MORAR PERTO DE AEROPORTOS PODE AFETAR A SAÚDE
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Por: Robérico Silva de Oliveira
Radialista Profissional (RPR/BA 3204); Jornalista Profissional (MTE/RJ 45005); Teólogo; Gestor em Teologia; Bacharel em Administração; Pós-graduado em Ciências Políticas; Psicanalista Clínico; Pós-graduado em Psicologia Clínica.
Viver próximo a aeroportos pode trazer consequências sérias para a saúde física e mental dos moradores. Pesquisas científicas apontam que o ruído intenso provocado pelas turbinas das aeronaves e a exposição contínua à poluição sonora podem afetar diretamente diferentes áreas da vida humana.
Entre os principais problemas identificados estão:
Aumento da pressão arterial;
Doenças cardiovasculares;
Problemas auditivos;
Transtornos psicológicos (mentais e emocionais);
Doenças respiratórias.
Estudos aprofundados indicam que os ruídos gerados pelas turbinas dos aviões podem afetar o sistema cardiovascular, aumentando o risco de problemas cardíacos graves, como ataques cardíacos e derrames.

Pesquisadores do University College London (Inglaterra) confirmam que a exposição contínua ao barulho intenso das aeronaves pode causar danos significativos à saúde. Outro estudo, publicado no Journal of the American College of Cardiology, revelou que pessoas que vivem por longos períodos em áreas próximas a aeroportos apresentam aumento considerável da pressão arterial e maior incidência de obesidade.
Os pesquisadores também identificaram que o alto nível de ruído pode provocar rigidez nos músculos cardíacos, dificultando o trabalho do coração ao bombear o sangue para o corpo.
Impactos psicológicos também preocupam
Além das consequências físicas, viver perto de aeroportos pode afetar profundamente o equilíbrio psicológico dos moradores.
Ansiedade e medo
A exposição constante ao barulho e à tensão gerada pelo tráfego aéreo pode desencadear Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), caracterizado por preocupação excessiva e persistente. Em regiões onde ocorrem acidentes ou incidentes aéreos, alguns moradores podem até desenvolver Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Queda na qualidade de vida
A poluição sonora constante compromete a capacidade de concentração, reduz a produtividade no trabalho e pode prejudicar o desempenho escolar de crianças e adultos.
Distúrbios do sono
O barulho frequente das decolagens e pousos dificulta a obtenção de um sono profundo e reparador. Como consequência, muitas pessoas passam a sofrer de insônia, fadiga mental e alterações de humor.
Irritabilidade e estresse crônico
A exposição contínua ao ruído intenso aumenta os níveis de cortisol — hormônio relacionado ao estresse — provocando irritabilidade, tensão constante e desgaste emocional.
Riscos também atingem o sistema respiratório
Outro fator preocupante é a poluição do ar provocada pelas aeronaves. As turbinas liberam partículas de fuligem e resíduos químicos que podem ser inalados pelos moradores, afetando o sistema respiratório e prejudicando a saúde pulmonar.
Muitos moradores relatam, inclusive, o cheiro constante de combustível no ar e o acúmulo de uma fina camada de partículas sobre móveis, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.
O que pode ser feito?
Quando não é possível mudar de residência, algumas medidas podem ajudar a reduzir os impactos:
Utilizar protetores auriculares, principalmente durante a noite, para evitar interrupções do sono;
Investir em isolamento acústico em portas e janelas;
Reduzir a exposição prolongada a áreas com altos níveis de ruído sempre que possível.
Fontes: Bem-Estar; O Tempo.










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