top of page
Flago esperanto.jpg
Ortotrauma.jpeg
WhatsApp Image 2020-09-24 at 19.07.07.jp
Casa Renata.jpeg
WhatsApp Image 2020-09-24 at 19.05.34.jp
Buscar

Antigamente eu escrevia nas sombras para os que se conservavam nas claridades da Vida. Hoje, escrevo na luz branca da espiritualidade para quantos ainda se acham mergulhados nas sombras do mundo. Quero crer, porém que tão dura tarefa me foi imposta nas mansões da Morte, como esquisita penitência ao meu bom gosto de homem que colheu quando pôde dos frutos saborosos na árvore paradisíaca dos nossos primeiros pais, segundo as Escrituras.


Contudo não desejo imitar aquele velho Tirésias que à força de proferir alvitres e sentenças conquistou dos deuses o dom divinatório em troca dos preciosos dons da vista.  


Por esta razão o meu pensamento não se manifesta entre vocês que aqui acorreram para ouvi-lo como o daquelas entidades batedoras, que em Hydesville, na América do Norte, por intermédio das irmãs Fox, viviam nos primórdios do Espiritismo, contando histórias e dando respostas surpreendentes com as suas pancadas ruidosas e alegres.


Devo também esclarecer ao sentimento de curiosidade que os tangeu até aqui, que não estou exercendo ilegalmente a medicina como a grande parte dos defuntos, os quais, hoje em dia, vivem diagnosticando e receitando mezinhas e águas milagrosas para os enfermos. 


Tampouco, na minha qualidade de repórter “falecido” sou portador de alguma mensagem sensacional dos paredros comunistas que já se foram dessa vida para a melhor, êmulos dos Lenine, dos Kropotkine, cujos cérebros, a esta hora, devem estar transbordando teorias momentosas para o instante amargo que o mundo está vivendo. 


O objetivo das minhas palavras póstumas é somente demonstrar o homem... desencarnado e a imortalidade dos seus atributos. O fato é que vocês não me viram.  


Mas contem lá fora eu enxergaram o médium. Não afirmam que ele se parece com o Mahatma Gandhi em virtude de lhe faltar uma tanga, uma cabra e a experiência “anosa” do “líder” nacionalista da Índia. Mas historien, com sinceridade, o caso das suas roupas remendadas e tristes de proletário e da sua pobreza limpa e honesta que anda por esse mundo arrastando tamancos para a remissão de suas faltas nas anteriores encarnações. Quanto a mim, digam que eu estava por detrás do véu de Ísis. 


Mesmo assim, na minha condição de intangibilidade, não me furto ao desejo de lhes contar algo a respeito desta “outra vida” para onde todos têm de regressar. Se não estou nos infernos de que fala a teologia dos cristãos, não me acho no sétimo paraíso de Maomé. Não sei contar as minhas aperturas na amarga perspectiva de completo abandono em que me encontrei, logo após abrir os meus olhos no reino extravagante da Morte. Afigurou-se-me que eu ia, diretamente consignado ao Aqueronte, cujas águas amargosas deveria transpor como as sombras para nunca mais voltar, porque não cheguei a presenciar nenhuma luta entre São Gabriel e os Demônios, com as suas balanças trágicas, pela posse de minha alma. 


Passados, porém, os primeiros instantes de “inusitado” receio, divisei a figura miúda e simples do meu Tio Antoninho, que me recebeu nos seus braços carinhosos de santo. 


Do livro: Crônicas de além túmulo

CHICO XAVIER / HUMBERTO DE CAMPOS



 
  • há 11 horas

Mayrion Álvares da Silva

Estoquista

Instagram: @folhadebrumado


Estou perdido dentro de mim 

Não conheço quem eu sou,

Já não me vejo nos seus olhos

Nem a encontro em meu amor.


Ando peregrinando meu coração

E me deparo em um labirinto,

Sinto-me tão amado no passado

E no presente já não sei o que sinto.


A dúvida é carrasco da confiança

A incompreensão é cárcere do amor.

Nem toda liberdade é sem limites

Nem toda desculpa cicatriza uma dor.


Hoje estou ferido e sangrando

Mas é tão solitário o meu sofrer,

Se o amanhã é uma nova esperança

Não consigo enxerga-la em você.


Tantas mágoas se instalaram no meu peito

Provocando em mim a maior decepção,

Pois sei que me enxerga em vários lugares

Menos dentro do seu renovado coração.


Continuo perdido dentro de mim

Sem saber por onde recomeçar,

Se saio de imediato da sua vida

Ou no amor não mais acreditar



 

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo

POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


Sobre a tragédia de Itumbiara onde um pai tira a própria vida após atirar nos dois filhos em razão da descoberta da infidelidade da esposa.


Acontece que de tragédia em tragédia a humanidade vai escrevendo sua desumana história e nisso reside a firmeza de um cruel paradoxo. 


Todavia, como membro de uma sociedade que busca se pautar sobre valores e princípios que à permitam certa parcela de segurança e estabilidade, me proponho a um alerta sobre a importância das instituições - seculares ou não, às quais e pela importância do seu múnus não podemos prescindir.


Instituições - como as igrejas, por exemplo, têm um grande papel a desempenhar no sentido de colocar em pauta certas questões, discuti-las e tratá-las sob o enfoque da espiritualidade e dos ensinamentos contidos nos evangelhos. 


A proposta dos evangelhos se funda no amor e onde existe amor não sobra espaço ao ódio, ao desespero e à qualquer forma de opressão, humilhação e à vingança. 


O amor tudo abarca, tudo cura e previne.


O amor redime.


O amor nos salva! 


A responsabilidade que recai sobre os ombros dos sacerdotes é muito grande.


Ela não se resume a pregar os ensinamentos contidos nos textos sagrados, preservar liturgias e ditar lições de moralidade. Ela vai além. 


A responsabilidade do sacerdote - seja ele um padre ou pastor, também consiste em fortalecer cada ovelha do rebanho, de modo a não permitir que tropeços venham a ocorrer. 


É blindar cada ovelha com amor!


Amor próprio, inclusive. 


A responsabilidade de um sacerdote também repousa no blindar com amor os corações das ovelhas daqueles tropeços nos quais, se ocorridos, nunca mais irão permitir o levantar e o prosseguir da marcha.


Livrai-nos Deus dos tropeços eternos e tende à misericórdia daqueles que caídos assim se encontram. 






 
WhatsApp Image 2020-09-24 at 19.09.56.jp
duda.jpg
Foto%20Cart%C3%A3o%20H%C3%A9lio%20Gomes_
WhatsApp Image 2020-09-24 at 19.06.56.jp
panieri.JPG
padaria perola.JPG
corpus.JPG
bottom of page