NO FIM DO CAMINHO...

JUNCAL
No fim do caminho havia uma pedra,
pesada, sombria, no meio do chão.
Fechava a estrada, barrava a passagem,
tentando impedir nossa direção.
Pedra de promessa, pedra de engano,
sustentada pela divisão.
Cercada de muros, coberta de entulho,
tentando prender o Brasil pela mão.
Mas nada é eterno diante do tempo
quando um povo decide avançar.
Pode haver muros, pode haver pedras,
mas ninguém consegue um povo calar.
Carlos recua, por ora, da cena,
FLÁVIO desponta, começa a crescer.
O tempo escreve os rumos da história,
e o povo saberá o que fazer.
A pedra é barrenta, pesada e bruta,
coberta de lodo, mentira e pressão.
Promessas na boca, discursos ensaiados,
usando a pobreza como proteção.
Diziam ao pobre: “Você precisa”,
ofereciam migalhas em troca de apoio.
Enquanto o Brasil perdia seus sonhos,
o povo enfrentava o peso do arrocho.
Mas veio o despertar, chegou a reação.
Quem antes baixava a cabeça
agora levanta a voz pela nação.
A estrada se abre diante dos olhos,
surge no horizonte outra direção.
É hora de abrir as portas do futuro
e devolver ao povo sua decisão.
Que venha o trabalho,
que venha o pão.
Que venha a escola,
a saúde e a educação.
Que exista segurança,
respeito e dignidade,
para que o brasileiro
recupere a liberdade.
Que o suor do trabalho
tenha novamente valor,
que a família encontre
respeito e amor.
Que cada brasileiro
possa viver sem temor
e reencontre no país
a esperança e o vigor.
Dois mil e vinte e sete
já desponta no olhar.
O tempo segue em frente,
ninguém pode o parar.
A história abre as portas,
o povo vai passar.
Que a fé ilumine
a nossa direção.
Que os bons costumes
não sejam esquecidos.
Que nossos valores
sejam sempre defendidos
e que a família permaneça
no centro da construção.
Agora é hora de limpar
a estrada e retirar o entulho.
Sem ódio, sem medo,
com coragem e orgulho.
Toda mudança começa
quando alguém decide agir.
Haverá quem reclame,
haverá quem vai chorar.
Mas quando um povo acorda
e decide caminhar,
não há muro no mundo
que o possa parar.
No fim do caminho havia uma pedra.
O povo escolheu passar.
Abriu a estrada,
levantou a cabeça
e voltou a caminhar.
Não será apenas a queda
de uma pedra qualquer.
Será a abertura
da estrada que se quer.
Será a esperança
vencendo o temor
e o Brasil retomando
seu próprio valor.
Quando o horizonte voltar a brilhar,
o Brasil poderá seguir adiante,
com coragem para reconstruir
e força para recomeçar.
Porque pedra nenhuma é eterna.
Nenhuma barreira é maior
que a vontade de um povo
que decidiu mudar.
E o Brasil seguirá.











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