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"Vai e não peques mais".

- Jesus (João 8:11). 


- A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se. 


- A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição. 


-  A fonte que não amparas, costuma secar-se. 


- A água que não distribuis, forma pântanos. 


- O fruto não aproveitado, apodrece. 


- A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil. 


- A enxada que não utilizas, cria ferrugem. 


- As flores que não cultivas, nem sempre se repetem. 


- O amigo que não conservas, foge do teu caminho. 


- A medicação que não respeitas, na dosagem e na oportunidade de que lhe dizem respeito, não te beneficia o campo orgânico. 


Assim também é a graça Divina. 


Se não guardas o favor do alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes em benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais.


Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade ao programa regenerativo todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis. 


"Vai e não peques mais". 


O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo. 


O médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservarmos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as conseqüências de novos desequilíbrios que nos aviltarão a invigilância.


REFLETINDO A MENSAGEM:


As palavras de Jesus, "Vai e não peques mais" (João 8:11), representam muito mais do que uma advertência: são um convite ao recomeço. O Mestre oferece o perdão, mas também nos chama à responsabilidade de transformar nossas atitudes.


Emmanuel nos lembra que tudo aquilo que não é cuidado acaba se perdendo. A semente, a fonte, a árvore, o fruto e até mesmo a amizade necessitam de atenção constante para produzirem vida. Da mesma forma, a graça divina recebida por nós precisa ser preservada por meio da vigilância, da renovação íntima e da prática do bem.


Não basta receber o auxílio do Alto; é indispensável corresponder a ele com esforço sincero. Deus nos concede oportunidades, inspirações e amparo, mas cabe a cada um de nós fazer a própria parte no processo de regeneração espiritual.


Que a recomendação de Jesus ecoe diariamente em nossos corações, lembrando-nos de que cada novo dia é uma oportunidade para vencer antigas imperfeições, cultivar o bem e caminhar com fidelidade ao Evangelho. O perdão divino nos levanta, mas a perseverança no bem é o que nos mantém de pé.



Livro: Segue-me 

Autor Espiritual: Emmanuel 

Médium: Chico Xavier 

Capítulo: Não peques demais.


Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus  

Instagram e YouTube: @mariamaedejesusne  

Rua Joana Angélica, 123 Centro - Brumado - Bahia 


Se desejar ajudar às nossas obras sociais recebemos doações no endereço acima ou através da chave Pix CNPJ: 59.245.502/0001-25



 
  • há 2 dias

Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


A decisão do ministro Alexandre de Moraes de vetar as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, logo após a leitura pública de uma carta escrita da prisão domiciliar, expõe uma arbitrariedade que fere frontalmente garantias processuais básicas.

 

Esse ato monocrático carece de fundamento sólido na legislação e transforma uma comunicação familiar em motivo de punição adicional. Em vez de reforçar a autoridade institucional, a medida acabou funcionando como um erro estratégico grave para quem a aplicou.

 

O pedido ou a iniciativa que levou a essa proibição não se sustenta em bases legais adequadas. Atribuições dessa natureza caberiam ao Ministério Público, com contraditório prévio e eventual deliberação colegiada, e não a uma determinação isolada de um relator. A Lei de Execução Penal autoriza expressamente que pessoas em cumprimento de pena se comuniquem por meio de cartas, preservando esse canal mesmo sob restrições de regime. Aqui, contudo, uma única mensagem de apoio familiar gerou bloqueio imediato de contato, algo que contrasta de forma abrupta com o tratamento dispensado a outros réus em situações semelhantes.

 

Esse desdobramento colocou Flávio Bolsonaro sob holofotes de maneira inesperada e transformou a carta em símbolo de resistência. O que se pretendia conter ganhou projeção nacional, elevando o perfil do senador como figura política e reforçando a percepção de que o sistema age de forma seletiva contra o ex-presidente. A narrativa de assédio judicial ganhou força concreta, especialmente quando se observam as diferenças marcantes em relação ao período em que Lula esteve preso. Naquele caso, o então presidente pôde redigir mensagens, articular posições e manter contatos sem que novas sanções fossem impostas por conta disso.

 

Críticas internas ao próprio Supremo já circularam em torno de métodos que concentram poder em decisões individuais e aceleram prazos de forma desproporcional.

 

Alguns ministros e observadores próximos à Corte questionam se o ritmo processual e as limitações impostas respeitam integralmente o devido processo e o princípio do juiz natural.

 

Tais questionamentos internos enfraquecem a imagem de unanimidade e mostram que nem dentro da instituição há consenso sobre a legitimidade de todas as medidas adotadas.

 

A repercussão além das fronteiras brasileiras acompanha o mesmo tom de alerta. Veículos internacionais de referência têm apontado, em episódios recentes e semelhantes, para riscos de excessos judiciais que afetam direitos de expressão e garantias individuais.

 

Reportagens e análises em publicações como The Economist e colunas em grandes jornais americanos destacam o padrão de ativismo que, na visão deles, aproxima o Judiciário brasileiro de práticas questionáveis em outros países. O caso atual da carta e da proibição de visitas encaixa-se nesse quadro de preocupações crescentes sobre o equilíbrio entre autoridade e liberdade.

 

A tentativa de silenciar uma comunicação autorizada por lei acabou produzindo o efeito oposto. Flávio ganhou visibilidade, a família Bolsonaro consolidou apoio entre parcelas da população que enxergam perseguição sistemática e o debate sobre os limites do poder judicial ganhou novos argumentos. O que deveria passar despercebido virou prova adicional de que as regras parecem valer de maneira diferente conforme o lado envolvido. A história recente do país mostra que ações vistas como excessivas costumam cobrar preço alto de quem as toma.



 

RIBAMAR VIEGAS - ESCRITOR LUDOVICENSE


         (Pesquisa)            


          Num certo livro de matemática, um quociente apaixonou-se por uma incógnita.


          Ele, o quociente, produto de notável família de importantíssimos polinómios.


          Ela, uma simples incógnita, de mesquinha equação literal. Oh! Que tremenda desigualdade. Mas como todos sabem, o amor não tem limites e vai do mais infinito ao menos infinito.


           Apaixonado, o quociente olhou-a do vértice à base, sob todos os ângulos, agudos e obtuso. Era linda, uma figura ímpar e punha-se em evidência: olhar romboide, boca trapezoide, seios esféricos num corpo cilíndrico de linhas senoidais.


          ― Quem és tu? Perguntou o quociente com olhar radical.


          ― Eu sou a raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos, mas pode chamar-me de Hipotenusa. Respondeu ela com expressão algébrica de quem ama.   


          Ele fez de sua vida uma paralela à dela, até que se encontraram no infinito. E amaram-se ao quadrado da velocidade da luz, traçando ao sabor do momento e a paixão, retas e curvas nos jardins da quarta dimensão. Ele amava-a e o recíproco era verdadeiro. Adoravam-se nas mesmas razões e proporções no intervalo aberto da vida. 


          Três quadrantes depois, resolveram casar-se. Traçaram planos para o futuro e todos desejaram felicidade integral. Os padrinhos foram o vector e a bissectriz.


          Tudo estava nos eixos. O amor crescia em progressão geométrica. Quando ela estava em suas coordenadas positivas, tiveram um par: ao menino, em honra ao padrinho, chamaram de Versor, à menina, uma linda Abcissa.


          Eram felizes até que, um dia, tudo se tornou uma constante. Foi aí que surgiu um outro. Sim, um outro. O máximo divisor comum, um frequentador de círculos viciosos. O mínimo que o máximo ofereceu foi uma grandeza absoluta.


          Ela sentiu-se imprópria, mas passou a amar o máximo. Sabedor desta regra de três, o quociente chamou-a de fração ordinária. Sentiu-se um denominador comum e resolveu aplicar a solução trivial: um ponto de descontinuidade na vida deles.


          Quando os dois amantes estavam em colóquio amoroso, ele em termos menores e ela de combinação linear, chegou o quociente e num giro determinante, disparou o seu 45.


          Ela foi transformada numa simples dízima periódica e foi para o espaço imaginário e ele, o feminicida, foi parar num intervalo fechado, onde a luz solar se via através de pequenas malhas quadráticas.


(A matemática é uma ciência exata, não admite injustiça ‒ erro)



 
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