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Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


O BANCO MASTER NÃO QUEBROU SÓ UM BANCO. QUEBROU A IDEIA DE QUE O SUPREMO AINDA ERA INTOCÁVEL.

 

O relatório da Polícia Federal não deixa espaço para interpretação suave. Daniel Vorcaro quebrou uma instituição financeira e deixou um buraco de R$ 60 bilhões. Dinheiro de gente comum, de fundos de pensão, do Fundo Garantidor de Créditos. Enquanto o banco afundava, o dono tinha canal secreto com um ministro do Supremo Tribunal Federal, pagava o escritório da mulher desse ministro, tentava entregar jatinho e helicóptero como se fossem honorários e pedia para o chefe da Polícia Federal e o procurador-geral da República “não deixarem ninguém de baixo fazer sacanagem”.


Isso é um escândalo que atravessou os Três Poderes e colocou a reputação do STF no centro da crise.


Não era conversa oficial. Era print de bloco de notas enviado como mensagem que some depois de lida. Cinquenta e duas vezes para o número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Quem se comunica assim não quer testemunha.


Dois dias antes de ser preso tentando fugir do país, Vorcaro perguntou ao ministro: “Acha que segunda já tenho que estar fora?” Citou o juiz que iria prendê-lo. No dia da prisão, perguntou se o ministro tinha “conseguido bloquear”. Um banqueiro tratando um ministro do STF como quem tem a chave da operação policial. 


Pediu para Moraes “reforçar com Andrei e Paulo” — Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.


O dinheiro, o jatinho e os filhos


O escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, tinha contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master: R$ 3 milhões líquidos por mês. Vorcaro gritava com os funcionários: “É o pagamento mais importante que temos. Não atrase um dia.” A PF aponta que o perfil “Ministro Alexandre de Moraes” editou a minuta desse contrato.


Havia um segundo contrato de R$ 50 milhões com outra empresa de Vorcaro. Destes, R$ 40 milhões seriam pagos com cotas de duas aeronaves:


•  um jato executivo Embraer Legacy 650 (prefixo PP-NLR), cota avaliada em US$ 5,51 milhões;


•  um helicóptero Airbus EC 155 B1, cota avaliada em US$ 1,33 milhão.


Total das cotas: cerca de US$ 6,85 milhões. Os outros R$ 10 milhões seriam reembolso de voos. O escritório poderia usar as aeronaves desde a assinatura. O escritório diz que esse segundo contrato não foi aceito. A PF encontrou as minutas, as mensagens negociando as cotas e a ordem de Vorcaro: “Não deixa de atender Barci.” Uma das aeronaves do mesmo grupo já havia sido usada em deslocamentos ligados à família.


Quinze dias antes da prisão, o banqueiro autorizou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para cada um dos dois filhos do ministro.


Houve jantares, whisky, experiência “ultra VIP” em Campos do Jordão para um convidado chamado “Alex” e participação na organização do fórum de Londres. Vorcaro escreveu: “Tenho gratidão da minha vida a você. Toda a minha família tem uma dívida de vida contigo e sua família.”


Um ministro do Supremo não deveria dever gratidão a ninguém. Muito menos a um homem que vendeu crédito podre e tentou pagar honorários com jatinho e helicóptero.


O procurador que quer anular o relatório que o cita


Paulo Gonet aparece no mesmo documento que pediu para anular — em tempo recorde.


Mensagens intermediadas pelo advogado Ciro Soares mostram o PGR mandando recado de “saudades” de Vorcaro, chamando o banqueiro de “máquina” e escrevendo: “Tomara que tenha charuto e Macallan.”


Perguntou se o filho Pedro Gonet podia ir a Londres com as despesas pagas pelo Master. Vorcaro: “Óbvio, né.” Confirmou na lista: “Pedro e Ciro ok.”


O mesmo Gonet é o “Paulo” que Vorcaro pediu a Moraes para pressionar. Quando o relatório veio a público, o chefe do Ministério Público pediu a nulidade do papel que expõe essa proximidade. A imprensa chamou pelo nome: tentativa de blindagem.


O chefe da PF no evento pago pelo investigado


A assistente de Andrei Rodrigues na PF perguntou se passagem e hospedagem do diretor-geral no fórum de Londres seriam pagas. A resposta foi direta: o Master cobria tudo. Andrei precisava apenas de um convite formal para colocar o evento na agenda institucional.


Fábio Faria intermediou: “O que acha de eu convidar o DPF Andrei? Aí fechamos o PGR e o DPF.” Vorcaro topou. Hotel cinco estrelas. Degustação de Macallan que sozinha custou cerca de US$ 640 mil. Depois, o mesmo Andrei aparece nas anotações de Vorcaro como alguém a ser “reforçado” para impedir que a polícia agisse.


A teia que atravessou a República


O escândalo não parou no STF.


Dias Toffoli saiu da relatoria depois que um fundo ligado a Vorcaro comprou parte de um resort da família do ministro. A CPI do Crime Organizado pediu o indiciamento de Toffoli, Moraes, Gilmar Mendes e Gonet.


Ciro Nogueira (PP): a PF aponta benefício econômico de ao menos R$ 6 milhões, viagens a Courchevel, Paris e Nova York pagas pelo banqueiro, e projetos de lei no interesse do Master. Vorcaro comemorou uma emenda: “Saiu exatamente como mandei.” A polícia descreveu o banqueiro como “o 82º senador da República”.


Flávio Bolsonaro cobrou recursos para o filme Dark Horse. A imprensa registrou repasse de US$ 1,6 milhão em setembro de 2025, dias depois da cobrança.


Outros nomes atravessam o dossiê: Jaques Wagner, Cláudio Castro e aportes do RioPrevidência no Master, Ibaneis Rocha e a venda ao BRB, Davi Alcolumbre e as travas a uma CPI, Hugo Motta, servidores do Banco Central. Vorcaro tentou duas delações. PF e PGR recusaram, segundo a imprensa, porque ele omitia aliados.


O FGC já pagou dezenas de bilhões a credores do Master. Se uma emenda defendida no interesse do banco tivesse passado, o risco do fundo teria sido “sextuplicado”, segundo mensagem citada pela PF.


O que isso fez com o STF


Um ministro da mais alta corte do país em canal secreto com o dono da maior fraude bancária da história recente. Contrato milionário da mulher editado sob o perfil do próprio ministro. Cartões para os filhos. Cotas de jatinho e helicóptero na mesa. Pedido para segurar a polícia e o Ministério Público.


O procurador-geral pedindo charuto, Macallan e viagem paga para o filho — e, quando o relatório sai, pedindo para anular o documento que o menciona.


O diretor-geral da Polícia Federal com viagem e whisky pagos pelo mesmo banco que sua corporação investigava.


Isso não é “relação institucional”. É captura. E captura no Supremo não é um problema interno da Corte. É um problema da República.


O relatório da PF não condenou ninguém. Só abriu o celular do banqueiro. O que estava lá — e o que a imprensa tradicional e as redes já cruzaram — é o retrato de um país em que o dinheiro de um banco comprava agenda, proteção e silêncio no andar de cima.


Agora o próprio Supremo decide se investiga um de seus ministros. A Folha já chamou de ponto de não retorno. A pergunta do cidadão é mais simples e mais dura: se fosse um juiz de vara, já não estaria afastado?


Enquanto essa resposta não vier com a mesma clareza dos prints, o que fica em pé não é só a crise de um banco. É a dúvida sobre a Corte que deveria ser o último freio do Estado.



 
  • há 20 horas


"Mas quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos guiará em toda a verdade". - Jesus (João, 16:13)


O caminho de toda a Verdade e Jesus Cristo. O Mestre veio ao mundo instalar essa verdade para que os homens fossem livres e organizou o programa dos cooperadores de seu divino trabalho, para que se preparasse convenientemente o caminho infinito. No fim da estrada colocou a redenção e deu às criaturas o amor como guia.


Conforme sabemos, o guia é um só para todos. E vieram os homens para o serviço divino. Com os cooperadores vinham, porém, os gênios sombrios, que se ombreavam com eles nas cavernas da ignorância. A religião, como expressão universalista do amor, que é o guia, pairou sempre pura acima das misérias que chegaram ao grande campo; mas este ficou repleto das absurdidades.


O caminho foi quase obstruído. A ambição exigiu impostos dos que desejavam passar, o orgulho reclamou a direção dos movimentos, a vaidade pediu espetáculos, a conveniência requisitou máscaras, a política inferior estabeleceu guerras, a separatividade provocou a hipnose do sectarismo.


O caminho ficou atulhado de obstáculos e sombras e o interessado, que e o espírito humano, encontra óbices infinitos para a passagem. O quadro representa uma resposta a quantos perguntarem sobre os propósitos do Espiritismo cristão, sendo que o homem já conhece todos os deveres religiosos.


Ele é aquele Espírito de Verdade que vem lutar contra os gênios sombrios que vieram das cavernas da ignorância e invadiram o campo do Cristo. Mas, guerrear como: Jesus não pediu a morte de ninguém.


Sim, o Espírito de Verdade vem como a luz que combate e vence as sombras, sem ruídos. Sua missão é transformar, iluminando o caminho para que os homens vejam o amor, que constitui o guia único para todos, até a redenção.


REFLETINDO A MENSAGEM:


A mensagem nos convida a perceber que a verdade de Jesus não precisa de imposição, disputa ou alarde. O Espírito de Verdade atua como a luz: não agride as trevas, simplesmente as desfaz ao iluminar.


Muitas vezes, o caminho do bem fica encoberto pelos “ruídos” da vaidade, do orgulho, do sectarismo, da ambição e das nossas próprias interpretações. E, diante disso, o Espiritismo Cristão nos chama de volta ao essencial: o amor como único guia.


A verdadeira transformação acontece silenciosamente, dentro de nós. Não precisamos vencer ninguém; precisamos vencer em nós aquilo que ainda impede a passagem da luz. Quando permitimos que o amor conduza nossas escolhas, a verdade deixa de ser apenas um conhecimento e passa a ser uma experiência vivida.


Que saibamos silenciar os ruídos da alma para ouvir a voz de Jesus, permitindo que o Espírito de Verdade ilumine nossos caminhos — com humildade, amor e paz.


Livro: Segue-me 

Autor Espiritual: Emmanuel 

Médium: Chico Xavier 

Capítulo: Sem ruído.. 


Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus  

Instagram e YouTube: @mariamaedejesusne  

Rua Joana Angélica, 123 Centro - Brumado - Bahia 


Se desejar ajudar às nossas obras sociais recebemos doações no endereço acima ou através da chave Pix CNPJ: 59.245.502/0001-25



 

Robérico Silva de Oliveira

Teólogo • Gestor em Teologia • Psicanalista Clínico/Psicoterapeuta • Pós-graduado em Psicologia Clínica e Ciências Políticas • Bacharel em Administração • Radialista Profissional RPR/BA 3204 • Jornalista MTE/RJ 45005


ORIENTAÇÃO DIDÁTICA PARA CANDIDATOS E EQUIPES DE CAMPANHA


Ideia central: Campanha eleitoral é disputa de atenção, confiança, significado e relacionamento. Mídia amplia a mensagem; contato, coerência e presença transformam comunicação em vinculo político.

 

1. POSICIONAMENTO: ESCOLHA UM LADO E TENHA NITIDEZ


31.1. Não tente agradar a todos. Defina com clareza seu posicionamento, seu público prioritário e seu discurso.


31.2. Seu principal concorrente de votos pode ser quem disputa o mesmo perfil de eleitor. Conheça a sobreposição de públicos.


31.3. Diferencie-se do adversário sem transformar a campanha em agressão pessoal. Contraste de propostas dá nitidez ao posicionamento.


31.4. Muitos eleitores primeiro eliminam opções em que não pretendem votar. Mostre, com fatos e serenidade, por que sua candidatura é uma alternativa consistente.


31.5. Mantenha o foco no tema que você propôs. O assunto levantado pelo adversário deve ser uma ponte para voltar à sua agenda.


31.6. Identifique claramente os conflitos e problemas que pretende enfrentar. Evite criar um 'inimigo' artificial; apresente causas, responsáveis institucionais e soluções.


31.7. Candidato precisa assumir compromissos claros, realistas e verificáveis. Pense nisso.


NOTA DE RESPONSABILIDADE


Estratégia não substitui conformidade jurídica. As orientações deste material são didática e devem ser aplicadas em conjunto com a legislação eleitoral, as resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral, as regras partidárias e a orientação jurídica da campanha. Em especial, a propaganda eleitoral deve observar as regras sobre conteúdo digital, impulsionamento, desinformação, inteligência artificial, identificação de propaganda e proteção de dados.


“Campanha forte é aquela em que posicionamento, mensagem, presença e comportamento dizem a mesma coisa.” Pense nisso.


Na parte II vou trazer a seguinte abordagem:


COMUNICAÇÃO: MENSAGEM, VALORES E CONFIANÇA – Até a próxima edição.

 

FUNDAMENTOS TEÓRICOS E REFERÊNCIAS


* BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.


* KOTLER, Philip; KOTLER, Neil. Political Marketing: Generating Effective Candidates, Campaigns, and Causes. In: NEWMAN, Bruce I. (org.). Handbook of Political Marketing. Thousand Oaks: Sage, 1999.


* McLUHAN, Marshall. Understanding Media: The Extensions of Man. New York: McGraw-Hill, 1964.


* PANKE, Luciana. Campanhas eleitorais para mulheres: desafios e tendências. Curitiba: UFPR, 2016.


* WOLTON, Dominique. Pensar a comunicação. Brasília: Editora UnB, 2004.


* BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.610, de 18 de dezembro de 2019, com alterações posteriores, especialmente as normas aplicáveis às Eleições 2026.


* BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Eleições 2026: normas e documentação oficial. Consulta realizada em 30 ago. 2026.



 
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