POSITIVE DAY, LEITORES E COMPARTILHADORES (CONTINUAÇÃO 23)
- jjuncal10
- 23 de ago. de 2025
- 3 min de leitura

ALESSANDRA CAMARA - Bachelor of Science in Psychology - Graduated: May 2016 Missouri State University – Springfield, MO
Associates of Arts - Associates of Independent Studies Graduated: May 2014
Ozark Technical Community College - Springfield, MO
Professional Coach Certification - Professional Executive Coach Certification - Professional Master Coach Certification
Vocês estão aqui para a continuação de uma leitura simples, curta e repleta de momentos incríveis. Minha humilde sugestão é que leiam devagar. Assim, seu coração ficará em paz para aprender algo que talvez seja novo e impactante para muitos ou, quem sabe, apenas um complemento do que já o vivem.
O livro que estou compartilhando com vocês chama-se Um Novo Mundo: O Despertar de uma Nova Consciência, escrito por Eckhart Tolle. Acredito que cada capítulo deste livro tem um propósito único para as vidas aqui presentes, neste momento.
Sintam-se leves como se estivessem nas nuvens e vamos juntos continuar nos alimentandos com o que entendemos hoje ser o maior poder da nossa existência: a consciência.
Livro: Um Novo Mundo de Eckhart Tolle
Páginas 147 e 148
“O RETORNO DO CORPO DE DOR"
Sentei-me e pedi uma refeição. Havia poucos clientes no restaurante além de mim. Próximo à minha mesa, um homem de meia-idade numa cadeira de rodas acabava de jantar. Ele me dirigiu o olhar uma vez - foi rápido, mas intenso. Alguns minutos se passaram. De repente, ele ficou inquieto, agitado, seu corpo começou a se contrair: O garçom aproximou-se para retirar o prato. O homem começou a discutir com ele.
- A comida não estava boa. Estava horrível.
- Então por que o senhor comeu? - Perguntou o garçom.
Bastou essa frase para deixá-lo furioso. Ele começou a gritar, tornou-se ofensivo. Palavrões saiam da sua boca. Um rancor intenso, violento, encheu o ambiente. Era possível sentir aquela energia entrando no corpo das pessoas a procura de algo a que pudesse se fixar. Agora o homem esbravejava também com os outros clientes. No entanto, por uma estranha razão, me ignorava completamente enquanto eu permanecia sentado num intenso estado de presença. Desconfiei de que o corpo de dor humano universal havia retornado para me dizer. “Você pensou que tinha me derrotado. Veja, ainda estou aqui.” Também considerei a personalidade de que o corpo energético liberado durante a sessão com aquela mulher me seguira até o restaurante e se prendera a única pessoa ali que apresentava uma frequência vibracional compatível com a sua, isso é, um corpo de dor pesado.
O gerente abriu a porta do restaurante, “Por favor, retire-se, retire-se.” O homem saiu zunindo na sua cadeira de rodas elétrica, deixando todos perplexos. Um minuto depois ele voltou. Seu corpo de dor ainda estava ativo. Precisava de mais. Ele escancarou a porta com a cadeira de rodas e começou a gritar obscenidades. Uma garçonete tentou impedi-lo de entrar. Ele acelerou a cadeira e imprensou a moça contra a parede. Alguns clientes acorreram para tentar puxá-lo dali. Gritos, berros, pandemônio. Um pouco depois chegou um policial. O homem sossegou, pediram-lhe que saísse e não voltasse mais. Por sorte, a garçonete não se feriu, sofreu apenas alguns arranhões na perna. Quando tudo acabou, o gerente aproximou-se da minha mesa e me perguntou, meio na brincadeira, mas talvez sentindo intuitivamente que havia alguma ligação. “Foi você que provocou tudo isso?”. “
Já passei por situações semelhantes a essa que o autor descreve acima — e acredito que ainda viverei muitas outras parecidas. A diferença é que hoje, após tantos aprendizados, compreendo melhor como a minha energia influencia diretamente o resultado final: tanto na forma como escolho reagir quanto na maneira como percebo e experiencio momentos desconfortáveis como esse. O que antes seria um gatilho para minha própria dor, hoje se tornou uma oportunidade de presença, de entendimento e, muitas vezes, de compaixão.
E você? Já viveu algo assim? Já sentiu a energia de outra pessoa tentando invadir o seu espaço interno? Como você lida com esses encontros com o corpo de dor — seu ou dos outros?










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