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Verônica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


Durante todo o mês de agosto, faremos uma caminhada pelos caminhos da ancestralidade, conhecendo a origem dos cultos africanos que deram origem às tradições preservadas nos terreiros brasileiros.

 

É importante compreender que o Candomblé praticado no Brasil nasceu do encontro de diferentes povos africanos, entre eles os iorubás (Ketu), os povos Jeje, oriundos do antigo Reino do Daomé, e os povos Bantu (Angola e Congo). Cada nação preservou seus fundamentos, sua língua, seus ritos e sua forma de cultuar o sagrado, enriquecendo a espiritualidade afro-brasileira.

 

Nesta primeira semana, conheceremos Ewá e Oxumarê, dois orixás da tradição iorubá que representam o mistério da vida, da transformação e da continuidade.


Ewá

 

Ewá é a senhora da beleza discreta, da pureza, da vidência e dos mistérios ocultos. É considerada a guardiã dos horizontes, das neblinas e daquilo que os olhos comuns não conseguem enxergar. Sua força está na sensibilidade espiritual, na intuição e na capacidade de revelar verdades apenas para aqueles que estão preparados para recebê-las.

 

Seu culto tem origem entre os povos iorubás, na região onde hoje se encontram a Nigéria e parte do Benim.

 

Seus elementos sagrados são as águas tranquilas, a névoa, a delicadeza da natureza e tudo aquilo que representa recolhimento, silêncio e contemplação.

 

Oxumarê

 

Oxumarê é o orixá do movimento, da riqueza, da prosperidade e dos ciclos da vida. É representado pelo arco-íris e pela serpente sagrada, símbolos da ligação entre o céu e a terra.

 

Ensina que nada permanece igual para sempre. Assim como o arco-íris aparece após a chuva, também as dificuldades dão lugar a novos tempos quando caminhamos com fé, equilíbrio e perseverança.

 

Seu culto também nasceu entre os povos iorubás, sendo um dos orixás ligados à renovação constante da existência.

 

Seus elementos são o arco-íris, a serpente, a chuva, a fertilidade e o movimento contínuo da natureza.

 

Um Itan de Ewá e Oxumarê

 

Conta um antigo itan que houve um tempo em que a Terra perdeu seu brilho. As águas deixaram de correr, as plantas secaram e os homens já não acreditavam na renovação.

 

Foi então que Oxumarê elevou seu corpo aos céus, formando um grande arco luminoso entre o Orun e o Ayê. A chuva voltou a cair, as sementes germinaram e a vida renasceu.

 

Ewá observava tudo em silêncio. Ela ensinou que somente aqueles capazes de enxergar além das aparências compreenderiam que toda transformação verdadeira nasce primeiro dentro do coração.

 

Desde então, Oxumarê lembra que tudo está em constante movimento, enquanto Ewá protege aqueles que buscam a evolução espiritual com humildade, paciência e sabedoria.

 

Ebó simbólico para Ewá

 

Finalidade: fortalecer a intuição, a serenidade e a clareza espiritual.

 

Materiais:

 

* 1 vela branca;

* Flores brancas;

* Uma tigela de barro ou vidro com água limpa.

 

Acenda a vela, faça uma oração pedindo discernimento, paz e sabedoria para enxergar os caminhos corretos. Ao final, despeje a água aos pés de uma árvore, agradecendo à natureza.

 

Ebó simbólico para Oxumarê 


Finalidade: pedir renovação, prosperidade e abertura de caminhos.

 

Materiais:

 

* 7 fitas coloridas;

* 7 moedas limpas;

* Um pouco de mel.

 

Faça uma oração pedindo que os ciclos difíceis sejam encerrados e que novas oportunidades floresçam em sua vida. As fitas podem ser amarradas em uma árvore saudável como símbolo de renovação, e as moedas devem ser doadas a alguém em situação de necessidade, para que a prosperidade continue circulando.

 

Reflexão da Semana

 

Ewá nos ensina que nem tudo precisa ser revelado antes do tempo. Oxumarê nos lembra que a vida é feita de ciclos e que nenhuma dificuldade é permanente.

 

Que possamos confiar nos movimentos do destino, cultivar a paciência e permitir que a transformação aconteça no tempo certo.

 

Na próxima semana, conheceremos outros fundamentos da ancestralidade africana e continuaremos nossa jornada pelos saberes que atravessaram o oceano e permanecem vivos nos terreiros do Brasil.



 
  • há 9 horas

JUNCAL


Tão lindinho ou nem tanto,

Grande ou pequeno,

Cavo ou plano,

Com odor ou sem:

o prestigiado chulé.

 

Com ele caminhamos.

Vamos daqui até ali,

Vamos dali até aqui,

Em pisadas pronadas, neutras ou supinadas.

Assim seguimos…

 

E quase alcançamos o infinito,

Uma questão de vontade e desejo.

Por onde passa, o pé deixa rastros,

Para não se perder

Ou para ser seguido,

Em perseguição… ou não.

 

Mas o pé

Também pisa sorrateiramente,

Deixando marcas,

Apertando, esmagando…

Em passadas contínuas.

 

Não é nada bão,

Mas tem quem goste,

Aceite, curta e conviva.

Questão de prioridade,

De ataque ou de defesa.

 

Assim até  a uva é pisada,

E tem um motivo para isso.

O resultado é o vinho,( bons tempos )

Como tudo começou,

Seco ou suave!

 

O pé esmaga pequenos bichinhos,

Plantinhas, florzinhas,

Outro pé…

Mas, as vezes sem querer,

Outras, querendo.

 

O pé também nos protege dos maus.

Ele chuta e faz goooool!

Mas, às vezes,

Também dá um pé na bunda,

Merecidamente… ou não.

 

Tudo acontece em seu devido momento,

Cada passo tem suas razões,

Seus motivos,

Muitas séries de combinações, sistematicamente

Quase sempre inevitáveis.

 

Há também a unha encravada…

E como dói!

Precisa de cuidados,

Ser aparada e pintada,

Em busca de um alívio passageiro.

 

Há o pé torto

E o pé certinho.

Há pés para todas as ocasiões:

De tamanco, sandália, sapato,

Bota ou mesmo descalços,

Sabotando hoje  a antiga galocha!

 

Afinal, o pé tem carisma e charme.

Quando somos pequenos,

Chega facilmente à boca.

Com o passar dos anos,

Incha, esfria, esquenta…

E nos lembra, silenciosamente,

Que o tempo também caminha.



 

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.” (Tiago 4:11)


Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na esfera das conversações leais. A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a energia serena em afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande cuidado no que concerne aos comentários posteriores.


A maledicência espera a sinceridade para turvar-lhe as águas e inutilizar-lhe esforços justos. O mal não merece a coroa das observações sérias. Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe a esfera de ação.


Por isso mesmo, o conselho de Tiago reveste-se de santificada sabedoria.


Quando surja o problema de solução difícil, entre um e outro aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionando-o à claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a distância um do outro, para comentários maliciosos da situação, agravando a dor das feridas abertas.


“Falar mal”, na legítima significação, será render homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus para ser crítico de suas obras.


Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates.


Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice, mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de grandes desventuras íntimas.


 REFLETINDO A MENSAGEM:


A maledicência quase sempre nasce de um julgamento precipitado e se alimenta daquilo que desconhecemos sobre o coração do outro.


Quando escolhemos comentar as falhas alheias, desviamos o olhar da própria reforma íntima, que é o verdadeiro convite do Evangelho. Jesus nos ensina que a caridade também se expressa pelas palavras: falar para consolar, orientar e edificar.


Antes de emitir uma crítica, vale perguntar a nós mesmos se aquilo que diremos levará paz, esperança e crescimento.


 Quem aprende a vigiar a própria língua transforma o silêncio em prece e a palavra em instrumento de amor, fortalecendo a si mesmo e semeando fraternidade por onde passa.


Livro: Fonte Viva (Coleção Fonte Viva)

Autor Espiritual: Emmanuel Médium:

Chico Xavier 

Capítulo 151:


Maledicência Núcleo Espírita Maria Mãe de Jesus  

Instagram e YouTube: @mariamaedejesusne  

Rua Joana Angélica, 123 Centro - Brumado - Bahia 


Se desejar ajudar às nossas obras sociais recebemos doações no endereço acima ou através da chave Pix CNPJ: 59.245.502/0001-25



 
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