
“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne; os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, vossos mancebos terão visões e os vossos velhos sonharão sonhos.” — (ATOS, capítulo 2, versículo 17.)
No dia de Pentecostes, Jerusalém estava repleta de forasteiros. Filhos da Mesopotâmía, da Frígia, da Líbia, do Egito, cretenses, árabes, partos e romanos se aglomeravam na praça extensa, quando os discípulos humildes do Nazareno anunciaram a Boa Nova, atendendo a cada grupo da multidão em seu idioma particular.
Uma onda de surpresa e de alegria invadiu o espírito geral.
Não faltaram os cépticos, no divino concerto, atribuindo à loucura e à embriaguez a revelação observada. Simão Pedro destaca-se e esclarece que se trata da luz prometida pelos céus à escuridão da carne.
Desde esse dia, as claridades do Pentecostes jorraram sobre o mundo, incessantemente.
Até aí, os discípulos eram frágeis e indecisos, mas, dessa hora em diante, quebram as influências do meio, curam os doentes, levantam o espírito dos infortunados, falam aos reis da Terra em nome do Senhor.
O poder de Jesus se lhes comunicara às energias reduzidas.
Estabelecera-se a era da mediunidade, alicerce de todas as realizações do Cristianismo, através dos séculos.
Contra o seu influxo, trabalham, até hoje, os prejuízos morais que avassalam os caminhos do homem, mas é sobre a mediunidade, gloriosa luz dos céus oferecida às criaturas, no Pentecostes, que se edificam as construções espirituais de todas as comunidades sinceras da Doutrina do Cristo e é ainda ela que, dilatada dos apóstolos ao círculo de todos os homens, ressurge no Espiritismo cristão, como a alma imortal do Cristianismo redivivo.
DO LIVRO: CAMINHO, VERDADE E VIDA







Mayrion Álvares da Silva
Estoquista
Instagram: @folhadebrumado
Desde que o ser humano foi definido
Como um ser racional,
A divindade lhe deu de presente:
O raciocínio e o livre-arbítrio.
Um, é a faculdade mental da razão;
O outro é uma faculdade humana
Da autodeterminação.
O raciocínio sempre nos serviu
Para discernirmos com clareza
E avaliarmos fatos com critérios,
Para tomarmos a decisão mais correta.
Já o livre-arbítrio
É a faculdade de o ser humano
Fazer suas próprias escolhas.
Vamos analisar da seguinte forma:
Imagine uma estrada bem estreita,
Onde um jardineiro plantou rosas
Dos dois lados da mesma,
E você passa todos os dias por ela,
Admirando tanto a beleza das rosas
Como o seu perfume.
E você só toca os seus espinhos
Se quiser, ou acidentalmente.
Isso significa que o jardineiro
Não plantou as rosas pensando em seus espinhos,
Pois o mesmo já sabia que os espinhos
Passariam despercebidos
Diante da beleza das rosas.
Assim sendo, o jardineiro usou o raciocínio,
Pois as pessoas que por ali passassem
Só iriam se ferir se quisessem ou por acidente.
Imagine agora a mesma estrada estreita,
E outro jardineiro tivesse plantado
Mandacaru dos dois lados dessa estrada.
As pessoas que por ali passassem,
Por mais que fossem admiradoras do mandacaru,
Iriam se ferir gratuitamente,
Pois não poderiam acariciar um mandacaru
Como acariciam uma rosa.
Dessa vez seria o mandacaru
Que passaria despercebido,
Devido aos espinhos chamarem muito mais atenção.
Isso significa que o jardineiro
Usou o seu livre-arbítrio,
Pois ele já sabia das consequências,
E o seu objetivo era um só:
Machucar e ferir outras pessoas.
Isso é mais uma escolha determinada
Que uma atitude raciocinada.
Moral da história:
Quem te oferece um caminho com rosas
Nunca espera que os seus espinhos possam te ferir,
Pois a sua intenção é fazer que a beleza das mesmas
Te proporcione um dia melhor.
Já quem te oferece um caminho com mandacaru
Tem somente uma única intenção:
Te ferir profundamente.








Por: VANÚBIA SANTOS
Administradora/Coach. Especialista em Desenvolvimento Humano Organizacional. Administradora da CC&DHO.
Religião, fé, crença e respeito.
Há algo que me entristece profundamente na humanidade: a nossa dificuldade em aceitar que o outro pode acreditar em algo diferente de nós.
Queremos ter razão.
Queremos convencer.
Queremos provar que a nossa religião é a certa, que a nossa fé é a verdadeira, que o nosso caminho é o melhor.
E, muitas vezes, nessa necessidade de estar certos, esquecemos algo muito mais importante: do outro lado também existe um ser humano.
Uma pessoa com uma história.
Com dores que não conhecemos. Com experiências que nunca vivemos.
Com perguntas que talvez sejam diferentes das nossas.
Com uma maneira própria de enxergar o mundo.
E, principalmente, com o mesmo direito que nós temos de buscar respostas para os grandes mistérios da vida.
Mas quem somos nós para afirmar que conhecemos toda a verdade?
Somos seres humanos.
Imperfeitos.
Erramos.
Nos enganamos.
Mudamos de opinião.
Interpretamos as coisas de maneiras diferentes.
Às vezes acertamos.
Muitas vezes aprendemos depois de errar.
Então, por que tanta certeza de que somente nós estamos certos?
Ter fé não deveria nos tornar arrogantes.
Deveria nos tornar humildes.
Porque acreditar profundamente em alguma coisa não significa que precisamos destruir aquilo em que o outro acredita.
Eu posso amar a minha religião e respeitar a sua.
Posso seguir o meu caminho sem impedir que você siga o seu.
Posso discordar de você sem te odiar.
Posso ter convicções sem transformar minhas convicções em armas.
E talvez seja isso que esteja faltando ao mundo:
menos julgamento e mais compreensão.
Nós julgamos pessoas sem conhecer suas histórias.
Condenamos sem saber suas dores.
Apontamos seus erros e esquecemos dos nossos.
Somos rápidos para exigir que os outros sejam melhores, mas muitas vezes somos lentos para reconhecer aquilo que precisamos melhorar em nós mesmos.
E então eu me pergunto:
E se, antes de julgar, nós escutássemos?
E se, antes de condenar, tentássemos compreender?
E se, antes de responder com raiva, escolhêssemos respirar?
E se, diante de uma diferença, em vez de perguntar:
“Quem está certo?”
perguntássemos:
“Como podemos continuar nos respeitando mesmo pensando diferente?”
Talvez muitas brigas terminassem antes mesmo de começar.
Talvez muitas famílias permanecessem unidas.
Talvez amizades não fossem destruídas por opiniões diferentes.
Talvez pessoas não fossem perseguidas simplesmente porque acreditam de outra maneira.
Porque uma coisa é discordar.
Outra coisa é desrespeitar.
Uma coisa é ter fé.
Outra coisa é achar que somos donos da verdade.
Uma coisa é defender aquilo em que acreditamos.
Outra, completamente diferente, é acreditar que temos o direito de humilhar quem acredita diferente.
E o amor?
Se a nossa fé fala de amor, por que não conseguimos amar quem pensa diferente?
Se fala de compaixão, por que somos tão rápidos em condenar?
Se fala de perdão, por que guardamos tanta mágoa?
Se fala de paz, por que transformamos diferenças em guerras?
Talvez a verdadeira espiritualidade não esteja apenas naquilo que dizemos acreditar.
Talvez ela esteja naquilo que fazemos com aquilo em que acreditamos.
Porque é muito fácil falar sobre amor.
Difícil é amar quando somos contrariados.
É fácil falar sobre perdão.
Difícil é perdoar quem nos feriu.
É fácil falar sobre respeito.
Difícil é respeitar alguém cuja opinião nos incomoda.
É fácil dizer que somos pessoas de fé.
Difícil é manter a humanidade quando o outro não pensa como nós.
Talvez precisemos julgar menos e amar mais.
Não precisamos concordar com todos.
Não precisamos abandonar nossas crenças.
Não precisamos pensar da mesma maneira.
Mas precisamos aprender a conviver.
Precisamos entender que diferença não é ameaça.
Que o outro não precisa ser igual a nós para merecer respeito.
Não precisa acreditar como nós para merecer dignidade.
Não precisa seguir o nosso caminho para merecer humanidade.
Cada pessoa está atravessando a vida com suas próprias batalhas.
Algumas estão sorrindo enquanto escondem dores enormes.
Algumas estão tentando reconstruir aquilo que nós nem sabemos que foi quebrado.
Algumas estão procurando respostas.
Outras estão tentando simplesmente sobreviver.
Por isso, antes de julgar alguém, lembre-se:
você não conhece toda a história daquela pessoa.
E antes de tentar ensinar alguém a viver, talvez seja melhor perguntar se já aprendemos a viver aquilo que ensinamos.
No final, somos todos passageiros desta mesma existência.
Nascemos.
Amamos.
Sofremos.
Perdemos.
Erramos.
Aprendemos.
E um dia partiremos. Então, para que gastar uma vida inteira odiando por causa das nossas diferenças?
Por que transformar crenças em muros, quando elas poderiam construir pontes?
Por que escolher o julgamento quando podemos escolher a compreensão?
Por que escolher o ódio quando podemos escolher o amor?
Talvez não sejamos capazes de descobrir todas as respostas sobre Deus, sobre a vida e sobre o que existe depois dela.
Mas podemos escolher como tratar as pessoas enquanto estamos aqui.
E essa escolha diz muito sobre quem somos.
Que a nossa fé nos ensine a ter humildade.
Que nossas crenças nos ensinem a respeitar.
Que nossas diferenças nos ensinem a compreender.
Que nossos erros nos ensinem a perdoar.
E que o amor seja maior do que a nossa necessidade de ter razão.
Porque, no fim...
talvez Deus não esteja preocupado apenas com aquilo que dizemos acreditar.
Talvez também importe aquilo que fazemos com o amor que recebemos.
Então, antes de julgar alguém...
pare.
Olhe para aquela pessoa.
Lembre-se de que ela também tem uma história.
Também sente.
Também sofre.
Também erra.
Também ama.
E, assim como você...
também está tentando encontrar o seu caminho.
Julgue menos.
Escute mais.
Compreenda mais.
Perdoe mais.
E, acima de tudo...
AME MAIS.
Porque o mundo não precisa de mais pessoas tentando provar que estão certas.
O mundo precisa de mais pessoas dispostas a fazer o bem.


























