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NO FIM DO CAMINHO...

há 11 minutos
2 min de leitura

JUNCAL


No fim do caminho havia uma pedra,

pesada, sombria, no meio do chão.

Fechava a estrada, barrava a passagem,

tentando impedir nossa direção.


Pedra de promessa, pedra de engano,

sustentada pela divisão.

Cercada de muros, coberta de entulho,

tentando prender o Brasil pela mão.


Mas nada é eterno diante do tempo

quando um povo decide avançar.

Pode haver muros, pode haver pedras,

mas ninguém consegue um povo calar.


Carlos recua, por ora, da cena,

FLÁVIO desponta, começa a crescer.

O tempo escreve os rumos da história,

e o povo saberá o que fazer.


A pedra é barrenta, pesada e bruta,

coberta de lodo, mentira e pressão.

Promessas na boca, discursos ensaiados,

usando a pobreza como proteção.


Diziam ao pobre: “Você precisa”,

ofereciam migalhas em troca de apoio.

Enquanto o Brasil perdia seus sonhos,

o povo enfrentava o peso do arrocho.


Mas veio o despertar, chegou a reação.

Quem antes baixava a cabeça

agora levanta a voz pela nação.


A estrada se abre diante dos olhos,

surge no horizonte outra direção.

É hora de abrir as portas do futuro

e devolver ao povo sua decisão.


Que venha o trabalho,

que venha o pão.

Que venha a escola,

a saúde e a educação.

Que exista segurança,

respeito e dignidade,

para que o brasileiro

recupere a liberdade.


Que o suor do trabalho

tenha novamente valor,

que a família encontre

respeito e amor.

Que cada brasileiro

possa viver sem temor

e reencontre no país

a esperança e o vigor.


Dois mil e vinte e sete

já desponta no olhar.

O tempo segue em frente,

ninguém pode o parar.

A história abre as portas,

o povo vai passar.


Que a fé ilumine

a nossa direção.

Que os bons costumes

não sejam esquecidos.

Que nossos valores

sejam sempre defendidos

e que a família permaneça

no centro da construção.


Agora é hora de limpar

a estrada e retirar o entulho.

Sem ódio, sem medo,

com coragem e orgulho.

Toda mudança começa

quando alguém decide agir.


Haverá quem reclame,

haverá quem vai chorar.

Mas quando um povo acorda

e decide caminhar,

não há muro no mundo

que o possa parar.


No fim do caminho havia uma pedra.

O povo escolheu passar.

Abriu a estrada,

levantou a cabeça

e voltou a caminhar.


Não será apenas a queda

de uma pedra qualquer.

Será a abertura

da estrada que se quer.

Será a esperança

vencendo o temor

e o Brasil retomando

seu próprio valor.


Quando o horizonte voltar a brilhar,

o Brasil poderá seguir adiante,

com coragem para reconstruir

e força para recomeçar.


Porque pedra nenhuma é eterna.

Nenhuma barreira é maior

que a vontade de um povo

que decidiu mudar.


E o Brasil seguirá.



 
 
 

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