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ESTÁ PRÓXIMA QUARTA-FEIRA SERÁ DIFERENTE


Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin

Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino


É 24 DE JUNHO


Dia de São João.
Dia do amalá.
Dia de Xangô.


Dia em que o fogo das fogueiras encontra o fogo do coração.


Para muitos, é dia de festa. Para mim, é dia de memória, gratidão e amor.


Meu pai era um homem de Xangô, Ogã de Xangô. Meu babalorixá, que me iniciou e me ensinou os primeiros passos na fé, também era um homem de Xangô. E a única filha que eu pari é uma mulher de Xangô.


Quando penso nesta data, penso neles. Penso em suas palavras, em seus ensinamentos, em sua força e em seu amor.


O cheiro do dendê, o amalá sendo preparado com cuidado, os atabaques ecoando, as velas acesas e as fogueiras iluminando a noite me lembram que existem presenças que nunca se vão. Elas vivem dentro de nós, em cada oração, em cada gesto de fé e em cada lembrança que o tempo não apaga.


No dia 24 de junho, meu coração se veste de branco, vermelho e saudade.


Saudade dos homens de Xangô que ajudaram a construir quem sou.


Que o Rei do Fogo e da Justiça abençoe nossos caminhos, fortaleça nossa palavra, sustente nossa dignidade e nos ensine a viver com coragem, honra e equilíbrio.


Que o amalá seja partilha.
Que a fogueira seja luz.
Que a fé seja abrigo.


E que os trovões de Xangô despertem em nós a força necessária para vencer cada batalha da vida.


Kaô Kabiesilé!


Salve São João!
Salve o povo do dendê!
Salve Xangô, Rei de Ọ̀yó, Senhor da Justiça e do Fogo!


Esta próxima quarta-feira será diferente.

 

É 24 de junho.

 

Dia de São João.


Dia do amalá.


Dia de Xangô.

 

Dia em que o fogo das fogueiras encontra o fogo do coração.

 

Para muitos, é dia de festa. Para mim, é dia de memória, gratidão e amor.

 

Meu pai era um homem de Xangô, Ogã de Xangô. Meu babalorixá, que me iniciou e me ensinou os primeiros passos na fé, também era um homem de Xangô. E a única filha que eu pari é uma mulher de Xangô.

 

Quando penso nesta data, penso neles. Penso em suas palavras, em seus ensinamentos, em sua força e em seu amor.

 

O cheiro do dendê, o amalá sendo preparado com cuidado, os atabaques ecoando, as velas acesas e as fogueiras iluminando a noite me lembram que existem presenças que nunca se vão. Elas vivem dentro de nós, em cada oração, em cada gesto de fé e em cada lembrança que o tempo não apaga.

 

No dia 24 de junho, meu coração se veste de branco, vermelho e saudade.

 

Saudade dos homens de Xangô que ajudaram a construir quem sou.

 

Se quiser fazer um ebo simples para Xangô, faça com fé e respeito: um prato de amalá, uma vela vermelha e branca, um copo de água e, diante da fogueira, uma oração sincera.

 

Reza:


Kaô Kabiesilé, meu pai Xangô,


abre meus caminhos, firma meus passos,


afasta a injustiça, ilumina minha palavra


e me ensina a agir com verdade, coragem e equilíbrio.

 

Que o Rei do Fogo e da Justiça abençoe nossos caminhos, fortaleça nossa palavra, sustente nossa dignidade e nos ensine a viver com coragem, honra e equilíbrio.

 

Que o amalá seja partilha.


Que a fogueira seja luz.


Que a fé seja abrigo.

 

E que os trovões de Xangô despertem em nós a força necessária para vencer cada batalha da vida.

 

Kaô Kabiesilé!

 

Salve São João!


Salve o povo do dendê!


Salve Xangô, Rei de Ọ̀yó, Senhor da Justiça e do Fogo!



 
 
 

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