelo esforço das mãos.


Médicos despendem largo tempo em estudo para a conquista do título que lhes confere o direito de orientar o doente; no entanto vivem estendendo as mãos no amparo aos enfermos.


Educadores mergulham vários lustros na corrente das letras adquirindo a ciência de manejá-las, contudo gastam longo trecho da existência estendendo as mãos no trabalho da escrita. Cada reencarnação de nosso espírito exige braços abertos do regaço maternal que nos acolhe.


Toda refeição, para surgir, pede braços em movimento. Cultivemos a reflexão para que se nos aclare o ideal, sem largar o trabalho que no-lo realiza.


Jesus, embora pudesse representar-se por milhões de mensageiros, escolheu vir ele próprio até nós, colocando mãos no serviço, de preferência em direção aos menos felizes. Pensemos Nele, o Senhor.


E toda vez que nos sentirmos cansados, suspirando por repouso indébito, lembremo-nos de que as mãos do Cristo, após socorrer-nos e levantar-nos, longe de encontrarem apoio repousante, foram cravadas no lenho de sacrifício, do qual, conquanto escarnecidas e espancadas, ainda se despediram de nós, entre a palavra do perdão e a serenidade da bênção.


Livro: Segue-me 

Autor Espiritual: Emmanuel 

Médium: Chico Xavier 

Capítulo: Onde o repouso.


Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus  

Instagram e YouTube: @mariamaedejesusne  

Rua Joana Angélica, 123 Centro - Brumado - Bahia 

Se desejar ajudar às nossas obras sociais recebemos doações no endereço acima ou através da chave Pix CNPJ: 59.245.502/0001-25 



 
  • há 2 dias

JUNCAL


Tudo começa na Grécia,

com as pedras formando

as primeiras colunas, entre os séculos VIII e VII a.C.,

em Isthmia, Éfeso e Corinto.

Tem um tempinho.


Mas, bem antes,

na Idade do Bronze (3.000–1.000 a.C.),

usavam-se troncos de árvores

postos de cabeça para baixo,

para evitar que brotassem.


Quanto tempo passado!

Hoje, é pau, é pedra,

é ferro, é concreto,

para sustentar e elevar,

do início ao fim!


Mas, continuando…

Como a coluna dói!

São 33 vértebras em cinco regiões,

e o incômodo é brutal,

sem peninha nem dó.


São as hérnias de disco,

que até parecem esporte;

os bicos de papagaio,

que mais parecem uma fauna…

Haja sofrimento!


Ainda assim, sou feliz,

pois há muito mais sofrimento:

estirado na cama, apoiado em muletas,

em uma cadeira de rodas, um PRONTO SOCORRO

Uma injeção aqui, outra acolá, quanta dificuldade e dor!


Tudo pode acontecer:

um gesto, uma queda, um esporte,

um acidente, um esbarrão…

Basta estar vivo,

e tudo pode acontecer (REPETITIVAMENTE).


Quem ganha?

As indústrias farmacêuticas,

as farmácias, com seus remédios,

que deveriam ser milagrosos,

mas, na grande maioria, são só PALIATIVOS.


Quem perde?

Todos que respiram,

Os idosos mais frequentemente

Os mais jovens por uma série de razões

Enfim, sofrimento não tem idade


Ainda temos a fisioterapia, o Pilates,

uma boa massagem:

alívio, superação e continuidade.

Todo cuidado é pouco,

não se pode esquecer.


Como eixo central do nosso corpo,

com discos, ligamentos e músculos,

a coluna nos permite diversos movimentos.


A cervical sustenta o pescoço;

a torácica protege órgãos vitais,

como o coração e os pulmões;

a lombar suporta o peso do corpo

e permite movimentos como a flexão.


A sacral conecta a coluna à pelve,

proporcionando estabilidade à base do tronco;

o cóccix, vestígio da cauda humana,

tem pouca mobilidade, servindo de apoio ao sentar e de fixação para músculos e ligamentos.


Assim, a dor na coluna tem suas histórias:

de dores, lamentações e superações.

Um dos sentidos da vida

em nosso corpo,

que merece todo cuidado e ainda é pouco.


Mas, quando uma pessoa querida chega 

e nos dá um abraço forte,

vem aquele estalo gostoso…

E a dor? Que dor?

PASSOU!


Bom humor não se deve perder.

É duro, mas é real

Dizem: que o tempo a tudo cura

Mas nem tudo que se ouve é verdade

Pode até aliviar, só não resolve.








 
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