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AO LEGADO E À MEMÓRIA DE CAMILO COLA


POR: MARCELO BRASILEIRO - CIDADÃO

Militar da reserva das forças armadas - Advogado com especialização em direito Marítimo, Direito Ambiental

Pós graduado pela Escola da Magistratura do Estado do Espírito Santo


Fato é que a indústria brasileira automobilística e de autopeças - que é uma das maiores do mundo, avançou a passos largos com Camilo Cola.

 

Lembrem-se de que até estruturas veiculares (eixos, semi-eixos e carrocerias) foram fabricadas nos pátios das empresas do Grupo Itapemirim.

 

Existe uma grande injustiça em dizer que Camilo Cola foi um "atraso" porque "barrou" o deslanchar das ferrovias no Brasil. Isso é algo que não pode ser dito contra ele sem incorrer no risco de ser leviano e na mácula da irreparável injustiça.

 

Lembrem-se que a política de Estado - bem mais que políticas de governo para à década de 1950 em diante foi uma opção estratégica em termos de efetivamente ocupar e desenvolver o país sob o modal rodoviário e se não fosse assim, longínquas regiões e cidades inacessíveis sob o modal ferroviário (imaginem tentar construir décadas atrás uma ferrovia sobre um pântano), teriam parado no tempo.

 

Também pela tecnologia disponível à época, o modal rodoviário era perfeitamente cabível e o mais adequado.

 

Nisso, sobre cada novo trecho rodoviário construído, sobre cada légua pavimentada, muito não tardava para que os ônibus da Viação  Itapemirim (os "amarelinhos" da Itapemirim) lá estivessem carregando muito mais sonhos, encontros e reencontros do que pessoas e suas bagagens.

 

Esse foi o legado de Camilo Cola.

 

E ele foi muito além que um visionário no seu próprio tempo.

 

Bem mais que isso!

 

Camilo Cola arregaçou as mangas, foi à luta e com muito trabalho, suor e disposição - seu e dos seus colaboradores, daqueles que com ele trabalharam, triunfou onde tantos outros nunca se atreveram tentar.

 

Quem nos dera à época ter ao menos uns dez empresários com a visão, garra e capacidade de gestão de Camilo Cola.

 

O Espírito Santo teria iniciado já nas décadas de 1960 e de 1970 um vertiginoso desenvolvimento nunca dantes visto em nosso Estado.

 

A esse grande capixaba rendemos nossas homenagens.



 
 
 

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