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BOLA DE CRISTAL – parte I


JUNCAL


Parecia que ela 

Só trazia o realizável 

Mas puro engano 

Não tem jeito 

Nem tudo é o que parece 

  

Quando olhamos a Bola de Cristal 

Só esperamos encanto 

Realidade é um desencanto  

Que nos derruba como um soco cruzado  

Um feitiço, que joga na lona 

  

Aparece tudo dando certo 

Até parece um sonho  

Com começo, meio e fim 

Descobrimos, não passa de um sonho 

Tem hora para acabar 

 

Forjamos ao nosso gosto 

Criamos o impossível 

Um delírio encantador 

Que nos faz especial 


Travestidos de Palhaço 

O sonho se apaga 

Sem borracha ou corretivo 

A realidade surge 

Para dar fim a tudo 

Ficando a marca no papel carbono 

  

O que era bom 

Passa a ser pesadelo 

Pesa cada passada 

Um sonho que não se realiza 

Talvez por circunstâncias  

  

O desejo não cessa 

A vontade só faz aumentar 

Um perfume inimaginável 

Castiga com qualquer fragrância 

Alheio a nossa vontade 

  

Assim e só assim 

Levamos o que não temos 

Como castigo eterno 

Faz parte do processo 

O processo do engano 

  

A bola de cristal venceu 

Com enganos, adulterando e ...  

Criando uma ilusão 

Aonde o bobo fomos nós 

Sem continuação na história 

 

É o fim do mundo 

Um mundo sem fim 

Que por um fio tortuoso 

Vemos ao esticar tourar 

Pela fragilidade do fio 

 









 
 
 

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