BOLA DE CRISTAL – parte I
- jjuncal10
- 27 de mar. de 2024
- 1 min de leitura

JUNCAL
Parecia que ela
Só trazia o realizável
Mas puro engano
Não tem jeito
Nem tudo é o que parece
Quando olhamos a Bola de Cristal
Só esperamos encanto
Realidade é um desencanto
Que nos derruba como um soco cruzado
Um feitiço, que joga na lona
Aparece tudo dando certo
Até parece um sonho
Com começo, meio e fim
Descobrimos, não passa de um sonho
Tem hora para acabar
Forjamos ao nosso gosto
Criamos o impossível
Um delírio encantador
Que nos faz especial
Travestidos de Palhaço
O sonho se apaga
Sem borracha ou corretivo
A realidade surge
Para dar fim a tudo
Ficando a marca no papel carbono
O que era bom
Passa a ser pesadelo
Pesa cada passada
Um sonho que não se realiza
Talvez por circunstâncias
O desejo não cessa
A vontade só faz aumentar
Um perfume inimaginável
Castiga com qualquer fragrância
Alheio a nossa vontade
Assim e só assim
Levamos o que não temos
Como castigo eterno
Faz parte do processo
O processo do engano
A bola de cristal venceu
Com enganos, adulterando e ...
Criando uma ilusão
Aonde o bobo fomos nós
Sem continuação na história
É o fim do mundo
Um mundo sem fim
Que por um fio tortuoso
Vemos ao esticar tourar
Pela fragilidade do fio












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