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Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


“ESCUTAR A VOZ DE DEUS E JEJUAR ATÉ DA LÍNGUA FERINA”  

   

Na véspera da Quaresma, que inicia em 18 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, o Papa Leão XIV publicou sua primeira Mensagem para este tempo litúrgico sagrado, intitulada “Escutar e jejuar. A Quaresma como tempo de conversão”. Assinada em 5 de fevereiro, memória de Santa Ágata, virgem e mártir, a exortação é um chamado profético à Igreja para voltar o coração a Cristo Crucificado, recolocando o mistério de Deus no centro da existência, longe das distrações e inquietações do mundo secularizado. 

  

O Santo Padre recorda que “a Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano”. Todo caminho de conversão, essência da vida cristã, começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra de Deus e a acolhemos com docilidade de espírito. É um convite a percorrer com Jesus o caminho que sobe a Jerusalém, onde se cumpre o mistério da Sua Paixão, Morte e Ressurreição, o centro da nossa redenção. 

  

Escutar. Deixar se instruir por Deus para ouvir como Ele. 

  

Em primeiro lugar, o Papa destaca o escutar como o primeiro ato de amor e relação. Deus mesmo, revelando se a Moisés na sarça ardente, mostra que ouvir o clamor do oprimido é traço distintivo do Seu ser: “Eu vi a miséria do meu povo no Egito e ouvi o seu clamor” Ex 3,7. A liturgia nos educa a discernir, entre as muitas vozes do mundo, o grito que sobe do sofrimento e da injustiça, especialmente o dos pobres, que interpela constantemente nossa vida, sociedades, sistemas políticos e econômicos e, sobretudo, a Igreja. 

  

Mas esta escuta não é ideológica. É espiritual e discernida. O Papa adverte contra o barulho das muitas vozes modernas, frequentemente carregadas de relativismo, ódio e agendas divisórias, e pede que Deus nos ensine a ouvir como Ele, com misericórdia verdadeira, sem cair em vitimismo ou manipulações políticas. É um chamado à ordem interior: priorizar a voz de Deus sobre o ruído do mundo. 

  

Jejuar. Disciplina do corpo e do coração para a liberdade verdadeira. 

  

Se a Quaresma é tempo de escuta, o jejum é a prática concreta que abre o coração à Palavra. Antigo e insubstituível, o jejum envolve o corpo para revelar nossas verdadeiras fomes e ordenar os apetites. Citando Santo Agostinho, o Papa recorda a tensão entre a fome de justiça nesta terra e a saciedade na vida eterna. O jejum disciplina, purifica e expande o desejo rumo a Deus e ao bem. 

  

Para evitar o orgulho, tentação comum no mundo atual, o jejum deve ser vivido na fé e humildade, nutrido pela Palavra. “Não jejua verdadeiramente quem não sabe alimentar se da Palavra de Deus”, adverte, ecoando Bento XVI e Paulo VI. Só a austeridade torna a vida cristã forte e autêntica. 

  

O convite mais impactante e profético é o jejum da língua. “Comecemos a desarmar a linguagem, renunciando às palavras taglientes, ao julgamento imediato, ao falar mal dos ausentes, às calúnias”. Em família, no trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos e nas comunidades cristãs, cultivemos a gentileza. Assim, muitas palavras de ódio deixarão lugar a palavras de esperança e paz. 

  

Esta proposta é um antídoto direto à cultura do cancelamento, ao ódio online e à agressividade verbal que dividem sociedades e até comunidades católicas. O Papa defende a responsabilidade pessoal e a caridade autêntica, rejeitando o relativismo que justifica ofensas em nome de causas. A verdadeira paz nasce da conversão do coração, não de discursos inflamados. 

  

Juntos. A conversão comunitária na Igreja. 

  

A Quaresma não é só individual. Inspirado em Neemias, Ne 9,1 a 3, o Papa chama paróquias, famílias e grupos a um caminho compartilhado. Escutar a Palavra, o grito dos pobres e da terra, e jejuar juntos sustenta o arrependimento real. A conversão afeta relações, diálogo e acolhida do sofrimento, construindo a civilização do amor pela graça, não por utopias humanas. 

  

Graça para uma Quaresma que transforma. 

  

Leão XIV conclui pedindo graça para uma Quaresma que torne nossos ouvidos atentos a Deus e aos últimos, com jejum que alcance a língua e comunidades que acolham o sofrimento, gerando libertação. “Que nossas comunidades se tornem lugares onde o grito de quem sofre encontra acolhida e o escutar abre caminhos de libertação, tornando nos mais prontos para edificar a civilização do amor”. 

  

Em tempos de crise moral e polarização, esta mensagem é um bálsamo cristão: retorno à tradição ascética, à cruz, à humildade e à caridade verdadeira. Que os fiéis acolham este chamado como graça para morrer ao pecado e ressurgir com Cristo na Páscoa. Que Maria, Mãe da conversão, nos guie neste santo tempo. 

  



 
  • há 10 horas

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas.  


É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.  


Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.  


Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.  


Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.  


Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.  


Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras.  


Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem?  


Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.  


É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral.  


Autor Espiritual: Emmanuel Psicografia: Chico Xavier Em julho de 1939 / Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, em janeiro de 2001.  


Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus.  


YouTube: @mariamaedejesusne 



 

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


A importância de ser macho resta clarificada na frase dita por uma mãe ao seu filho durante a rendição de Granada. 

  

Granada foi governada pelos muçulmanos de 1238 a 1492 e quando foi retomada pelos cristãos em 2 de janeiro de 1492 - após a assinatura de um tratado em novembro de 1491, no instante em que a cidade era entregue aos reis Fernando e Isabel, o sultão Boabdil - Abu Abud Aliah, teria chorado amargamente sobre uma colina por perder a cidade que marcava a presença muçulmana na Península Ibérica.  

  

Granada era tida como uma fortaleza inexpugnável e por isso, impossível de ser tomada em razão de investidas externas. 

  

Porém, um cerco militar foi feito e as pessoas que moravam nas vilas ao redor da cidade foram buscar abrigo dentro dos muros. 

  

Como a campanha militar espanhola se deu no verão europeu, muito não tardou para que o calor, o confinamento e a impossibilidade de receber recursos - comida e água, inclusive, fez com que a fome, a sede e doenças fossem, pouco a pouco, minando o moral das tropas de Boabdil e colocando a população sob severas condições de sobrevivência.  

  

Vencidos pela fome, pela sede e exauridos em suas forças, não houve outra opção senão a de capitular e aceitar os termos e condições impostas pelos vencedores. 

  

O cerco à Granada durou dez anos, de 1482 a 1492, e extremo limite da resistência muçulmana se deu em finais do ano de 1491, quando foi assinado um tratado de rendição e estipuladas as condições de entrega da cidade aos reis espanhóis e aos seus exércitos.  

  

Enquanto saia da cidade, o sultão teria dito que naquele dia um homem chorava para que uma mulher (a Rainha Isabel) pudesse governar.  

  

Foi neste instante que a mãe de Boabdil disse a seu filho: 

  

"Não chore feito mulher sobre algo que você não conseguiu defender como homem!" (...) 

  

E assim terminou a era de domínio do Islão na Península Ibérica. 



 
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