- há 12 horas

“NÃ0 EXTINGAIS O ESPÍRITO.”
Paulo (I Tessalonicenses, 5:19)
Quando o apóstolo dos gentios escreveu esta exortação, não desejava dizer que o Espírito pode ser destruído, mas procurava renovar a atitude mental de quantos vivem sufocando as tendências superiores.
Não raro, observamos criaturas que agem contra a própria consciência, a fim de não se categorizarem entre os espirituais.
Entretanto, as entidades encarnadas permanecem dentro de laborioso aprendizado, para se erguerem do mundo na qualidade de espíritos gloriosos. Esta é a maior finalidade da escola humana.
Os homens, contudo, demoram-se largamente a distância da grande verdade. Habitualmente, preferem o convencionalismo a rigor e, somente a custo, abrem o entendimento às realidades da alma. Os costumes, efetivamente, são elementos poderosos e determinantes na evolução, todavia, apenas quando inspirados por princípios de ordem superior.
É necessário, portanto, não asfixiarmos os germens da vida edificante que nascem, todos os dias, no coração, ao influxo do Pai Misericordioso.
Irmãos nossos existem que regressam da Terra pela mesma porta da ignorância e da indiferença pela qual entraram. Eis por que, no balanço das atividades de cada dia, os discípulos deverão interrogar a si mesmos: – “Que fiz hoje? acentuei os traços da criatura inferior que fui até ontem ou desenvolvi as qualidades elevadas do espírito que desejo reter amanhã?”
“NÃO EXTINGAIS O ESPÍRITO.”
Paulo (I Tessalonicenses, 5:19)
Quando o apóstolo dos gentios escreveu esta exortação, não desejava dizer que o Espírito pode ser destruído, mas procurava renovar a atitude mental de quantos vivem sufocando as tendências superiores.
Não raro, observamos criaturas que agem contra a própria consciência, a fim de não se categorizarem entre os espirituais.
Entretanto, as entidades encarnadas permanecem dentro de laborioso aprendizado, para se erguerem do mundo na qualidade de espíritos gloriosos. Esta é a maior finalidade da escola humana.
Os homens, contudo, demoram-se largamente a distância da grande verdade. Habitualmente, preferem o convencionalismo a rigor e, somente a custo, abrem o entendimento às realidades da alma. Os costumes, efetivamente, são elementos poderosos e determinantes na evolução, todavia, apenas quando inspirados por princípios de ordem superior.
É necessário, portanto, não asfixiarmos os germens da vida edificante que nascem, todos os dias, no coração, ao influxo do Pai Misericordioso.
Irmãos nossos existem que regressam da Terra pela mesma porta da ignorância e da indiferença pela qual entraram. Eis por que, no balanço das atividades de cada dia, os discípulos deverão interrogar a si mesmos: – “Que fiz hoje? acentuei os traços da criatura inferior que fui até ontem ou desenvolvi as qualidades elevadas do espírito que desejo reter amanhã?”
DO LIVRO PÃO NOSSO
CHICO XAVIER / EMMANUEL







- há 15 horas

Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Às vezes penso,
Que a angústia
Já faz parte de mim,
Às vezes!
Custo a entender
Porque existe o fim.
Mas às vezes!
É só às vezes,
Não persiste.
Se às vezes
Fosse contínuo,
A vida seria mais triste.
Às vezes penso,
Que o amor é eterno
Na filosofia do pensar,
Às vezes!
Sinto como é dolorido
Viver para te amar.
Mas às vezes!
É só às vezes,
Não é toda hora.
Se às vezes
Fosse contínuo,
Não analisaríamos como agora.
Às vezes penso,
Que a poesia
É uma fuga para o desencanto.
Às vezes!
Sei que o desamor
Faz parte do meu pranto.
Mas às vezes!
É só às vezes,
Não é uma insistência.
Se às vezes
Fosse contínuo,
Não sentiríamos carência.
Às vezes penso,
Que o meu pensar
É mera filosofia.
Às vezes!
Sei que minha liberdade
Está na poesia.
Mas às vezes!
É só às vezes,
Não é todo momento.
Se às vezes
Fosse contínuo,
Ficaríamos presos no pensamento.








- há 2 dias

Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
O dia da África, celebrado em 25 de maio, evoca globalmente a união de um continente que se levantou para reescrever sua própria história. Mas, se cruzarmos o Atlântico e pousarmos os pés em solo brasileiro, descobriremos que essa data não cabe nas páginas dos livros de história, nem se limita ao passado. No Brasil, falar de África é falar do espelho que nos reflete todas as manhãs. Ela é o fio condutor, invisível e potente, de tudo o que praticamos, sentimos e vivemos no nosso cotidiano.

Esse cordão umbilical nunca foi partido. Quando os nossos mais velhos cruzaram o oceano, trouxeram consigo a maior riqueza que nenhuma corrente pôde confiscar: a memória viva da ancestralidade. Eles plantaram o axé nas frestas das calçadas, no silêncio das roças e no calor acolhedor dos terreiros. O que hoje chamamos de cultura brasileira é, em essência, a resistência negra que insistiu em germinar, transformando o sagrado em um território de cura e de comunidade.
Essa força transborda os muros dos terreiros e inunda as ruas. Ela está na nossa boca, nas palavras de afeto que usamos diariamente; está no cheiro e no aconchego da nossa culinária rústica e afetiva; e pulsa, sobretudo, no compasso do nosso corpo. O samba, o jongo e a batida que faz o povo dançar carregam em seu DNA a estrutura pollirritmia dos tambores ancestrais. O corpo brasileiro balança porque traz o coração alinhado ao toque do atabaque.
Celebrar essa herança no nosso dia a dia é um ato de justiça, de afeto e de soberania espiritual. Significa reconhecer que a nossa espiritualidade se manifesta na natureza, no respeito aos mais velhos e na certeza de que ninguém caminha sozinho. Olhar para a nossa rotina com esse orgulho é entender que a matriz africana é a espinha dorsal da nossa identidade. Nós somos porque eles foram, e é honrando esse solo sagrado que garantimos a força para caminhar de cabeça erguida, hoje e sempre.

























