ESTÁ PRÓXIMA QUARTA-FEIRA SERÁ DIFERENTE
- jjuncal10
- há 3 horas
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Veronica de Oxosse Íyálorixá no Ilê Igba Òmó Aro Omin
Professora e Ativista do Movimento Mulheres Negras e luta contra a Intolerância Religiosa! Componho o Coletivo de Mulheres “Curicas Empoderadas”, atuante na área de palestras sobre autoestima e Empoderamento feminino
É 24 DE JUNHO
Dia de São João. Dia do amalá. Dia de Xangô.
Dia em que o fogo das fogueiras encontra o fogo do coração.
Para muitos, é dia de festa. Para mim, é dia de memória, gratidão e amor.

Meu pai era um homem de Xangô, Ogã de Xangô. Meu babalorixá, que me iniciou e me ensinou os primeiros passos na fé, também era um homem de Xangô. E a única filha que eu pari é uma mulher de Xangô.
Quando penso nesta data, penso neles. Penso em suas palavras, em seus ensinamentos, em sua força e em seu amor.
O cheiro do dendê, o amalá sendo preparado com cuidado, os atabaques ecoando, as velas acesas e as fogueiras iluminando a noite me lembram que existem presenças que nunca se vão. Elas vivem dentro de nós, em cada oração, em cada gesto de fé e em cada lembrança que o tempo não apaga.
No dia 24 de junho, meu coração se veste de branco, vermelho e saudade.
Saudade dos homens de Xangô que ajudaram a construir quem sou.
Que o Rei do Fogo e da Justiça abençoe nossos caminhos, fortaleça nossa palavra, sustente nossa dignidade e nos ensine a viver com coragem, honra e equilíbrio.
Que o amalá seja partilha. Que a fogueira seja luz. Que a fé seja abrigo.
E que os trovões de Xangô despertem em nós a força necessária para vencer cada batalha da vida.
Kaô Kabiesilé!
Salve São João! Salve o povo do dendê! Salve Xangô, Rei de Ọ̀yó, Senhor da Justiça e do Fogo!
Esta próxima quarta-feira será diferente.
É 24 de junho.
Dia de São João.
Dia do amalá.
Dia de Xangô.
Dia em que o fogo das fogueiras encontra o fogo do coração.
Para muitos, é dia de festa. Para mim, é dia de memória, gratidão e amor.
Meu pai era um homem de Xangô, Ogã de Xangô. Meu babalorixá, que me iniciou e me ensinou os primeiros passos na fé, também era um homem de Xangô. E a única filha que eu pari é uma mulher de Xangô.
Quando penso nesta data, penso neles. Penso em suas palavras, em seus ensinamentos, em sua força e em seu amor.
O cheiro do dendê, o amalá sendo preparado com cuidado, os atabaques ecoando, as velas acesas e as fogueiras iluminando a noite me lembram que existem presenças que nunca se vão. Elas vivem dentro de nós, em cada oração, em cada gesto de fé e em cada lembrança que o tempo não apaga.
No dia 24 de junho, meu coração se veste de branco, vermelho e saudade.
Saudade dos homens de Xangô que ajudaram a construir quem sou.
Se quiser fazer um ebo simples para Xangô, faça com fé e respeito: um prato de amalá, uma vela vermelha e branca, um copo de água e, diante da fogueira, uma oração sincera.
Reza:
Kaô Kabiesilé, meu pai Xangô,
abre meus caminhos, firma meus passos,
afasta a injustiça, ilumina minha palavra
e me ensina a agir com verdade, coragem e equilíbrio.
Que o Rei do Fogo e da Justiça abençoe nossos caminhos, fortaleça nossa palavra, sustente nossa dignidade e nos ensine a viver com coragem, honra e equilíbrio.
Que o amalá seja partilha.
Que a fogueira seja luz.
Que a fé seja abrigo.
E que os trovões de Xangô despertem em nós a força necessária para vencer cada batalha da vida.
Kaô Kabiesilé!
Salve São João!
Salve o povo do dendê!
Salve Xangô, Rei de Ọ̀yó, Senhor da Justiça e do Fogo!










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