- há 6 minutos

JUNCAL
Tem quem diga que NÃO! Pois é tudo uma questão de visão ou talvez divisão. SERÁ?.
Tem até quem diga que é igual a 9 (dedos), não sei se tem razão ou alguma semelhança. O certo é que o certo não aparece, pelo menos razoavelmente, daí tanta encrenca, dúvidas, memes e muito mais.
Começo a ter dúvidas de que 2+2 sejam realmente 4, pois na grande maioria, as contas não batem e vão muito além do razoável. SERÁ?
Aí aparece um vereador de uma cidade do interior da Bahia, que recebe R$ 13.000,00 por mês, declarando que, se não tomar cuidado, não dá para fazer uma feira, e o povo tem que ouvir isso. Onde estamos? SERÁ, que 2 + 2 não é 4?
Não para por aí. Uma senhora que desembargadora é, afirma que o povo está mal-informado, pois o salário e os penduricalhos deles não condizem com o serviço que eles prestam, pois eles levam serviço para casa, têm audiências online e é tudo muito cansativo e preocupante, pois tratam de situações diversas. O salário não justifica o empenho nem a valorização de suas atribuições. SERÁ?
Começo a imaginar uns garis (ou coletores de lixo), umas cozinheiras de restaurantes, de casas, escolas, creches, bem como enfermeiras de pronto-socorro, atendentes de farmácias, supermercados, cobradores de ônibus, babás e tantas outras profissões, que realmente recebem miseravelmente, não têm uma corregedoria para lhes dar suporte, lutando por melhores remunerações, planos de saúde, alimentação digna, moradias razoáveis... E nem podem aumentar seus próprios salários para realmente terem dignidade. Pois tem quem mande! SERÁ?
Na grande maioria, passam pouco tempo com a família, madrugam para tomar o busão para ir trabalhar, com direito a cochilos e na grande maioria levando suas marmitas.
Difícil! E tem quem se sinta à vontade para reclamar dos dois (2) dígitos de salário que recebem.
Engraçado em toda essa história é que o quilo do arroz, do feijão, da carne, o litro do leite, a manteiga, a farinha, a dúzia de ovos, as verduras, a conta de água e de energia seguem o mesmo padrão. E miseravelmente essas pessoas fazem da tripa coração para viverem com dignidade, e mesmo assim a grande maioria não consegue terminar o mês sem estar no vermelho, pois porventura uma doença aparece e aí são mais remédios para acrescentar, uma roupa para criança que rasgou e muito mais do dia a dia. SERÁ?
Ainda assim essas pessoas sorriem e vivem, muitas das vezes, por ser o que podem fazer, e o que resta é saber que contra a força não há resistência. SERÁ?
Miseráveis que não sabem fazer conta e nem dão conta, que se sentem únicos e intocáveis. Por tudo isso, 2 + 2 não chega a dar 4, pois é sempre um pouco abaixo de 4, ou muito acima de 4, para o que é para poucos. SERÁ?
Fazem de conta que vivem em um planeta que é só deles e que vale o que querem, pois no fictício tudo é possível. Só não sabem até quando, pois as pessoas estão acordando e as eleições são de 4 em 4 anos, mas se notarem acaba saindo de 2 em 2 anos. Assim vivem muitos dos oportunistas, que enganam, compram os necessitados e fazem promessas que não têm interesse em cumprir. SERÁ?
O pior são aqueles que são indicados e não são votados, pois dizem nos representar, mas saem da caixinha do 2 + 2 que são maiores que 4. Esses representam seus mestres e a si mesmos e se tornam VITALÍCIOS!
O CERTO É, QUE O 22 VAI VIR PARA FAZER A DIFERENÇA!







Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
Oficialmente, o padroeiro do Rio de Janeiro é São Sebastião (o mártir das flechas). Mas, nas ruas, no subúrbio e no coração do povo, quem reina com a lança na mão é Jorge.
Como bem diz o historiador Luiz Antonio Simas, em uma cidade que vive em constante batalha, o carioca se identifica com o Santo Guerreiro. São Sebastião é o símbolo da resiliência, de quem aguenta o sofrimento. Já Jorge é o santo da ação, do enfrentamento. O Rio não quer apenas resistir; o Rio quer vencer o dragão de cada dia.
O MAPA DA FÉ: RIO VC. BAHIA
Para não restarem dúvidas, o sincretismo muda conforme a região, e é aí que mora a riqueza da nossa cultura:
* No Rio de Janeiro: São Jorge é sincretizado com Ogum, o senhor dos caminhos e do ferro. Já São Sebastião é sincretizado com Oxóssi, o caçador e rei das matas.
* Na Bahia (Salvador): A configuração muda! Lá, São Jorge é quem representa Oxóssi. E quem assume a energia de Ogum na terra do dendê é Santo Antônio. Por fim, São Sebastião lá também é ligado a Oxóssi.
Percebe a diferença? No Rio, se você quer falar com o dono das estradas e das batalhas no dia 23 de abril, você saúda Jorge e Ogum com um "Ogunhê!".
A FORÇA DE QUINTINO E O SAMBA
A devoção carioca explodiu de vez na década de 40 com a igreja de Quintino. Ali, Jorge deixou de ser apenas um soldado romano distante para virar o "vizinho" protetor.

É por isso que ícones como Zeca Pagodinho celebram a data com tanta entrega. Lançar o single "Ogum" no dia de Jorge é reafirmar essa identidade suburbana, onde a alvorada de fogos às 5h da manhã é o despertador da alma carioca.
SIMPATIAS E AXÉ PARA O DIA DE JORGE (23 DE ABRIL)
Seja você devoto de Jorge, de Ogum, ou dos dois, o dia 23 é perfeito para renovar a armadura. Aqui estão algumas dicas práticas:
1. Defesa da Casa com a Espada
A Espada-de-São-Jorge é uma das plantas mais poderosas para proteção. No dia 23, coloque duas folhas cruzadas em formato de "X" debaixo do tapete da entrada ou um vaso bem bonito ao lado da porta. Ela age como um para-raios de inveja.
2. O Banho de Abertura de Caminhos
* Ingredientes: Folhas de manjericão (para paz), guiné (para limpeza) e um pedaço pequeno da folha de Espada-de-São-Jorge.
* Como fazer: Macere as ervas em água fria (não precisa ferver, para manter a energia "viva" das folhas). Após o banho, jogue do pescoço para baixo pedindo a Jorge que abra as estradas e vença os obstáculos.
3. A Tradicional Feijoada
Não é só comida, é ritual! O feijão preto é a energia da terra. Ao fazer ou comer uma feijoada no dia 23, você está celebrando a fartura e a união. Dividir esse prato com amigos e família é o melhor "ebó" para atrair alegria.
Que Jorge nos empreste seu cavalo e que Ogum nos dê a força do aço para que nenhum inimigo nos alcance.
"Eu estou vestido e armado com as armas de Jorge!" 🛡️⚔️







GABRIELA MATIAS , jornalista, redatora e assessora de imprensa, graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). INSTAGRAM: @gabrielamatiascomunica https://www.instagram.com/gabrielamatiascomunica/
O cenário previdenciário brasileiro tem sido marcado pelo aumento de afastamentos por problemas de saúde relacionados à coluna. Dados recentes do Ministério da Previdência Social mostram que dores na coluna e hérnia de disco estão entre as principais causas de concessão do benefício por incapacidade temporária, evidenciando o impacto dessas condições na rotina dos trabalhadores.
O levantamento aponta mais de 3,5 milhões de afastamentos concedidos, com destaque para doenças na coluna, responsáveis por cerca de 205,1 mil benefícios, seguidas pela hérnia de disco, com aproximadamente 172,4 mil concessões. Esses números reforçam a relevância do tema no contexto atual das relações de trabalho e da proteção social.

Foto: Reprodução/Freepik
COMO FUNCIONA O BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE TEMPORÁRIA
O benefício por incapacidade temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença, é um direito previdenciário concedido ao trabalhador que, por motivo de doença ou acidente, fica impossibilitado de exercer suas atividades profissionais de forma temporária.
Para ter acesso ao benefício, é necessário cumprir requisitos como a qualidade de segurado, a carência mínima em determinados casos e, principalmente, a comprovação da incapacidade por meio de perícia médica realizada pelo INSS. Além disso, o afastamento deve ser superior a 15 dias, sendo os primeiros dias, em regra, pagos pelo empregador.
Na prática, o benefício funciona como uma proteção financeira durante o período de recuperação, garantindo ao trabalhador uma fonte de renda enquanto está afastado de suas atividades.
POR QUE DOENÇAS NA COLUNA LIDERAM OS AFASTAMENTOS
Os dados da Previdência revelam que doenças musculoesqueléticas, especialmente aquelas que afetam a coluna, continuam sendo uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil.
Essa situação está diretamente ligada às condições de trabalho enfrentadas por muitos profissionais, como esforço físico intenso, postura inadequada, movimentos repetitivos e jornadas prolongadas. Esses fatores contribuem para o desenvolvimento de problemas como lombalgias e hérnias de disco. Essas doenças costumam gerar limitações significativas, impedindo o trabalhador de desempenhar suas funções de forma segura, o que justifica a concessão do benefício por incapacidade temporária.
QUAL O IMPACTO DESSES DADOS PARA O TRABALHADOR
O aumento dos afastamentos por problemas na coluna traz reflexos importantes tanto no âmbito previdenciário quanto trabalhista. Para o trabalhador, o reconhecimento da incapacidade garante acesso ao benefício e possibilita a recuperação sem perda total da renda.
Por outro lado, o crescimento no número de concessões também pode levar a uma análise mais rigorosa por parte do INSS, especialmente nas perícias médicas. Isso exige maior atenção na apresentação de laudos e documentos que comprovem a incapacidade.
Além disso, dependendo da origem da doença, podem surgir outros direitos, como estabilidade no emprego e até o reconhecimento de doença ocupacional, o que pode ampliar a proteção ao trabalhador.
De acordo com o advogado especialista do VLV Advogados Dr. João Valença, “esses dados mostram que muitos afastamentos estão diretamente ligados às condições de trabalho. Quando há essa relação, é possível que o trabalhador tenha direitos adicionais além do benefício previdenciário”.
Esse cenário exige maior organização e controle por parte do INSS, além de reforçar a importância de políticas de prevenção de doenças no ambiente de trabalho. A redução desses afastamentos depende não apenas da atuação do sistema previdenciário, mas também de melhorias nas condições laborais.
Diante disso, compreender como funciona o benefício e quais são os seus desdobramentos se torna essencial para o trabalhador. A análise adequada do caso pode garantir não apenas o acesso ao benefício, mas também a identificação de outros direitos relacionados à situação de saúde.

























