top of page
Buscar

PÁSCOA: MUITO ALÉM DO CHOCOLATE


Por Robérico Silva de Oliveira – Teólogo, Gestor em Teologia, Psicanalista Clínico, Pós-graduado em Psicologia Clínica, Bacharel em Administração, Pós-graduado em Ciências Políticas, Radialista Profissional RPR/BA 3204, Jornalista MTE/RJ 45005.


Uma celebração cada vez mais superficial?


Todos os anos, a Páscoa chega cercada por cores, doces e campanhas publicitárias que estimulam o consumo. O coelho, os ovos de chocolate e as vitrines decoradas dominam o cenário. No entanto, essa versão moderna da data levanta uma questão importante: será que ainda sabemos o que realmente significa a Páscoa?


A origem que muitos esqueceram


A palavra “Páscoa” vem do hebraico Pessach, que significa “passagem”. Esse termo remete à libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, conforme narrado no livro de Êxodo.


Naquela noite marcante, segundo o relato bíblico, o anjo da morte passou pelo Egito, poupando apenas as casas marcadas com o sangue do cordeiro. Esse ato simbolizou proteção, livramento e o início de uma nova história para aquele povo.


A partir desse evento, a Páscoa tornou-se uma celebração memorial, rica em significados e tradições.


Símbolos que contam uma história


A celebração original da Páscoa não era apenas ritualística, mas profundamente simbólica:


   .   O cordeiro representava o sacrifício;


   .   As ervas amargas lembravam o sofrimento da escravidão;


 .  Os pães sem fermento simbolizavam pureza e pressa na saída do Egito.


Cada elemento reforçava a memória da libertação e transmitia ensinamentos às futuras gerações.


Do símbolo ao cumprimento


No contexto cristão, a Páscoa ganha um significado ainda mais profundo. O cordeiro sacrificado no Egito passa a apontar para Jesus Cristo, reconhecido como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.


A morte de Cristo é entendida como o sacrifício definitivo pela humanidade. Como escreveu o apóstolo Paulo: “Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós”.


Assim, a Páscoa deixa de ser apenas um evento histórico e passa a representar redenção, esperança e vida espiritual.


Quando o consumo substitui o significado


Com o passar do tempo, o verdadeiro sentido da Páscoa foi sendo ofuscado por práticas culturais e comerciais. O cordeiro deu lugar ao coelho; o altar foi substituído pelas prateleiras; e o simbolismo espiritual, pelo consumo.


Não se trata de condenar tradições modernas, mas de refletir sobre o impacto dessa mudança. Quando o consumo ocupa o lugar da consciência, o significado se perde.


A mensagem que ainda permanece


Mesmo em meio às transformações culturais, a essência da Páscoa continua atual. Ela fala sobre libertação — não apenas física, mas espiritual.


A entrada de Jesus em Jerusalém reforça essa mensagem. Montado em um jumento, símbolo de paz, Ele contraria as expectativas de um líder político e apresenta uma proposta diferente: transformação interior.


Enquanto muitos esperavam libertação externa, Cristo oferecia algo muito maior — a salvação da alma.


Um convite à reflexão


A Páscoa não é apenas uma data comemorativa. É um convite à reflexão sobre escolhas, valores e fé.


Comer chocolate não é o problema. O verdadeiro desafio está em não esquecer o motivo da celebração.


Segundo o Evangelho de João, Jesus afirma que foi preparar um lugar para aqueles que creem e promete voltar para buscá-los. Essa é a esperança central da Páscoa — uma promessa que transcende o tempo.


E você?


Diante de tudo isso, a pergunta permanece:


Você tem celebrado a Páscoa como um ato de consumo ou como uma experiência de transformação em Cristo?



















 
 
 

Comentários


bottom of page