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Por CARLOS AROUCK

FORMADO EM DIREITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS


Antes da saída de Flávio Bolsonaro, a sequência de eventos sustenta a leitura de que ele foi alvo de uma operação judicial acelerada. Nas vésperas do segundo turno, teria sido preparada uma operação de busca e apreensão com dezenas de mandados ligados a investigações que citavam o advogado Willer Tomaz. A Procuradoria Geral da República, no entanto, não autorizou a medida naquele momento. No debate da Band, em dezoito de outubro, Lula disse a Flávio, diante das câmeras, que ele perderia a imunidade parlamentar e que “muitos inquéritos agora vão andar”, uma frase lida por adversários como aviso explícito de que a derrota eleitoral traria consequência jurídica.


Na noite de vinte e cinco de outubro, sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a vitória de Lula, Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes de Flávio, proibiu sua saída do país e cortou seu contato com Willer Tomaz. No dia seguinte, após Flávio visitar o pai em prisão domiciliar, a Polícia Federal o intimou com prazo para entregar os documentos. Segundo a cronologia dos apoiadores, o prazo não foi cumprido e os passaportes, comum e diplomático, acabaram cancelados.


O temor central é o seguinte: entregues os passaportes, Moraes disporia de Flávio sem a proteção da imunidade e poderia aplicar, segundo essa leitura, um enquadramento penal moldado sob medida. Não se trata de afirmar que condenação era certa, mas de notar que a velocidade, da ameaça no debate à ordem horas após o resultado, comprimiu o tempo de defesa a praticamente zero.


Diante desse encadeamento, a saída para os Estados Unidos e o pedido de asilo político surgem, na ótica dos aliados, não como fuga, mas como a única via restante para escapar de um processo que, aos olhos deles, já tinha veredito antes da instrução.



 

Por JOSÉ WALTER PIRES

ESCRITO E POETA


Essa histórica expressão latina vem a calhar, após o turbulento processo eleitoral de 2026, na disputa presidencial entre o vetusto presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o neo-postulante Flávio Bolsonaro, senador da república.


Ontem, após consumadas as expectativas favoráveis ao velho presidente, com uma considerável margem de votos à frente do seu concorrente, as festivas comemorações eclodiram pelo país, dando vazão às emoções dos apoiadores do candidato eleito, com um resultado, a priori, contrário às inúmeras pesquisas realizadas. Agora, Inês é morta!


Sobre o resultado resultado, não há mais o que se fazer. E as previsíveis reações que possam advir daí, não passarão do choro dos perdedores, com as alegações ressentidas e arraigadas de argumentos que, por certo, não irão surtir os desejados efeitos.


Diante deste fato, que nada tem de inusitado, pois um dos dois combatente haveria de sair vitorioso e o outro, perdedor, sofrendo o amargor da derrota, recordei-me do episódio histórico, ocorrido em 390 a. C., quando o exército dos famosos gauleses, liderados pelo General Breno, atacou Roma, capturando toda a cidade à exceção do Monte Capitolino. Breno montou cerco contra os monte e, finalmente os romanos pediram para pagar o resgate da cidade. Breno pediu 1.000 libras, correspondente 329 kg de ouro. Premidos pela circunstância, os romanos aceiraram os termos do acordo, devidamente registrado, A Urbe condita libre, desde a fundação da cidade em 753 a. C, mas os gauleses trouxeram os próprios pesos para medidas e as balanças para o fim ensejado. Os romanos reclamaram com Breno, dizendo que os pesos estavam manipulados, favorecendo os gauleses. Breno pegou a sua espada e a lançou em cima dos pesos, exclamando: — Vee, victis!  Os romanos tiveram de trazer mais ouro para contrabalançar o peso da espada. Porém, os gauleses foram derrotados antes que o resgate fosse pago.


A metáfora que nos ocorre é a que diante da derrota, as meras lamentações, quando não lastreadas em fatos concretos, não fazem qualquer efeito, passando os perdedores a se sujeitarem às imposições dos vencedores, e ao peso da espada que faz crescer o volume do ambicionado tesouro.


Como consolo: a luta continua!



 

Situar em posição clara e definida as aspirações sociais e os ideais espíritas cristãos, sem confundir os interesses de César com os deveres para com o Senhor.

Só o Espírito possui eternidade.

*

Distanciar-se do partidarismo extremado.

Paixão em campo, sombra em torno.

*

Em nenhuma oportunidade, transformar a tribuna espírita em palanque de propaganda política, nem mesmo com sutilezas comovedoras em nome da caridade.

O despistamento favorece a dominação do mal.

*

Cumprir os deveres de cidadão e eleitor, escolhendo os candidatos aos postos eletivos, segundo os ditames da própria consciência, sem, contudo, enlear-se nas malhas do fanatismo de grei.

O discernimento é caminho para o acerto.

*

Repelir acordos políticos que, com o empenho da consciência individual, pretextem defender os princípios doutrinários ou aliciar prestígio social para a Doutrina, em troca de votos ou solidariedade a partidos e candidatos.

O Espiritismo não pactua com interesses puramente terrenos.

*

Não comerciar com o voto dos companheiros de ideal, sobre quem a sua palavra ou cooperação possam exercer alguma influência.

A fé nunca será produto para mercado humano.

*

Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim orar em favor deles, a fim de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.

Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da crítica.

*

Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial.

A rigor, não há representantes oficiais do Espiritismo em setor algum da política humana.

*

“Nenhum servo pode servir a dois senhores.”

Jesus. (Lucas, capítulo 16, versículo 13.)


Do livro: Conduta Espírita

Por: Chico Xavier / Waldo Vieira / André Luiz



 
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